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  Big Joe Manfra: blues brasileiro com sotaque americano

Divulgação
Em seu segundo CD, o bluesman Big Joe Manfra estréia sua nova banda e investe em seu lado cantor
Ele não nasceu em Chicago, não é um daqueles veteranos bluseiros sessentões nem toca uma guitarra Fender Stratocaster. Mesmo assim, é um dos grandes nomes do blues, talvez o melhor de sua geração no Brasil. Lançando seu segundo – e ótimo – CD, Dois, por seu próprio selo, Blues Time, o cantor e guitarrista carioca Big Joe Manfra, de 33 anos, reafirma-se na vanguarda do gênero que ganhou fama no mundo graças a nomes como BB King, Buddy Guy, Steve Ray Vaughan e Albert Collin – não à toa seus maiores ídolos.
“Este CD é uma continuação do que venho apresentando desde o meu primeiro disco, intitulado apenas Big Joe Manfra, de 1999”, conta o bluseiro, que ganhou o apelido no Guitar Institute of Technology (GIT), de Los Angeles, EUA, onde estudou guitarra durante um ano e meio e foi aluno de Robben Ford, outra lenda do blues.
Dois traz 13 faixas, sendo três instrumentais (Little Ol’ Groove, Funk ‘n’ Crazy e Já É Blues!!!) e quatro releituras: Crazy Little Thing Called Love, do Queen; La Grange, do trio de blues-rock ZZ Top; e Hoochie Coochie Man e I’m Ready, de Willie Dixon. Embora Big Joe Manfra veja semelhanças entre seus discos, Dois inicia uma nova fase em sua carreira. O CD marca a estréia de sua nova banda – formada por André Carvalho (bateria), Fábio Mesquita (baixo), Léo Torresini (guitarrista) e Pedro Augusto (teclado) – e traz o guitarrista investindo em seu lado cantor: enquanto no CD anterior a voz de BJM aparecia em apenas duas músicas, dessa vez ele canta em cinco das sete faixas com letra. As outras duas são cantadas por Pedro Quental, parceiro de BJM nessas músicas e seu companheiro na banda Blues Etc., projeto paralelo de ambos que conta também com a participação de Jefferson Gonçalves, do grupo Baseado em Blues. “Pedro é meu assessor vocal. O que eu tenho de guitarra ele tem de voz”, diz Big Joe, que está na estrada há 17 anos.
Uma característica interessante em Dois, que também aparece no CD anterior, é a pouca quantidade de músicas em português: apenas duas, Não Volte Aqui e Jogo de Dados. “Sempre compus mais em inglês porque é o que ouço a maior do tempo e por ter morado nos Estados Unidos. Tenho medo de compor em português e soar como Celso Blues Boy”, conta BJM, que, no entanto, garante gravar mais músicas em português nos próximos álbuns.

De olho no mercado internacional

O fato de cantar quase sempre em inglês também aponta para outra vertente do trabalho de BJM: a preocupação com a carreira internacional. Nos últimos quatro anos, ele acompanhou Peter “Madcat” Ruth na turnê do gaitista americano. Além disso, através da internet, rádios dos Estados Unidos, da Europa e da Argentina conheceram seu trabalho e hoje tocam suas músicas e as de outros artistas de seu selo, como o próprio Madcat, Jamie Wood e Ismael Carvalho. “Já recebi convite até da Nova Zelândia”, conta BJM, cujo site – www.bigjoemanfra.com – é um dos mais antigos entre os de músicos brasileiros. “Meu site foi criado em 1995. Eu nem sabia o que era internet na época”, brinca.
No Brasil, BJM afirma ter um trabalho mais consolidado no estado de Minas Gerais e nas cidade de Recife e Rio. O cantor e guitarrista acredita que o mercado de blues no país está crescendo e se organizando, contando com um público ainda limitado mas fiel. “Para ganhar dinheiro com blues é preciso trabalhar o tempo todo, estar sempre se divulgando, já que os bluseiros não contam com a mídia. Quando existe divulgação, os shows lotam, como aconteceu recentemente com o Buddy Guy no Rio e em São Paulo”, diz Big Joe.
O sonho de BJM é levar sua música para uma quantidade maior de pessoas, o que, segundo ele, não acontece pelo fato de as rádios brasileiras não darem o devido espaço ao blues. “Com o aumento no número de rádios de rock no país, é possível que o mercado se abra mais para o blues. Estão surgindo muitas bandas de qualidade, e o gênero está mais vivo do que nunca”, acredita.


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