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  O samba informal de Adriana Maciel

Divulgação
Reconhecida no exterior, Adriana Maciel critica a cultura de massa do Brasil. “Tem que ter que alguém de fora elogiando para alguém daqui ouvir”, dispara a cantora

Por Leisa Ribeiro

Poeira Leve (Deckdisc) é o terceiro e o mais novo trabalho de Adriana Maciel. A instrumentação do CD, executada por alguns dos melhores músicos do Brasil, e as participações vocais de Zeca Baleiro, Moska e Vitor Ramil, só contribuem para valorizar a voz suave da cantora. São belas e antigas canções que, na interpretação de Adriana, ganham uma nova retórica.
O CD levou um ano para ser gravado, e cada canção foi pensada para que soasse como se fosse dela. Para contar como foi toda essa produção e como essa carreira está sendo construída, ninguém melhor do que a própria Adriana Maciel, que bateu um papo descontraído com o UNIVERSO MUSICAL.

Você se formou em música?

Sou musicista, mais precisamente flautista. Estudei na Escola de Música e na Universidade de Brasília, onde nasci.

Você toca flauta no show?

No show eu toco um pouco de flauta transversa. Instrumento é uma coisa que você tem que estar praticando, e eu não tenho disciplina. No meu segundo CD, a última faixa, que fica escondidinha, é um solo meu.

Você ainda estuda música?

É muita informação chegando muito rápido. Tem tanta coisa que eu quero ler e ouvir e não consigo, por causa do volume e da rapidez da informação... Isso não deixa a gente identificar muita coisa.

Você tem alguma influência musical da sua infância?

Durante a minha infância e a minha adolescência, ouvi uma mistura de música brasileira, bossa nova, fados e até canções de Sinatra.

Quando você gravou seu primeiro CD?

Em 1996. Fui convidada por Celso Fonseca para gravar no selo Geléia Geral. Eu ainda cantava na noite e foi um susto, tudo muito rápido; na verdade, gravamos quase o show que eu fazia e, como eu não tinha experiência de estúdio, foi difícil me encontrar ali. Depois gravei o segundo CD, independente, e o resultado foi fiel às minhas escolhas, com sons eletrônicos, acústicos, percussão e cordas.

E o que Poeira Leve tem de diferente deste dois CDs?

O Ramiro Musotto, que é percussionista, foi quem produziu. Tem um clima informal e a única exigência que fiz foi de que nada fosse mexido, nem nos erros. Poeira Leve nasceu como resultado de uma química perfeita entre todos os seus elementos.

O trabalho é composto por releituras...

Isso mesmo. Tem Juízo Final, de Nelson Cavaquinho, A Televisão, de Chico. O repertório traz clássicos de Noel, Monsueto, Cartola e composições dos anos 70, como Samba dos Animais, de Jorge Mautner, além de duas de Tom Zé, e .

Isso foi premeditado?

Não. O Ramiro me ligou e disse: “vamos fazer um disco de sambas antigos com uma levada mais moderna”. Aí fiquei um pouco resistente, porque nunca gostei de regravar nada, principalmente coisas muitas conhecidas. E eu gosto de gravar compositores novos. Mas aí fui me dando conta de que a minha referência vinha dali, aquilo fazia parte da minha infância.

Quantas canções foram selecionadas a principio?

Trinta músicas. E, para chegar às 12 que entraram no CD, escolhi aquelas com as quais eu me identificava mais. Mas as músicas são tão fortes que foram me guiando.

Tem alguma canção especial no CD? Uma história curiosa?

Uma música que entrou coincidentemente neste CD foi Mora na Filosofia, do Monsueto, que foi gravada pelo Caetano. Quando eu e Ramiro começamos a procurar repertório para o disco, eu estava ouvindo o CD com a música no carro e o Ramiro também. Foi uma coincidência. Fui encontrar o Ramiro e ele disse: “eu não tiro esse disco do meu carro”. Eu respondi: “eu também não”. Então resolvemos colocá-la.

Por que optaram por manter o mesmo arranjo?

Na verdade tive que tomar coragem para gravar Mora da Filosofia, porque depois da gravação genial do Caetano eu fiquei sem saber que arranjo colocar. Aí optamos por fazer uma homenagem a ele e gravar por cima do mesmo arranjo.

Seu CD tem sido muito elogiado pela crítica internacional. O que isso significa para você?

Eu acho que o interesse que eles têm, o olhar diferente sobre o nosso trabalho, é muito bacana. E o Brasil é amplo, com muitas possibilidades de música. Mas essa cultura de massa mostra que todo mundo gosta da mesma coisa aqui no Brasil, e isso é muito chato. Tem que ter que alguém de fora elogiando para alguém daqui ouvir.


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   Disco:  Poeira Leve
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