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  Sucessos, raridades e uma inédita no novo baú do Trio Nordestino

Divulgação/Guto Costa
Após o sucesso do primeiro Baú do Trio Nordestino, a Indie Records resolveu repetir a dose e agora lança o segundo volume do disco. “Estamos resgatando nosso próprio tesouro. Afinal, são 38 LPs!”, diz Coroné (ao centro)

Por Marcos Paulo Bin

Em 2003, quando estreou na Indie Records, o tradicional Trio Nordestino, então completando 45 anos, decidiu reler seu rico “baú” de pérolas do forró contando com diversos convidados. O resultado agradou à gravadora, que no ano seguinte resolveu repetir a fórmula. Em maio – um mês antes de pipocarem festas juninas Brasil afora – Coroné (zabumba), Beto Sousa (sanfona) e Luiz Mário (voz e triângulo) lançavam o Baú do Trio Nordestino 2, repetindo praticamente a mesma fórmula: muitos sucessos antigos e algumas canções desconhecidas, relidos com vários convidados.

“O Emílio Santiago não gravou a Aquarela do Brasil 1, 2, 3, 4...? Por que nós não podemos? Estamos resgatando nosso próprio tesouro. Afinal, são 38 LPs!”, diz Coroné, único integrante do trio original.

Mas o segundo baú traz algumas novidades em relação ao primeiro. A começar pela produção: enquanto o disco anterior era produzido por Duani, do Forróçacana – grupo com o qual o Trio Nordestino costuma dividir os palcos, principalmente no Rio – dessa vez a tarefa coube a Paulo Rafael. O grupo carioca, que foi um dos convidados do primeiro baú, também não participa do novo CD de Coroné e cia. Teria acabado o namoro?

“De forma nenhuma, continuamos amigos. A idéia de chamar o Paulo Rafael foi da gravadora, que achou que ele tinha mais bagagem. Mas futuramente trabalharemos juntos de novo”, diz Beto, lembrando que o trio regravou uma música de Duani no Baú 2, Bola de Meia.

Mas a principal novidade do disco é a presença de uma canção inédita, Parada Boa, de Dino Gaudêncio Braia e Tavinho Paes. Bastaria ouvir alguns versos, como “Quando eu vim do Nordeste pro Rio, encontrei um mané sem-vergonha / Me pediu: leve essa sacola com carne seca, farinha e pamonha / Entregue pra minha prima que se chama Maria Antônia / Quando eu abri a sacola, tinha cinco quilos de ... / Isso é fora da lei!”, para descobrir quem o trio convidou para participar da faixa. É claro, o malandro Bezerra da Silva, mestre em falar de forma engraçada sobre o tal produto “fora da lei”.

“O Tavinho Paes nos enviou cinco músicas novas. Quando ouvimos Parada Boa, dissemos na hora: ‘é essa’! Ela é a cara do Bezerra. Até a mulher dele concordou, dizendo que a música é feia como ele!”, brinca Beto.

Coroné lembra que Bezerra tocou com o trio original quando começou sua carreira. “O Bezerra, além de ser nordestino como nós, começou cantando coco. Ele já gravou muito conosco tocando agogô e triângulo, quando era músico contratado da Rede Globo. Bezerra da Silva é da nossa família”, afirma.

Para rir e dançar

Outros convidados do Baú 2 são os paulistas do Falamansa, que abrem o disco com Amor de São João. Segundo o Trio Nordestino, esse é mais um nome que, antes de fazer fama, dividiu o palco com eles. “Os garotos do Falamansa sempre foram nossos amigos. Quando fazíamos shows em São Paulo, os chamávamos para tocar com a gente”, lembra Beto.

Coroné vai além: “O Falamansa deu uma grande força para o forró nos últimos tempos. Não importa como eles gravaram. Hoje, o forró é que nem macumba: todo mundo gosta, mas ninguém confessa”, diz o zabumbeiro, aos risos.

Os outros dois convidados são Alcione, na aconchegante O Neném, e Quininho Valente, no pot-pourri Meu Pitiguari/Chora Viola/Na Emenda. Sozinho, o trio também agrada, mas vale destacar as músicas de duplo sentido: Já Faz Tempo Não Lhe Vejo (“Já faz tempo, muito tempo não lhe vejo / Meu desejo era rever sua pessoa / Sou feliz porque você está boa / Você está boa, você está boa”); Homem de Saia (“Eu fui lá no Assaré / Era uma festa feminina, só dava mulher / (...) Só dava mulher, só mulher que dava / Homem chegava na porta / Mas lá dentro não entrava”), em pot-pourri com Amor Demais; e Arte Culinária (“Ela é bonitinha, ela é cheirosinha / Cozinha bem e resolveu me paquerar / Quando eu comi do cozido dela / Eu gamei por ela e fui com ela me casar”). Impossível não dançar e dar boas risadas.


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