Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Simpatia e solos de Buddy Guy conquistam cariocas

Buddy Guy e sua excelente banda no show patrocinado pelo Projeto Visa Sounds, no ATL Hall
Galeria de fotos
Antes da apresentação de Buddy Guy no ATL Hall, no Rio, no dia 20 de setembro, os jornalistas cercaram a assessora de imprensa da casa de espetáculos carioca, Bianca Labruna, pedindo o set list do show, já que o veterano bluseiro é conhecido pelo improviso e pelas surpresas que costuma preparar para o público. Mas surpresos mesmo ficaram os jornalistas, quando, após consultar a equipe do cantor e guitarrista americano, Bianca informou que Buddy Guy não prepara set list. “Ele escolhe as músicas na hora”, disse Bianca, tão espantada quanto os profissionais de imprensa.
Mas essa era apenas uma das muitas surpresas da noite, talvez a menor delas. Aos 66 anos, Mr. Guy continua sendo mais que um bluesman, um verdadeiro showman, provando, com as peripécias em sua Fender Stratocaster wireless (sem fios) preta de bolinhas brancas, porque ainda é considerado por muitos – inclusive pelo fã Eric Clapton – como o maior guitarrista de blues da história. No show – patrocinado pelo Projeto Visa Sounds, que também levou o espetáculo ao palco do Credicard Hall, em São Paulo, nos dias 21 e 22 de setembro – o músico brincou com a platéia, declarou seu amor ao Brasil, lembrou antigos sucessos e mostrou algumas canções do seu mais recente álbum, o excelente Sweet Tea, lançado em 2001 pela Zomba.
É verdade que o público ajudou a animar o ambiente. Antes mesmo do início já era grande o número de pessoas que saíram de suas cadeiras para ficar em pé na frente do palco e dançar e pular ao som do bluseiro. A empolgação era tanta que Buddy Guy teve que parar o show algumas vezes para pedir silêncio. Mas, entre uma música e outra, o que prevaleciam eram as loas do músico ao Brasil e aos brasileiros. “Olá Rio. Me sinto bem aqui. Sou louco por vocês”, disse Buddy Guy.
Acompanhado de uma ótima banda – formada por Frank Band (guitarra), Orlando Wright (baixo), Tony Z (teclados), Jay Moynihan (sax) e Jerry Bling-Bling (bateria) – Buddy Guy usou e abusou de sua habilidade como guitarrista em músicas como Feels Like Rain, com mais de 10 minutos de solos, e Damn Right I’ve Got The Blues. Na metade do show, o músico iniciou uma sessão de homenagens a ídolos do rock e do blues. A primeira música foi uma versão emocionada para Hoochie Coochie Man, de Muddy Waters, com quem Mr. Guy iniciou a carreira. “Que interpretação bonita”, disse um fã, logo seguido por outro. “Ele tocou com Muddy Waters por dois anos em troca só de um prato de comida.
Buddy Guy mostrou toda a sua habilidade na inseparável Fender Stratocaster sem fios, preta de bolinhas brancas
Começou imitando o mestre e acabou o superando.”
No momento de êxtase da noite, Buddy Guy desceu do palco e começou a andar pela platéia. Cercado pelos seguranças e pela multidão, que tentava abraçá-lo, o bluseiro não perdeu o fôlego e passeou por todo o ATL Hall sem parar de tocar um só segundo. De volta ao palco, o final apoteótico para aquela performance: o showman emprestou a guitarra para um segurança que, desconfiado, começou a tocá-la com a mão direita, sem esperar que Buddy Guy faria os acordes com os dedos da mão esquerda. “Eu vim tocar para vocês!”, bradava o músico, para delírio geral, tocando com uma mão e segurando um copo d’água com a outra.

Gostinho de quero mais

Aos poucos o show foi retornando à “normalidade”, e Buddy Guy continuou suas homenagens: Jimi Hendrix, John Lee Hoocker, Marvin Gaye, Ray Charles, BB King, Eric Clapton (na época em tocava no Cream), Albert King e, por último, Steve Ray Vough, já sentado num banquinho e tocando violão, sem a banda. Foi aí que aconteceu o momento mais emocionante da noite: a interpretação de Buddy Guy para Done Got Old, música que abre Sweet Tea, na qual o bluseiro diz que envelheceu e não pode mais fazer o que fazia antes. Não era o que se ouvia na platéia. “É emocionante vê-lo no palco. Buddy Guy canta com a alma e mostra a felicidade que tem em ser um bluesman. Sua alegria contagia a platéia”, disse o administrador Ricardo Lengruber, de 40 anos, que se considera um “bluseiro de carteirinha”.
Algumas músicas depois e Buddy Guy anuncia sua despedida, jogando dezenas de palhetas para a platéia e pedindo que ela o convite a voltar. Mas, exausto, o público não atende o pedido e, sem retornar para o bis, Mr. Guy deixa o palco para que sua banda encerre a apresentação, com um longo solo do baterista Bling-Bling. Ao final, o digitador Fábio Cascardo, de 27 anos, reclamou da ausência de Mustaing Sally. Já o historiador Felipe Resende, 26, achou a apresentação anterior de Buddy Guy no mesmo ATL Hall, em 2001, mais original, pois agora já sabia das homenagens e dos passeios pelo palco. Ricardo Lemgruber lamentou o fato de o bluseiro não ter cumprido a promessa que fizera no início do show, de tocar a noite inteira. Mas, no fundo, a frustração deles era fruto de um mesmo desejo: o de que aquele simpático senhor não fosse embora tão cedo. Ao contrário do que diz Paula Toller em Como Eu Quero, os solos de guitarra, dessa vez, conquistaram.      


Veja mais:


  Buddy Guy pode ter envelhecido, mas continua o melhor
   Disco:  Sweet Tea
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções