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  Agora ninguém chora mais

Para, visualmente, retratar a sonoridade de seu primeiro disco, Valeria Sattamini buscou inspiração no look dos anos 70

Por Marcos Paulo Bin

Com a mesma alegria e descontração que esbanja em seu primeiro CD, o ótimo Samba Blim (Fibra Records), Valeria Sattamini recebeu a reportagem do UNIVERSO MUSICAL em uma livraria do Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, para um bate-papo sobre sua carreira. Logo de início, uma surpresa: foi difícil para o repórter, que só conhecia a cantora pela capa do disco, reconhecer que era Valeria que se aproximava da mesa. “É, no disco quisemos dar um visual retrô”, disse Valeria, apresentando um penteado completamente diferente (confira na foto ao lado).

O look de Valeria Sattamini na capa e nas fotos do encarte de Samba Blim é totalmente coerente com a sonoridade do disco. Nele, a cantora carioca resgata o samba-funk e o sambalanço de mestres como Orlan Divo, Jorge Benjor e Wilson Simonal, misturados ao samba-pop dos Novos Baianos e a algumas composições próprias cheias de suingue.

As releituras de Benjor – O Homem da Gravata Florida e Agora Ninguém Chora Mais – são os pontos altos de um disco bom do início ao fim (algo tão raro hoje...). Esta última, então, é daquelas de não sair da cabeça, de cantarolar o dia inteiro “Chorava todo mundo, mas agora ninguém chora mais, chora mais, chora mais...” Não porque seja uma música-chiclete, daquelas que infestam as rádios. Muito pelo contrário. Valeria desenterra a canção dos anos 60 e dá a ela um vigor e uma modernidade incríveis, fazendo ainda o favor de retirá-la do obscurantismo a que foi confinada por seu criador, que não consegue, ou não quer, fugir da obviedade de seu repertório atual.

Outro achado de Samba Blim é Swing de Campo Grande, dos Novos Baianos. A música foi gravada originalmente por Moraes, Pepeu e cia. no histórico LP Acabou Chorare, de 1972, sem dúvida um dos melhores discos da música brasileira. Valeria conta que pensou em gravar outra música do disco, Tinindo Trincando, mas mudou de idéia. “Acho que ela é muito roqueira para o espírito do disco. Não tinha muito a ver”, diagnosticou Valeria. Bingo novamente.

Valeria também apresenta uma nova leitura para a clássica Nanã. Famosa com Wilson Simonal, a música já foi gravada por meia MPB, mas ainda assim a cantora fez questão de incluí-la em Samba Blim. “Se der, gravo de novo”, brinca Valeria. O nome do disco, aliás, foi retirado de um dos versos da música Tamanco do Samba, que abre o CD e é a primeira faixa de trabalho. Aqui, mais um resgate de Valeria, que traz de volta à cena o grande Orlan Divo (compositor da música ao lado de Helton Menezes), esquecido mestre do sambalanço. A música ganhou uma versão remix do grupo Bossacucanova, que, ao lado de Orlan Divo, cantará com Valeria no show de lançamento de Samba Blim, no Ballroom, no Rio, no dia 6 de junho.

Segundo disco promete novidades

O repertório de 12 músicas é completado com seis composições de Valeria, sem parceiros. O destaque é Quero Ver Você, com um delicioso clima de gafieira. Mas vale destacar também Tua Cicatriz e Soul Black, esta última com o reforço de Cecília Spyer nos vocais (ela também estará no Ballroom). Eu Não Sei e Bem Cedo destoam do restante do disco, trazendo um clima jazzístico.

Valeria conta que ainda pretende divulgar Samba Blim durante um bom tempo, principalmente pelo interior de São Paulo. Mas ela já pensa em um segundo disco, que, a princípio, teria uma cara bem diferente do primeiro. “Tenho medo de ficar conhecida como a ‘garota sambalanço’. Pra neguinho rotular não custa nada”, diz Valeria, que garante manter, pelo menos em algumas músicas, o espírito dançante de Samba Blim. “O que busco são letras mais fortes e harmonias mais complexas”, acrescenta.

Mas Valeria não precisa ter pressa. Mesmo estando em uma gravadora pequena, ela já conseguiu algumas vitórias – Tamanco no Samba está tocando em duas grandes rádios do Rio e vem conseguindo boa aceitação em outras cidades também. Com o início da temporada de shows, a tendência é que outras barreiras comuns para artistas iniciantes sejam derrubadas. O Brasil precisa, e certamente ainda vai, conhecer Valeria Sattamini.


Veja mais:


  Entrevista com Valeria Sattamini: “queria que o disco fosse meu cartão de visitas”
  Continuação da entrevista: “tenho medo de virar a ‘garota sambalanço’, e não sei se quero isso para mim”
   Disco:  Samba Blim
     Ficha técnica, faixas e compositores

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