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  Chico Salles e José Milton: uma parceria “arretada”

Chico Salles falou sobre seu novo disco na Feira dos Nordestinos, no Rio. Em uma restaurante, ele mandou reproduzir na tela a casa onde nasceu, na Paraíba

Por Marcos Paulo Bin

O cantor e compositor Chico Salles convidou a imprensa para um café da manhã no Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, mais conhecido como Feira dos Paraíbas, no Rio. Em pauta, o novo disco dele, Forrozando, lançado pela Special Discos, selo de Robertinho do Recife, e produzido por José Milton, que, só para citar os mais recentes, trabalhou nos discos dos Irmãos Caymmi (Para Dorival, 90 Anos) e dos sanfoneiros Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho (Cada Um Belisca Um Pouco).

A escolha do local não poderia ser mais adequada. Paraibano de verdade (no Rio, existe o costume de se chamar todo nordestino de “paraíba”), Chico vive na Cidade Maravilhosa desde os anos 70. “Sou um carioca da clara”, diz ele, repetindo seu antigo bordão.

Principal abrigo do forró no Rio, a Feira também deu todo o clima para Chico falar de seu novo disco, que, como o próprio nome diz, é todo dedicado ao gênero. Algo que, ao contrário do que parece, não é tão comum a ele. Chico tornou-se conhecido, nos anos 80, pelas parcerias com o trapalhão Mussum, ex-integrante do grupo Os Originais do Samba. Juntos, eles compuseram sambas-enredo, sambas e principalmente marchinhas para vários blocos cariocas, como o conhecido Simpatia É Quase Amor. Antes, no fim dos anos 70, o paraibano teve duas músicas gravadas pelo bamba Noca da Portela no disco Brasilidade.

A idéia de adotar o caminho do forró surgiu a partir do primeiro CD de Chico, Confissões, de 2000. Mesmo com tantos anos de compositor, ele afirma que nunca pretendeu seguir a carreira de cantor, principalmente por causa da família e da profissão de engenheiro civil. Mas, depois de algumas canjas em shows de Ancelmo Manzoni, o cantor incentivou Chico a mostrar suas músicas. Ele, então, montou um show, que foi gravado e virou disco.

“Foi um início diferente, começar a carreira com um disco ao vivo”, lembra-se Chico. “O CD trazia só músicas minhas, de diversos estilos: forró, samba, frevo, guarânia. Mas a que mais se destacou foi um maracatu, que tocou muito no Nordeste. Foi o que me conduziu para o forró, apesar de eu continuar compondo sambas. Admiro Paulinho da Viola, Tom Jobim, Chico Buarque. Até Chega de Saudade eu canto nos shows, acompanhado do regional!”

O segundo CD de Chico Salles, Nordestino Carioca, de 2002, trazia apenas forrós, todos assinados por ele também. Mais uma vez, o disco teve uma boa repercussão, e acabou chegando aos ouvindo de José Milton, que se interessou em produzir o próximo trabalho de Chico. Mas a idéia do produtor, para este projeto, era diferente: em vez de trazer somente músicas autorais, o disco misturaria composições inéditas próprias e de terceiros e algumas releituras.

“Conheci José Milton em uma premiação no Teatro Rival, no Rio. Ele sugeriu fazermos uma CD nesse estilo, algo que eu também já tinha intenção de fazer, principalmente para homenagear os compositores pernambucanos. Algumas músicas eu já conhecia, outras me foram apresentadas por ele”, conta Chico, ressaltando que a presença do produtor fez com que a sonoridade de seu terceiro CD melhorasse bastante em relação aos anteriores.

Graças a José Milton, Forrozando traz não somente ótimas músicas, de grandes compositores, como Volta Morena (José Lyra e Paulo César Pinheiro), Óios Redondo (Patativa do Assaré e Téo Azevedo) e Asas (Fagner e Abel Silva), como também excelentes músicos. Acompanham Chico nomes do quilate de João Lyra (violão, viola e guitarra), Toni 7 Cordas (violão de 7 cordas) e Alceu Maia (cavaquinho), entre outros.

Entre as regravações, vale destacar ainda os momentos mais divertidos do disco, que são a releitura de Severina Cooper (Accioly Neto), mais conhecida como It’s Not Mole Não, e um pot-pourri com músicas de Gordurinha, trazendo Baiano Burro Nasce Morto, Pau-de-Arara É A Vovozinha e Baianada (esta última com Carlos Gomes).


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