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  Atitude, sonhos e muito rock no primeiro CD do B5

Da esq. para a dir.: Luis Felipe, Léo, Bê, Edu e Lucas
Ver a capa do CD do grupo B5, que traz cinco adolescentes com cara de bad boys, e não pensar que se trata de mais uma banda pop juvenil, estilo KLB e Twister, é uma tarefa praticamente impossível. Mas a história aqui é outra. Edu (vocal, teclado e guitarra), Bê (bateria), Lucas (percussão e violão), Léo (vocal e baixo) e Luís Felipe (guitarra) orgulham-se de formar uma das poucas bandas nacionais de rock com adolescentes que realmente tocam e cantam. “Chegamos para inovar. Somos uma banda com cinco garotos tocando rock e se apresentando ao vivo, de verdade. Nós gravamos o disco, não foram outras pessoas”, diz Edu, de 15 anos, irmão dos gêmeos Bê e Lucas, de 14. Descendo a escada estão os amigos Léo e Luís Felipe, de 13.
Em seu primeiro disco, auto-intitulado, os garotos do B5, naturais de Petrópolis, no Rio, tratam de temas comuns aos adolescentes como escola, recuperação, namoro, sexo, futebol, amigos e videogame. Tudo bem pesado, mostrando as influências de Rush, Radiohead, Oasis e Led Zeppelin, banda estampada na camiseta de Edu. A faixa de trabalho é Matemática – apresentada pela primeira vez no programa "Criança Esperança", da Rede Globo – composta, entre outros, por Blanch, ex-vocalista do Cogumelo Plutão. Outras feras emprestam composições inéditas, como Milton Guedes (Beijo Na Boca e Deixa A Primeira Vez Rolar, entre outras), o ex-Mutantes Sérgio Dias (Olhar Vazio) e Paul Ralphes (Ligo Pra Ela), produtor do disco. “O Sérgio Dias não costuma mandar músicas para outros artistas, mas gravou uma especificamente para o B5, depois de descobrir que é o ídolo do Luís Felipe”, conta, empolgada, Adriana Leite, mãe dos três irmãos e produtora do quinteto, acompanhada do empresário João Robero na entrevista na sede da gravadora Sony, no Rio.
Além de cantores e instrumentistas, os garotos do B5 são compositores. Das cerca de 20 músicas compostas pelo grupo, duas foram escolhidas pela Sony para integrar o CD: Nada Mais Vai Mudar e Pura Ilusão. Essa foi apenas uma das concessões da gravadora, que, segundo Adriana, teve o cuidado de investir no grupo respeitando o gosto e o estilo de seus integrantes. “A Sony não mudou a cara deles. O cabelo, a roupa, tudo isso já existia, eles não construíram o grupo. Nada foi montado”, diz Adriana, mostrando uma baqueta com a logomarca do B5, feita antes mesmo de eles assinarem contrato com a multinacional. “A gravadora nos respeitou, escolhendo o tipo de música que nós gostamos. O CD ficou exatamente do jeito que a gente queria, com um peso, com nosso estilo”, complementa Edu.

Sonhando alto

A formação do B5 começou ainda na infância. Edu, Lucas e Bê tocam piano desde os 4 anos e já vinham tocando juntos quando, há três anos, sentiram necessidade de novos músicos para o grupo. Por indicação de um professor de violão conheceram Léo, que por sua vez chamou o amigo Luis Felipe. Pronto, estava formada a Banda B, que começou a fazer cover de bandas de rock nacionais e internacionais, em shows em restaurantes e teatros de Petrópolis.
Quando tiveram a oportunidade de abrir um show dos Titãs em uma feira agropecuária, o pai dos irmãos, o comerciante Eduardo Leite, não perdeu tempo e decidiu gravar a apresentação e enviá-la a diversos empresários. Uma dessas fitas chegou até o experiente João Robero, que disse ter se arrepiado com o que viu. “Escuto tudo o que chega às minhas mãos; gosto de colocar coisas novas no mercado. Você deve ter visão de águia. O B5 era tudo que eu queria, porque sempre trabalhei com bandas de pop e rock e pedi a Deus que me desse uma banda que não usasse drogas, que não bebesse, que fosse educada...”, diz Robero, que ajudou a escolher um nome de impacto para o grupo. “Queria um nome objetivo, universal e ao mesmo tempo roqueiro, como U2. Minha esposa, que é assessora de imprensa, sugeriu B5 e ao mesmo tempo falei: ‘é esse’. Aí criei a logomarca, com o desenho da mão, e o nome já pegou”, conta o empresário.
Depois de começar a trabalhar com o quinteto, João Robero procurou a Sony Music, que bancou a gravação de um videorrelease com as músicas Matemática e Retratos da Adolescência, que já faziam parte do repertório do grupo. Resultado: em outubro de 2001 o B5 foi contratado pela Sony e entre março e maio o quinteto gravou o disco. “Eu sei que se não fosse hoje seria daqui a um ano ou cinco, porque é isso que os meninos querem para a vida deles. Enquanto todo mundo levava brinquedo para escola, o Leonardo levava um LP. Os produtores dizem que o Eduardo tem o ouvido apurado porque sabe quando alguém faz uma acorde errado. É uma banda em que um completa a carência e a musicalidade do outro”, exalta a mãe-produtora coruja.
Se fora da banda o clima é de empolgação, entre o quinteto o ânimo não poderia ser outro. A garotada está confiante e já pensa longe. “Se com todos os problemas das gravadoras nós tivemos essa sorte, é porque existe uma coisa muito grande para acontecer. Não tem o que dar errado”, garante Edu, seguido por Léo. “Queremos fazer muito sucesso e muitos shows por ano. A gente espera que esse CD venda bastante e que as pessoas comprem para curtir nosso som, e não por causa da nossa beleza (risos). E também que até os adultos tenham o B5 como influência. Queremos que a banda tenha uma carreira estável, como o Oasis, que já tem dez anos e está aí, vendendo bem, com um público fiel. Conseguindo isso na nossa cidade, não é difícil ir para o resto do Brasil.” Sincero, sonhador e um pouco, digamos, marrento. E qual roqueiro não é?


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