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  Ira! lança Acústico MTV fugindo da obviedade

Reprodução
Edgar Scandurra, Nasi (ele não está a cara do Wolverine?), André Jung e Ricardo Gaspa gravaram o Acústico MTV do Ira! em março, em São Paulo

Por Marcos Paulo Bin

Lulu Santos foi o primeiro a gravar um Acústico MTV (2000) e, anos depois, participar do projeto elétrico da emissora, o MTV Ao Vivo, que ainda será lançado em CD e DVD. Rita Lee, que gravou seu disco desplugado em 98, seguiu o rastro, e promete ainda para 2004 um ao vivo.

O Ira!, por sua vez, é o primeiro a fazer o caminho inverso. Enquanto Lulu lançava seu “unplugged”, o grupo paulista vinha com seu MTV Ao Vivo, até hoje um dos melhores da série. Agora, Nasi (voz), Edgar Scandurra (voz e guitarra), Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) aparecem com o Acústico, gravado em março, em São Paulo.

A diferença de Lulu para o Ira! é que, enquanto o primeiro teve dois discos de estúdio inéditos nesse intervalo de quatro anos (Programa, de 2002, e Bugalu, de 2003), o segundo teve apenas um (Entre Seus Rins, de 2001). Edgar Scandurra sabe que paira no ar, principalmente entre a imprensa, a fama de o Acústico ser um projeto oportunista, mas diz que a banda preferiu enfrentar as possíveis críticas a lançar um CD que poderia não agradar aos fãs.

“Estávamos com o repertório pronto para um disco de inéditas, mas eu não estava gostando. Para mim, parecia apenas um punhado de canções. Como fiz meu disco solo ano passado, estava um pouco confuso para compor para o Ira! E os nossos discos sempre tiveram um critério para ser lançados. Se fizéssemos um disco inédito agora, correria o risco de não sair algo tão legal como é o Acústico. O convite da MTV veio em boa hora”, explica Edgar.

Apesar do tal ar de oportunismo que cerca o projeto e das dezenas de acústicos que a MTV e as gravadoras já lançaram (se, nos anos 90, era um ou no máximo dois por ano, agora são no mínimo três), o do Ira! consegue ser diferente. Ele não é tão radical quanto o dos Paralamas, que quase não trazia sucessos, nem tão óbvio quanto o de Lulu, feito praticamente só de hits.

A proposta do Ira! foi de misturar inéditas – quatro num total de 16 faixas (Por Amor, Poço de Sensibilidade, Flerte Fatal e Vem Ficar Comigo), mais uma entre as três extras do DVD (Muito Além do Jardim) – e lados-B. Dos grandes sucessos, mesmo, só há quatro: Dias de Luta, Flores em Você, Envelheço na Cidade e Núcleo Base, todas gravadas anteriormente no ao vivo de 2000. Outras que estavam naquele disco, como Gritos na Multidão, Mudança de Comportamento e Pobre Paulista, ficaram de fora.

“Ficamos livres de tocar essas músicas”, diz Edgar, como num desabafo. “Se as gravássemos de novo, ia ficar repetitivo e ia ter um batalhão de gente dizendo que nós pegamos carona no formato. Com o Acústico, fizemos justiça com muitas músicas boas que os fãs de verdade adoram e que o grande público não conhece.”

Medo de superexposição

O Ira! prova logo no começo do CD que o guitarrista está certo. O disco abre com Pra Ficar Comigo, ótima versão de Nasi e André para o clássico Train in Vain, do The Clash. É a melhor faixa do disco, que estranhamente não foi escolhida pela Sony como a primeira de trabalho. A música que puxa o álbum nas rádios é a que aparece em seguida no CD, O Girassol, canção obscura do Ira! gravada no disco 7 (Sete), de 1996.

“Essa é uma música muito bonita que passou despercebida. Quando a deixamos nas mãos do Rick Bonadio (produtor do Acústico), ele a escolheu na hora como faixa de trabalho e ficou impressionado como ela não havia sido trabalhada antes”, conta Edgar, que ficou chateado com o fato de a Sony ter deixado uma das inéditas, Muito Além do Jardim, a sua preferida, somente para o DVD.

“Isso condena a música a não ser trabalhada nas rádios, pois o público não a encontra no CD. É uma canção que já tocamos há algum tempo e que leva o público ao delírio. Quando alguém da Sony vir o nosso show, dirá: ‘por que não incluímos essa música no CD?’ Espero que isso aconteça”, diz o guitarrista. As outras exclusivas do DVD são Saída e Vida Passageira.

Mas, fora isso, Edgar é só elogios para a Sony, gravadora com a qual, inicialmente, o Ira! assinou contrato para um só disco. Na verdade, o grupo, depois de três anos na Deckdisc, agora é contratado da Arsenal, selo de Rick Bonadio, que acertou uma parceria com a multinacional para o lançamento do Acústico. Edgar afirma que a estrutura de uma gravadora como a Sony era fundamental para o sucesso de um projeto como o Acústico MTV.

“Com a Deck não deu mais certo. Começamos bem, quando a Abril estava junto, mas quando eles ficaram sozinhos (a Abril faliu em 2002) coincidiu com o aumento da crise da indústria fonográfica. Um projeto como este precisa de um suporte maior”, argumenta Edgar.

Mas será que o Ira!, que nunca foi de ocupar o topo das paradas de sucesso, ficará “no pé” da Sony para que as músicas do Acústico toquem exaustivamente? “Vamos acompanhar a divulgação, mas na medida do que for interessante para a gente. Nós sempre optamos pelo caminho do ‘devagar e sempre’, e queremos mantê-lo. Gosto de andar sossegado na rua, ir para a sede da Sony de trem. Tenho medo de superexposição. Não quero trocar o canal e ver a gente tocando em todos os programas”, diz o guitarrista.


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   Disco:  Acústico MTV
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