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  Solos e improvisos no encerramento do I Niterói Musifest Instrumental

Divulgação/Paulo Muniz
Armandinho, Fernando Caneca e Arthur Maia no show do dia 28, na Praia de Piratininga

Por Felipe Resende

Foram seis dias de delírio para os amantes da música instrumental. E o lugar não poderia ser mais adequado: a cidade de Niterói, celeiro de grandes músicos brasileiros, como o próprio Arthur Maia, idealizador do I Niterói Musifest Instrumental.

Realizado entre os dias 25 e 30 de maio, o evento contou com workshops e shows diários. Arthur Maia foi o anfitrião da apresentação da primeira noite, realizada no Teatro Municipal de Niterói. Na ocasião, o baixista convidou Carlos Malta para dividir o palco com ele. Os dois foram acompanhados por Di Estefano (bateria), Glauton (teclado), Batata (percussão), Bruno (trompete), Josué (sax), Mazinho Ventura (baixo) e Jubileu (guitarra).

Nas noites seguintes o esquema foi o mesmo: sempre um músico convidava outro e ambos tocavam acompanhados por uma banda só de feras. No dia 26, foi a vez de Cláudio Infante receber Márcio Montarroyos. No Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF), eles tocaram com André Neiva (baixo), Zé Canuto (sax), Cássio Tucunduva (guitarra) e Rafael Castilhol (teclado).

Já no dia 27, aconteceu uma jam gratuita com todos os músicos envolvidos no projeto, na Praia de São Domingos. No dia 28, foi a vez de uma outra praia, a de Piratininga, sediar o evento. O anfitrião Fernando Caneca chamou ao palco Armandinho e, juntos, eles tocaram com Maurício Braga (bateria), Rafael Castilhol (teclado) e Augusto Albuquerque (baixo), com direito a canja de Arthur Maia.

Em 29 de maio, a noite foi trocada pelo dia, e a praia, pelo Campo de São Bento, em Icaraí. Nesse dia, Márcio Ciribelli convidou Paulo Moura e Silvério Pontes. Acompanhando-os, estavam Flavinho Santos (bateria), Rogério Fernandes (baixo), Charles da Costa (violão) e Zé da Velha (trombone).

MAC encerra o evento em grande estilo

Em um dos cartões postais de Niterói, o Museu da Arte Contemporânea (MAC), o I Niterói Musifest Instrumental encerrou-se em grande estilo, com um show idealizado por Marcelo Martins. O saxofonista recebeu no palco o trompetista Jessé Sadock Filho e o “bruxo” Hermeto Pascoal, tendo na banda de apoio Marcos Nimrichter (teclados e acordeon), Márcio Bahia (bateria e zabumba), Toni Botelho (contrabaixo acústico) e Alexandre Carvalho (guitarra).

O show teve uma espécie de primeira parte. Nela, ouviu-se bossa, baião, samba-jazz e jazz contemporâneo, com temas excelentes e executados com apuro técnico e sensibilidade musical incontestes dos músicos. Os temas eram de autoria de Marcelo Martins e Marcos Nimrichter; deste último, destaque para as composições de seu mais recente álbum, auto-intitulado, lançado pela Biscoito Fino, como Resulátero e Querubim. Foi numa das composições de Marcelo Martins que Jessé Sadock Filho subiu ao palco para dar uma canja.

Depois, seguiram-se temas compostos por Márcio Bahia. Em Subindo A Serra, a tradição popular falou mais alto. Empunhando a zabumba, ele “enfrentou” Marcelo Martins, com uma pequena flauta, em um belo dueto recheado de divisões com notas articuladas que tiraram o fôlego do público.

Tudo pronto, então, para a chegada do grande convidado da noite. Hermeto sobe ao palco ovacionado pelo público e carregando seus sonoros apitos e um pequeno teclado com sopro. A partir daí, o “bruxo” orquestrou o público com seus improvisados solfejos, que se tornavam solos para os músicos, intermediados por Asa Branca, também solados por todos. Destaque para o solo mágico de Márcio Bahia, que, com suas baquetas, fez do surdo um tímpano, executando a melodia dessa imortal canção brasileira.

Até Arthur Maia entraria no palco para dar uma canja em toda essa profusão de temas e solos. Para dar fim ao evento, Hermeto, ao piano elétrico, criou um tema no qual o público fez a base para os solos dos músicos, que depois se despediram da platéia, ainda entoando o tema recém-composto. E assim foi encerrado o festival. Será que ano que vem tem mais?




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