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  Sem medo de ser feliz

Figura constante na TV, Dudu Nobre diz que gosta de aparecer apenas para mostrar seu trabalho.

Por Marcos Paulo Bin
09/07/2004 

No camarim do Teatro João Caetano - onde fez temporada popular (preços a R$ 1) de segunda a sexta desta semana - Dudu Nobre recebeu, antes do show, três caixas de goiabada cascão vindas de Goiás. Uma prova singela de duas coisas. Primeiro, que o produto, ao contrário do que diz a letra da música Goiabada Cascão - atual sucesso de seu mais recente CD e DVD, Dudu Nobre Ao Vivo (BMG) - não é tão difícil assim de se achar, ao menos para um fã. E, segundo, a popularidade que o sambista carioca adquiriu, principalmente por causa de suas constantes aparições na TV.

Além de ser figurinha fácil nos programas de auditório, até pouco tempo Dudu tinha três músicas simultaneamente no ar em programas globais: A Grande Família, tema do seriado homônimo (que continua no ar); Tempo de Don Don, trilha da recém-terminada novela "Celebridade"; e a já citada Goiabada Cascão, que fazia parte de um CD só de sambas do mesmo folhetim.

Feliz com o bom momento, Dudu Nobre não reclama de nada. Compositor experiente, ele não se incomoda em estar fazendo sucesso com músicas alheias, já que A Grande Família é de Tim e Dito; Tempo de Don Don, antiga composição de Nei Lopes; e Goiabada Cascão, também de Nei Lopes, com Wilson Moreira, é outra velha conhecida no mundo do samba, tendo sido sucesso com Beth Carvalho nos anos 70.

"Iria me incomodar se eu não gostasse das músicas. A Globo, quando me faz o convite, sempre pergunta se eu quero gravar a música, se vou me sentir à vontade. Foi algo diferente na minha carreira. Fico feliz em gravar músicas assim", disse Dudu, enquanto recebia parentes e amigos, anônimos ou ilustres como Haroldo Costa.

Novas leituras

O sambista também não se importa em ser mais um mais um na multidão de artistas que, nesses tempos de crise, estão lançando discos ao vivo.

"Acho que o pessoal tem gravado muito ao vivo pela facilidade, nem tanto pelo custo. No meu caso, então, foi mais fácil ainda, pois eu já tenho um repertório montado e algumas músicas precisavam de novas leituras. Vou Botar Teu Nome na Macumba está fazendo 10 anos", explicou.

Para o sambista, o segredo do sucesso está mais na exposição do artista do que no fato de lançar um disco recheado de sucessos.

"Não acho acredito que é o disco ao vivo que determina o sucesso. Ivete Sangalo estourou com Sorte Grande (gravada no CD de estúdio Clube Carnavalesco Inocentes em Progresso, de 2003), Zeca Pagodinho, com Caviar (do álbum Deixa A Vida Me Levar, de 2002). Hoje o que favorece o artista é a exposição na mídia", completou.

Mas e no caso de Dudu, que chega a ser uma superposição? Existe algum aspecto negativo nisso ou, como ele mesmo diria, com seu jeito malandro carioca, é só alegria?

"Pra mim é só alegria. Me chamou, eu vou", disse Dudu, sorrindo. "Seria ruim se fosse 'forçação' de barra. Gosto de ir para a mídia mostrar meu trabalho, cantar. Não quero ser uma personalidade."


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