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  Mariana Davies comemora a liberdade artística adquirida em seu 2º CD

Mariana Davies na coletiva na sede da gravadora Indie Records, no Rio, onde falou de seu 2º CD. A entrevista foi uma prova de que ela adquiriu mais espaço na companhia

Por Marcos Paulo Bin
05/07/2004

Mariana Davies é uma ilha no cast da Indie Records. Roqueira convicta - e das pesadas - ela tem de disputar espaço com grandes nomes da MPB e do samba (Jorge Aragão, Alcione, Fundo de Quintal, Erasmo Carlos, Fagner & Zeca Baleiro etc.) que indiscutivelmente recebem mais investimento dentro da gravadora. Sua única companhia é Vinny, que atua numa praia semelhante (embora muito mais pop do que ela) e também não é um dos mais trabalhados da Indie.

Hoje com 29 anos, Mariana toca teclado desde os 13. Depois partiu para o violão e a guitarra, instrumento com o qual fez fama no cenário underground carioca. Em um desses shows de "garagem", um bam-bam-bam da Universal ficou encantado com o som e a atitude de Mariana - tímida para entrevistas, mas uma fera no palco, mais ou menos como Cássia Eller - gravou a apresentação e levou a fita para sua gravadora. Como não houve interesse, ele passou a bola para a Indie (cujos títulos são distribuídos pela Universal), onde foi contratada.

Em 2000, a cantora lançou seu 1º CD, auto-intitulado. O grande destaque do disco foi  a faixa Por Hoje, que tocou bem nas rádios roqueiras, ganhou clipe na MTV e entrou para a trilha da novela "Malhação". Embora gerasse seus dois primeiros (e únicos) fãs-clubes, o sucesso da música não foi suficiente para Mariana estourar, e ainda por cima a rotulou como uma roqueira pop.

"Por Hoje não representava o disco. Eu nem quis que ela fosse trabalhada nas rádios. Muita gente só passou a gostar de mim nos shows, pois ninguém agüentava mais aquela música", contou Mariana, na coletiva de lançamento de seu 2º CD, Flores Humanas.

Para o novo trabalho, Mariana já conta com uma estrutura maior de sua gravadora. A própria coletiva foi um exemplo disso, pois na época de lançamento do primeiro CD não houve uma. Desta vez, a idéia de gravar o clipe da primeira faixa de trabalho, Conto de Farsas, partiu da Indie, diferentemente do que aconteceu em 2000, quando o vídeo era uma exigência contratual. Mas Mariana comemora mesmo a liberdade artística que teve em Flores Humanas, o que se refletiu na sonoridade do disco.

"O som de Flores Humanas é mais pesado que o do CD anterior. O outro disco, por ser o primeiro, foi um pouco mais contido, mais pop. Neste eu tive mais liberdade. Estamos conversando mais", conta Mariana, não escondendo uma pontinha de decepção pelo pouco investimento das gravadoras no tipo de som que ela faz. "Por causa do estilo, tem um monte de banda de rock conhecida sem gravadora. As gravadoras precisam de dinheiro e por isso investem nos chavões. Para que a Pitty pudesse estourar, foi feito um investimento maciço. Mas ela é uma exceção, pois não se investe no novo."

Fim da pressão

Os quatro anos de intervalo entre os dois discos fizeram com que Mariana pudesse amadurecer mais as suas composições. Tanto é que, enquanto no primeiro CD a maioria das músicas era dela em parceria, desta vez Mariana só divide uma composição, justamente a faixa-título, com Aline Veiga. Das 15 faixas restantes do disco, uma é da amiga Martha V, Indecisão (com Léo Santhy), e duas são regravações: uma leitura pesada para Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor), do Kid Abelha, e outra para Revelação, sucesso com Fagner.

Gravar esta última foi uma forma de homenagear o amigo Robertinho de Recife, grande incentivador da carreira de Mariana.

"Sempre tocava essa música na estrada, fazendo bagunça. Ela marcou a volta do Robertinho, pois ele tocou na gravação do Fagner. Sempre ouvi Revelação dessa forma, como a gravei", contou Mariana, lembrando a importância do músico pernambucano para o lançamento de Flores Humanas. "Assim que terminei a mixagem levei para o Robertinho ouvir. Ele disse que eu tinha feito o meu Sgt. Pepper's (disco emblemático dos Beatles). É uma comparação perigosa, mas fiquei emocionada."

Coincidência ou não, os Beatles são apontados por Mariana como sua principal referência. Além dos Fab Four, ela ouve também Garbage, Radiohead, The Doors e... Chico Buarque! E não é só isso: a cantora diz que já tem pronta uma versão de Olhos nos Olhos, clássico de Chico,  com a base de Litium, do Nirvana. Seria uma das faixas de seu terceiro CD?

"Não sei, a música está arquivada", despistou Mariana. "Já estou com meu próximo disco praticamente pronto na cabeça. Vai ter até uma valsa. Tenho feito músicas mais estruturadas, pois agora estou mais livre do que no começo aqui na Indie. Sob pressão fica difícil."


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