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Em Samba Instrumental, Zé da Velha e Silvério Pontes mostram as semelhanças melódicas entre os sambas antigos e o choro. “Quisemos provar que o samba é filho do choro”, diz Silvério (à dir.)

Por Marcos Paulo Bin

O trombonista Zé da Velha e o trompetista Silvério Pontes são dois representantes do que há de melhor na música brasileira. Junta há 21 anos, a dupla já participou de inúmeras gravações importantes, de nomes como Ney Matogrosso, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Yamandu Costa. Desde que foi criada, em 2001, a Biscoito Fino – a gravadora que mais vem dando espaço à MPB esquecida pelas multinacionais – já convidou Zé da Velha e Silvério Pontes para vários projetos, entre eles o tributo Ao Jacob, Seus Bandolins, com regravações dos maiores clássicos do chorão.

Jacob do Bandolim, aliás, não é  personagem estranho para Zé da Velha, que tocou com ele e outros gênios do choro como Paulo Moura, Waldir Azevedo e o mestre Pixinguinha.

Mas, sozinha, a dupla gravou pouco. Foram apenas quatro discos, sendo que o primeiro, Só Gafieira, saiu apenas em 1995, pelo selo Kuarup. “No Brasil, quando se toca música instrumental, não acreditam na gente enquanto não gravamos nosso primeiro disco”, lamenta Silvério Pontes, lembrando que, mesmo assim, para o primeiro disco a Kuarup queria apenas a presença de Zé da Velha. “Mas ele bateu o pé e exigiu minha presença. Até hoje esse é o nosso disco mais vendido.”

Samba não é só instrumental

O mais recente trabalho da dupla é Samba Instrumental, gravado em novembro de 2002 no Teatro Municipal de Niterói e lançado em 2003 por um selo da Prefeitura do município fluminense. O nome do disco já diz tudo. Mantendo seu clima de gafieira característico, Zé da Velha e Silvério Pontes – acompanhados por Charles da Costa (violão), Alessandro Cardoso (cavaquinho), Carlinhos Sete Cordas (violão 7 cordas) e Jacaré, Rodrigo de Jesus, Netinho e Marcelo Pizzotti (percussão) – relêem grandes clássicos do samba em forma de choro.

“A idéia foi mostrar como os sambas antigos têm semelhanças melódicas com o choro. Os compositores incorporaram muito da riqueza de músicos como Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga. Quisemos provar que o samba é filho do choro”, diz o “professor” Silvério Pontes.

O repertório é excelente e tem como grande destaque Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá), de Paulo César Pinheiro e Baden Powell, imortalizada por Elis Regina.

E, como o assunto é samba, Zé da Velha e Silvério Pontes aproveitaram para lembrar o primeiro deles gravado, Pelo Telefone, de Donga e Mário de Almeida (que no disco aparece em pot-pourri com Gavião Calçudo, de Pixinguinha). Em outro clássico, Palpite Infeliz (Noel Rosa), a dupla conta com a participação do violonista Zé Paulo Becker, do trio de choro Madeira Brasil. Já no pot-pourri Aos Pés da Cruz/Louco, o maestro Rildo Hora dá um show de improviso com sua gaita.

Fugido ao nome do disco, dois cantores da nata da MPB emprestam suas vozes a Samba Instrumental. Luiz Melodia mostra sua conhecida desenvoltura no palco em Escurinho, mais um “standard” do choro, enquanto a diva do samba Dona Ivone Lara interpreta um de seus maiores sucessos, Alguém Me Avisou, aquele dos versos “Foram me chamar / Eu estou aqui, o que é que há”. Mas são Zé da Velha e Silvério Pontes os grandes convivas deste disco, convocando todos a dançar, pelo menos, durante os 53 minutos de duração de Samba Instrumental.


Veja mais:


  Em defesa do choro
   Disco:  Samba Instrumental
     Ficha técnica, faixas e compositores

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