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  Motorhead ensurdece o Canecão

Thiago Rosa
O baixo distorcido do lendário baixista e vocalista Lemmy é o segredo do peso do Motorhead

Por Raphael Crespo

Ao longo de seus 29 anos de estrada, o Motorhead ganhou, entre outros títulos, o de banda mais barulhenta do mundo. Pois no último dia 13 de maio, o público carioca pôde comprovar, no Canecão, que a reputação não foi construída por acaso. Num show arrasa-quarteirão, de uma hora e meia de duração, o trio inglês, do quase sessentão vocalista/baixista Lemmy, mandou todos de volta para a casa com um prazeroso zumbido no ouvido.

O show do Rio abriu a seqüência de três apresentações no Brasil – eles ainda passariam por São Paulo e Vitória – na quinta passagem da banda pelo país. Às 21h30, horário marcado para o início da barulheira, o Canecão já estava completamente lotado e o público variava entre adolescentes ainda iniciantes no mundo do heavy metal e os coroas “Hells Angels”, que trocaram o ronco dos motores de suas motos Harley Davidson pelo “trovão distorcido” do baixo de Lemmy.

Com 45 minutos de atraso, a banda finalmente entrou no palco e já despejou a música Motorhead, de seu primeiro disco, auto-intitulado. Bastaram os primeiros acordes para o público começar a agitar. Uma multidão que pulava sem parar. A não menos clássica No Class veio na seqüência e deu a certeza a todos os presentes de que seria um show inesquecível.

Grupo homenageia Ramones

Lemmy foi ao microfone e perguntou se o som estava alto o suficiente. Diante da resposta negativa do público, fez um sinal para os responsáveis pela mesa de som e mandou aumentar, para delírio da galera. Após Civil War, em que o pedal duplo do fantástico baterista Mike Dee foi o grande destaque, a banda emendou God Save the Queen, do Sex Pistols, cantada em coro pela platéia.

Depois de Metropolis e Doctor Rock, outros dois clássicos das antigas, Lemmy parou para apresentar a música seguinte. Dizendo se tratar de uma homenagem feita em vida a uma banda de dois amigos que morreram recentemente – Joey Ramone, vocalista, e Dee Dee Ramone, baixista – o vocalista anunciou a música R.A.M.O.N.E.S. e, no melhor estilo da banda de Nova York, precursora do punk-rock, começou a execução com o famoso “one, two, three, four!”. O Canecão veio abaixo.

Sem pausa para respirar, vieram Over the Top, Damage Case e a rapidíssima e pesada Sacrifice, entremeada por um solo de bateria em que Mike Dee espancou seu instrumento sem a menor piedade. O blues-metalizado de You Better Run acalmou um pouco os ânimos da platéia, que agitava de forma selvagem, mas não por muito tempo. Lemmy anunciou: “essa música eu fiz para vocês”. Era a deixa para Going to Brazil, música de 1991, que foi escrita pelo vocalista num avião a caminho do país.

O refrão de Killed by Death, que veio na seqüência, foi cantada em uníssono e abriu caminho para uma das músicas mais famosas da banda, Iron Fist, que precedeu um curto intervalo para os coroas do Motorhead tomarem um ar, mas que deixou o público com sede de mais.

O bis foi dos mais matadores. Primeiro com Bomber, quando ficou nítido que a fonte do peso do Motorhead é o baixo de Lemmy, já que a guitarra de Phil Campbell estava muito baixa. Nada que interferisse na empolgação da platéia, que só faltou se matar na música seguinte, a mais esperada da noite: Ace of Spades. Uma roda gigantesca se formou no meio da pista do Canecão, com absolutamente todos agitando, o que se estendeu em Overkill, que fechou a noite de forma arrasadora, com a banda prometendo voltar mais vezes.

 
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