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  Erasmo canta a guerra na estréia da turnê de Santa Música

Erasmo com as crianças do Coral da Anunciação, do morro Pavão/Pavãozinho. Esta também foi uma forma de o cantor pedir paz, tema recorrente em sua nova turnê
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Por Marcos Paulo Bin

Um público democrático foi ao Canecão no dia 20 de março. Estavam lá desde cantores como Jerry Adriani, Zé Ramalho e Érika Martins (da Penélope) à banda LS Jack, passando pelo ministro Ciro Gomes e sua mulher, a atriz Patrícia Pillar. Todos, famosos e anônimos, foram conferir a nova turnê de Erasmo Carlos, Santa Música, mesmo nome de seu mais recente CD, o primeiro pela Indie Records.
Normalmente dividido entre a parte dançante e a romântica, o show de Erasmo, desta vez, teve uma conotação política. Tendo ao fundo uma locução, como se fosse uma notícia de telejornal anunciando o início da Guerra do Iraque, Erasmo entrou no palco cantando uma música do novo disco, No Olho do Furação. A canção traz versos fortes como “Amanhã, quando eu não acordar / Vou viver o que não viverei / Vou ficar onde não vou estar / Ver o sol que não verei (...) / Cadê os sonhos que eu plantei? / Pensando no depois que eu não vivi / Como vou gozar se eu morri?”.
“Esse show é contra a guerra e seus filhotes. Ele abomina o terrorismo”, disse Erasmo, lembrando que essa foi a primeira canção que ele compôs para o disco. “Fiz na véspera da guerra. Pensei na aflição de um homem comum no dia seguinte, com sua namorada, seu filho, tendo que ir ao banco e sabendo que estava começando uma guerra televisionada, em tempo real. Isso é triste.”
Como se fosse a cura para o problema, Erasmo cantou a seguir Amar pra Viver Ou Morrer de Amor, antiga composição sua e de Roberto, de 83. Os versos “Vamos reviver nativos sentimentos / Vamos editar os bons momentos / Depois passar o filme por aí / Vamos evitar veneno em nosso vinho / Não deixar que as setas se embriaguem / Do sangue que semeia o nosso chão... / Guerra mas só se for / Guerra de amor / Mísseis de flores, flores, flores / Bombas de isopor... / De repente mergulhar com otimismo / E nadar nas águas turvas do abismo / Evitar que mais de mil persigam um só / Viemos do mesmo pó”, pareciam ter um destino certo: a Casa Branca, em Washington.
Mas ficou por aí. Depois o próprio Erasmo conclamou a todos a participar do show, que basicamente seguiu a antiga fórmula de músicas românticas (muitas em parceria com Roberto) e sucessos da Jovem Guarda. “Dito isso, vamos nos divertir, cantar e dançar”, disse o cantor, para logo emendar as dançantes Sou Uma Criança e Mesmo Que Seja Eu e a balada Mais Um na Multidão, que ele compôs ao lado dos tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.

Backing vocals fazem falta

De Santa Música, Erasmo mostrou ainda, em seqüência, o reggae Dois em Um e a suingada Lero Lero, primeira música de trabalho do disco. Ambas, é claro, falam sobre amor. A segunda, sem meias palavras. “Vem / Tocar comigo os sinos da paixão / Se não for mal de TPM / Só pode ser malcriação”.
Na música-título do disco, Erasmo contou com a participação das crianças do Coral da Anunciação, do morro carioca Pavão/Pavãozinho, regidas pela maestrina Cristiana Verner. A canção é um tributo à música, com versos como “Não há sabedoria / Na mudez da melodia / sem notas não consigo imaginar / O mundo só cruel / Dissonante e assustador / Sem música na vida / O que seria do amor...”. “A música, para mim, ao lado do orgasmo, é o que mais me aproxima de Deus”, filosofou Erasmo.
Mas, do repertório novo, a música que mais chamou a atenção do público foi Tim, homenagem do Tremendão ao amigo de infância Tim Maia. Até no ritmo a canção remete ao Síndico, com seus metais em brasa e guitarra funkeada, bem no estilo da banda Vitória Régia.
Essa música, aliás, marca uma nova fase na banda de Erasmo. Além do naipe de metais – formado por Henrique Band (sax), Altair Martins (trompete) e Gilmar Ferreira (trombone) – ela conta com novos backing vocals, agora masculinos. As cantoras Viviane Godoi, Marize Resende e Simiana Resende, que trabalham com o Tremendão há anos, não estão na turnê e nem chegaram a participar das gravações de Santa Música.
Agora, os vocais são feitos pelo tecladista José Lourenço (maestro da banda), pelo guitarrista Perci, pelo baixista Joe Barreto e até pelo baterista Sérgio Nassif. Para quem está acostumado com os shows de Erasmo, ficou estranho ouvir o pot-pourri Mulher/Minha Superstar com vozes masculinas repetindo versos como “Superstar, superstar / (...) Mulher de brilho farto / (...) Ver brilhar, ver brilhar / (...) No palco do meu quarto”. O trio feminino fez falta não somente nessas músicas, mas em outras românticas como Sentado À Beira do Caminho e Gatinha Manhosa, as mais aplaudidas do show.
Na parte dançante, não tem para ninguém. Erasmo pôs todo mundo de pé no pot-pourri Lobo Mau/Vem Quente Que Eu Estou Fervendo/Festa de Arromba, que encerrou o espetáculo. Só não deu para entender como, num show que teve como temática a paz, Erasmo não cantou o sucesso É Preciso Saber Viver. Afinal, o que mais precisam os que vivem no olho do furacão é saber viver, enquanto ainda há vida.



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