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  Surge uma estrela

Valéria Sattamini não mostrou apenas beleza no Ballroom. Ela comprovou ser uma ótima cantora, com grande presença de palco e carisma
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Por Marcos Paulo Bin

Se, em termos de carreira fonográfica, Valeria Sattamini ainda é uma aposta – afinal, ela acabou de lançar seu primeiro CD, e ainda não conta com o apoio da grande mídia – no palco ela demonstrou estar pronta para o estrelato. O público carioca pôde conferir isso no Ballroom, no dia 7 de junho, quando a cantora fez o lançamento oficial do disco Samba Blim (Fibra Records).

Apesar de ser uma segunda-feira, o Ballroom recebeu um bom público. Mas a casa errou ao ocupar a pista com mesas e cadeiras, deixando as pessoas sentadas. Não era o ambiente ideal para o som dançante de Valeria, que em seu disco resgata o sambalanço misturado ao samba-funk. Alguns até chegaram, timidamente, a ficar de pé e dançar, mas o clima sisudo do Ballroom não ajudava muito.

No palco, Valeria é nota 100. Dona de uma bela voz, simpática, sensual e carismática, ela arrebatou a platéia com seu gingado. A banda, então, é nota 1.000. O naipe de metais, formado por Sérgio Galvão (sax), DumDum (trompete) e Bira Trombone (trombone), é de tirar o fôlego. Destaque para a participação do trio em Quero Ver Você, composição da própria Valeria, e Swing de Campo Grande, dos Novos Baianos.

Os melhores momentos foram quando a cantora mostrou as releituras que fez de dois clássicos de Jorge Benjor, já esquecidos pelo próprio: O Homem da Gravata Florida e Agora Ninguém Chora Mais. O clássico Nanã, também presente em Samba Blim, ganhou uma roupagem ainda melhor ao vivo. Vale ressaltar, nessas músicas, o baixo de Bruno Migliari.

Cantora mostra canção obscura de Gil

E, por falar em “Samba Blim”, o autor da expressão, o grande mestre do sambalanço Orlan Divo, dividiu os vocais com Valeria na música Tamanco no Samba. Além de ser uma grande figura, o cantor surpreende pelo seu “instrumento” de percussão, um chaveiro, apelidado de “mágico” por Valeria. Orlan Divo foi só elogios para sua discípula. “A voz da Valeria é como a pluma, que o vento leva pelo ar. Essa menina vai longe!”, filosofou o cantor.

Ainda no campo das músicas dançantes, Valeria convidou a amiga Cecília Spyer, que trabalha como backing vocal para diversos nomes da MPB, para cantar com ela a contagiante Soul Black, que remete a Sandra de Sá. Elas também fizeram um cover de uma obscura canção de Gilberto Gil, Ê, Povo, Ê, de 75.

Mas o show também teve seus momentos mais introspectivos. Valeria Sattamini mostrou algumas composições suas que se aproximam da bossa nova, como O Que Me Falta, Eu Não Sei e Bem Cedo.

No bis, Orlan Divo voltou para cantar com Valeria a versão remix de Tamanco no Samba, feita pelo grupo Bossacucanova, que também estava no palco. O que começou em festa acabou da mesma forma. Pena que, além da presença das mesas, o show foi muito curto, com menos de uma hora. Mas, mesmo assim, deu pra ver o surgimento de uma estrela. Quando Valeria construir um repertório maior, então...


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