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  Djavan e Sony: uma separação sem traumas

Divulgação/Marcelo Faustini
Djavan afirma que a decisão de sair da Sony foi unilateral, mas o relacionamento com a gravadora ainda é bom

Por Marcos Paulo Bin
01/07/2004

Acostumado a cantar o amor - e as dores que muitas vezes ele provoca - Djavan terminou recentemente um longo relacionamento. Mas não foi nada traumático. Pelo contrário; o casamento foi transformado numa bela amizade.

Depois de 22 anos "casado" com a Sony Music, o cantor alagoano decidiu pedir o divórcio e seguir seu próprio caminho, lançando um selo, a Luanda Records. O primeiro filho do novo casal acaba de sair - é Vaidade, 16º disco de Djavan.

"A decisão de sair da Sony foi unilateral. Eles não queriam isso", contou Djavan, em coletiva no Rio. "Nós sempre tivemos uma boa relação; brigávamos às vezes, como em todo relacionamento. Mas continuamos parceiros - a Sony fabrica e entrega os discos da Luanda."

Medalhões da MPB saírem de grandes gravadoras não tem sido novidade nos últimos tempos. Só para lembrar alguns casos já bastante conhecidos, em 2001 Bethânia trocou a multinacional BMG pela tupiniquim Biscoito Fino, até que, em 2003, lançou seu próprio selo, Quitanda. Milton Nascimento fez a mesma coisa ano passado, deixando a Warner. Flávio Venturini e Danilo Caymmi são alguns entre outros exemplos.

Mas o caso de Djavan é diferente dos demais em vários aspectos. Em primeiro lugar, como o cantor mesmo afirmou, a decisão partiu dele. Não podia ser diferente, já que a Sony não tinha do que reclamar quanto a vendas: o penúltimo CD de Djavan, o duplo Ao Vivo (1999), vendeu mais de 2 milhões de cópias, enquanto o último, Milagreiro (2002), passou de 100 mil unidades comercializadas. O DVD teve 37 mil cópias vendidas, ótimo número para o formato.

Além disso, o alagoano montou uma estrutura para o lançamento de Vaidade digna de uma multinacional. A própria Luanda cuidou da gravação, da distribuição (velha pedra no sapato até das multies), do marketing e da divulgação. A primeira faixa de trabalho, Se Acontecer, está tocando nas rádios e até já virou tema da nova novela das oito, "Senhora do Destino". Isso tudo sem nenhum sócio ou investidor.

Então, afinal de contas, o que teria estimulado Djavan a trocar o certo pelo duvidoso e a fazer um investimento tão pesado?

"Realmente foi um tiro no escuro", admite o cantor, "mas considero este um desafio maravilhoso e uma motivação rara para a minha vida. Já são 27 anos de carreira. Não que eu ache muito, pois com o frescor e a vontade de criar coisas novas que tenho, acho que agüento pelo menos o dobro", completou, bem-humorado.

Outra diferença para o caso de Djavan em relação à maioria dos artistas que saem das grandes gravadoras é que ele diz nunca ter sofrido qualquer restrição em termos artísticos. A liberdade de criação é um dos principais motivos alegados pelos que abrem seus selos, geralmente cansados das imposições feitas em nome do lucro.

"Eu sempre tive liberdade de trabalho na Sony. Impus isso logo no início da carreira, ainda na EMI. Só assim se adquire respeito", afirmou o cantor, lembrando também do novo momento em que vive o mundo fonográfico. "O formato do mercado, como está, vai se transformar. A pirataria está dominando, e o preço do CD no Brasil, para a nossa realidade, é muito caro. A idéia é que, a partir de agora, meu disco fique mais barato."

Jogando pra vencer

Djavan contou que há um ano vinha montando a estrutura de sua gravadora, reunindo várias pessoas de todo o país. Agora, ele espera a conclusão de seu estúdio e o lançamento de Vaidade no exterior, o que, segundo o cantor, será feito separadamente, de país a país.

Djavan não revelou a quantidade de CDs que está colocando nas lojas; se resumiu a dizer que trata-se de uma "tiragem responsável".

"Tudo tem que se ser muito bem medido. A boa notícia é que o mercado tem sido muito receptivo ao selo e ao disco. O futuro é uma incógnita, mas acho que agi certo. Não estamos montando uma estrutura para perder", afirmou.


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   Disco:  Vaidade
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