Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  LS&D é o novo e o velho RPM

www.lsd.art.br
Em dupla com Luiz Schiavon, Fernando Deluqui sentia que faltava mais uma pessoa para formar um grupo. “O Lazza é um cara carismático, com forte presença. Então o convidamos e fechamos a banda em três”, diz ele

Por Marcos Paulo Bin

O mundo dá mesmo muitas voltas. No dia 17 de dezembro de 2003, Fernando Deluqui e Luiz Schiavon, respectivamente guitarrista e tecladista do RPM – que havia voltado à ativa em 2002, depois de 12 anos parado – distribuíram uma carta à imprensa em que diziam terem sidos desligados do grupo pelo vocalista Paulo Ricardo, que, entre outras medidas “despóticas” (nas palavras deles), teria registrado as marcas RPM, Revoluções por Minuto e Rádio Pirata sem o conhecimento dos demais integrantes da banda.

Procurado pelo UNIVERSO MUSICAL para responder a essas e outras acusações, o assessor de imprensa de Paulo Ricardo, Fábio Pimentel, não quis colocá-lo em contato com a equipe, preferindo ele mesmo dar as explicações. Segundo o assessor, Paulo e o baterista P.A. se juntariam a mais dois guitarristas, um percussionista e um tecladista em janeiro de 2004 para gravar o novo disco do novo RPM.

“O Paulo Ricardo quis trazer o RPM para 2004”, disse Pimentel, referindo-se à sonoridade procurada por Paulo Ricardo, que seria voltada para a eletrônica. Por não aceitar o fato, de acordo com o assessor, Schiavon teria saído da banda. Já Deluqui teria saído por vontade própria, por dar preferência à carreira solo.

Da mesma forma que, antes da carta de Deluqui e Schiavon, ninguém sabia dessa briga do RPM, a imprensa e o público foram surpreendidos quando, em maio deste ano, Paulo Ricardo e P.A. lançaram, sim, um novo disco, mas com o nome de PR.5. O motivo é que Fernando Deluqui e Luiz Schiavon entraram com uma liminar na Justiça para que Paulo Ricardo não pudesse mais usar a marca RPM. E, é claro, ganharam.

“Até cabe recurso, mas agora ele já lançou o disco. Só se no próximo ele quiser retomar a marca RPM, mas não faz muito sentido”, disse o paulistano Deluqui, que, em passagem pelo Rio, falou com exclusividade ao UNIVERSO MUSICAL, em um restaurante da Zona Sul da cidade. O guitarrista esteve no Rio para negociar com uma gravadora o lançamento do recém-gravado disco de sua nova banda, LS&D, que ele formou com Schiavon após o segundo término do RPM.

“A nova revolução”

O mundo continua girando. Deluqui e Schiavon, que na primeira formação do RPM, nos anos 80, não eram, digamos, amigos íntimos, estreitaram seu relacionamento no retorno da banda, principalmente em um segundo momento dessa volta, quando já havia passado a euforia e o clima não era mais o mesmo do (re)início. Descobrindo que tinham várias afinidades artísticas, os dois decidiram gravar um disco juntos.

“O Luiz e eu percebemos que podíamos facilmente compor juntos. Mostrei algumas coisas minhas para ele e ele gostou. Entramos no estúdio com uma letra que eu tinha, só ao violão, e saíamos com ela gravada. O Luiz fez umas intervenções fundamentais. A canção se chama Fechando A Guarda, e foi a primeira a entrar para o disco. Aquilo para mim foi simbólico”, conta Deluqui.

A dupla passou cinco meses no estúdio gravando o disco, que ficou pronto em meados de junho. Nesse meio tempo, eles decidiram formar uma banda, chamando André Lazzarotto, o Lazza, para dividir as guitarras e os vocais com Deluqui. Estava formado o LS&D (Lazza, Schiavon & Deluqui), que, no site oficial da banda (www.lsd.art.br), é anunciado como a “nova revolução”.

“Eu não queria a responsabilidade de ser o cantor da banda. Achava que estava faltando uma terceira pessoa, principalmente alguém que tivesse influências da década de 90. Um cara que pudesse formar um time bacana. O Lazza é um cara carismático, com forte presença. Então o convidamos e fechamos a banda em três”, diz Deluqui. O time será completado com o baixista Euder, que participou das gravações do disco, e um baterista a ser contratado.

No momento Deluqui procura uma gravadora que contrate o grupo ou distribua o CD. Mesmo sem o trabalho totalmente fechado (a parte gráfica não está pronta, a ordem das músicas não está definida e, segundo o guitarrista, alguns ajustes ainda podem ser feitos), o LS&D já conseguiu um grande feito: é da banda a música Madrigal, tema de abertura da novela “Cabocla”, exibida no horário das 18h na TV Globo. O trio tem dois shows marcados para agosto: um no interior de São Paulo e o outro em Minas.

Deluqui ainda não quer mostrar o disco, mas garante que ele é uma obra-prima. O som, ele define, é pop-rock, bem oitentista, com todos os tecladões que Paulo Ricardo quer distância, apenas com umas pitadas de rap. Será que lembra alguma banda conhecida?

“Somos bem parecidos com o RPM. Estamos seguindo o caminho que o RPM estaria trilhando”, diz Deluqui, orgulhoso. Bem, nenhuma das duas bandas ficou o nome original, mas no final quem continuou sendo o RPM foram mesmo Deluqui, Schiavon e seu LS&D. E o mundo gira...


Veja mais:


  Entrevista com Fernando Deluqui: “não queremos mais fazer um disco, vender 250 mil cópias, brigar e ficar anos separados”
  Entrevista com Fernando Deluqui: “no LS&D, acabou a disputa de espaço”
  Entrevista com Fernando Deluqui: “este é sem dúvida o meu melhor trabalho”


Matérias relacionadas:

  A nova separação do RPM
  A volta triunfal do RPM

 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções