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  Música nacional continua sendo a mais consumida no Brasil segundo a ABPD

A participação da MTV no mercado fonográfico aumentou em 2003. Este ano, quatro CDs lançados pela emissora estão entre os 20 mais, incluindo o MTV Ao Vivo do Jota Quest

Por Marcos Paulo Bin

A Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) divulgou em maio a lista dos 20 CDs e DVDs mais vendidos de 2003. As duas listas trazem muitas curiosidades e revelam muitos aspectos do momento vivido pelo mercado fonográfico brasileiro. Mais curioso ainda é comparar as duas listagens e ver como a questão socioeconômica está inserida neste contexto.
Na relação de CDs, a primeira constatação é de que a música brasileira continua sendo a mais consumida por aqui. Algo que a própria ABPD já havia constatado em seu último relatório anual, distribuído em 2003, referente a 2002. Nele, a Associação mostra que, naquele ano, 76% da música consumida no Brasil era nacional. O percentual é um dos mais altos do mundo, só ficando atrás dos Estados Unidos (93%) e empatando com o Japão. Nessa relação de 2003, não há um CD internacional sequer entre os 20 mais – apenas os discos das novelas “Mulheres Apaixonadas” e “Celebridade” contêm músicas estrangeiras, ao lado de canções brasileiras.
A segunda é de que o mercado brasileiro está se viciando em coletâneas ou discos gravados ao vivo, trazendo os principais sucessos do artista em questão. Dos 20 mais vendidos, quase metade (nove) está nessa categoria. Isso sem contar o CD póstumo de Renato Russo, que transita entre a coletânea e o inédito.

MTV aumenta participação no mercado

Nesse contexto de mercado, quem se deu bem foi a Som Livre. Apesar dos rumores de que está falida e de que está para ser vendida, a companhia lidera o ranking entre as gravadoras, com cinco discos, incluindo o mais vendido, a trilha da novela “Mulheres Apaixonadas”. Três outros CDs da Som Livre na lista são trilhas de novelas – em ordem decrescente de vendas, “Celebridade”, “Malhação” e “Malhação Internacional”. O outro é “Xuxa Só para Baixinhos 4”, num bom terceiro lugar.
Mais do que a força da televisão – afinal, os outros 11 discos não tiveram a mesma veiculação na TV Globo que os da Som Livre – o fato mostra como o público está ficando mal acostumado a comprar CDs em que a maioria das músicas já é conhecida. Isso cria um círculo vicioso, pois estimula ainda mais as pessoas a baixarem suas músicas preferidas na internet, na chamada pirataria virtual, que não pára de crescer.
Mas até que nem tudo está perdido. Empatada com a Som Livre está a Sony Music, com quatro de seus cinco discos de repertório inédito. São os últimos de Zezé di Camargo & Luciano, Rouge, Br’oz (o álbum de estréia do grupo) e o Rei Roberto Carlos, que perdeu o trono para a trilha de “Mulheres Apaixonadas”. O único artista da Sony a fugir do estúdio foi o Jota Quest, com seu MTV Ao Vivo.
A emissora de TV, aliás, mostra-se cada vez mais forte no mercado de discos. Enquanto em 2002 apenas um de seus projetos figurava entre os 20 mais (Acústico MTV Cássia Eller, 13º CD mais vendido naquele ano), em 2003 ela aparece com quatro produtos: o ao vivo do Jota Quest (10º) e os acústicos de Charlie Brown Jr. (9º), Zeca Pagodinho (13º) e Kid Abelha (15º).
Além disso, vale destacar a performance da quinta colocada, o fenômeno Maria Rita – que foi muito ajudada pelo marketing maciço de sua gravadora, a Warner Music, embora tenha demonstrado talento – e os Tribalistas, que em 2002 compareciam no Top 20 em 5º lugar, com o mesmo disco, e agora vêm em 12º.
Para 2004, a tendência, pelo menos de acordo com o que foi demonstrado até maio, é que o número de discos ao vivo – da MTV ou não – aumente entre os mais vendidos. Basta dar uma olhada nas matérias e resenhas mais recentes publicadas no UNIVERSO MUSICAL e constatar: todo mundo está gravando seus CDs em shows, desde o rock dos Paralamas até o pop de Kelly Key e Wanessa Camargo, passando pelo samba de Dudu Nobre e do Fundo de Quintal. E olha que ainda tem MTV Ao Vivo de Ivete Sangalo (lançado há menos de um mês), Lulu Santos (recém-gravado), Rita Lee e Sepultura, além dos Acústicos MTV de Engenheiros do Hawaii e Marcelo D2.
Na liderança desse ranking, provavelmente estará novamente a Som Livre, com a trilha de “Celebridade”, este ano em 6º lugar. Ou então de uma outra novela ainda a estrear, que certamente trará vários sucessos de vários artistas de estilos diferentes. Tendência ou vício? Talvez os dois.



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