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  Edson & Hudson admitem a diluição do sertanejo, mas afirmam não esquecer as raízes

Reprodução
Edson conta que foi do irmão a idéia de incluir trechos de Wish You Here, do Pink Floyd, na música Ou Não. “Aí já entra a veia rock ‘n’ roll do Hudson”, diz o cantor

Por Leisa Ribeiro

Edson e Hudson começaram a cantar em circos ainda quando eram crianças. O tempo passou, e hoje, 23 anos depois de persistir no sonho de fazer sucesso, a dupla grava o quinto disco de sua carreira, O Chão Vai Tremer, que marca sua estréia na Deckdisc. O trabalho anterior, Acústico Ao Vivo, lançado pela finada gravadora Abril Music, surpreendeu em vendas e execução em rádios, tornando-se o maior sucesso dos irmãos (o CD ultrapassou a marca de 100 mil cópias vendidas, ganhando disco de ouro).

Edson conversou com UNIVERSO MUSICAL e contou um pouco dessa história de sucesso e da expectativa gerada pelo novo CD.

Como está sendo esta estréia na Deck?

Este disco está prometendo muito; estamos felizes com o resultado. Em 15 dias a primeira faixa de trabalho, Porta-Retrato, está entre as três músicas mais tocadas em São Paulo. O CD está entre os 10 mais vendidos. Já são 40 mil cópias!

Vocês tiveram um CD indicado ao Grammy. Como foi essa experiência?

Nosso disco anterior, Acústico Ao Vivo, além de ser indicado ao Grammy Latino, nos deu nosso primeiro disco de ouro e já está em 150 mil cópias.

Quando lançaram seu primeiro CD? Se vocês cantam desde criança, porque demoraram tanto para gravar?

Em 95. Somos irmãos e viemos do circo. Com 5 e 7 anos já cantávamos, mas as dificuldades eram muitas e por isso demoramos a gravar. Nada foi fácil. Nós mantemos o respeito pelo que fazemos porque não somos os mais talentosos, mas com o pouco de dom que Deus nos deu nós tentamos passar uma verdade.

Comparando o primeiro CD e este último, quais as diferenças que vocês vêem em termos musicais?

Acho que não tem diferença pelo contexto do CD. Mas com certeza os arranjos estão mais elaborados, estamos usando mais instrumentos. Profissionalmente falando, não podemos reclamar; fazemos em média, por ano, cerca de 150 shows, com 20 mil pagantes. Mas temos muito que conquistar e trabalhar.

Algumas músicas são típicas para festas de peão, como Entra na Arena. Vocês participam muito de eventos desse tipo?

Muito. Participamos de todas as festas do Brasil. Inclusive o recorde de público em Barretos foi no dia em que cantamos com Rionegro & Solimões e Bruno & Marrone.

Rionegro & Solimões cantaram com vocês em O Bicho Vai Pegar. Como surgiu o convite? Vocês se conhecem há muito tempo?

Na verdade nós somos amigos há muitos anos. Trabalhamos juntos na divulgação de nosso trabalho, para economizar, quando a grana para viagens era curta. Quando nos conhecemos eles já estavam no terceiro CD e fazendo uma trilha de muito sucesso pelo interior do Brasil. Mas existe uma afinidade, uma amizade, coisa de irmão, que acabou difundindo na idéia de gravar uma música juntos.

Na música Ou Não, os riffs de violão lembram Wish You Here, do Pink Floyd, principalmente no início. Foi proposital?

Aí já entra a veia rock ‘n’ roll do Hudson. Ele é guitarrista, e então essa fusão do meu ‘caipirismo’ com a guitarra dele dá nessa coisa do country-rock que tem muito a ver conosco e com essa mistura que fazemos. A gente não se prendeu a ouvir só música sertaneja. Foi natural, sim, nada forçado, ou algo do tipo “vamos fazer uma música que lembre o arranjo do Pink Floyd”. Não, foi uma coisa que pintou e acabou ficando legal.

A música sertaneja hoje se distingue mais pelo timbre de voz dos artistas – que acaba caracterizando o estilo como “sertanejo” – do que pelo ritmo, pois cada vez mais os cantores e as duplas se aproximam da música romântica. Você acha que procurar o romantismo – e se afastar um pouco das “raízes” – foi uma saída para os artistas do gênero sobreviverem ao fim da febre do sertanejo, nos anos 90?

Há muitos anos que a música sertaneja não é mais música sertaneja, e sim música romântica. Música sertaneja mesmo é Tunico & Tinoco, Milionário & José Rico. Acho que se hoje estivéssemos cantado as músicas que nossos pais cantavam com certeza não teríamos conquistado o Brasil inteiro. Mas, de qualquer forma, não podemos esquecer as raízes.


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   Disco:  O Chão Vai Tremer
     Ficha técnica, faixas e compositores

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