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  Apesar da crise, música e indústria brasileiras “vão levando”

Arquivo U.M.
Maria Rita foi o grande nome de 2003. Foram dela os prêmios de Artista e Revelação. Só o show da filha de Elis que deixou a desejar

Já diziam Chico Buarque e Caetano Veloso: “mesmo com toda sanha, toda façanha, (...) toda campanha, a gente vai levando (...) essa manha. A música, imortalizada por Tom, Vinícius, Miucha e Toquinho no histórico disco ao vivo gravado no Canecão em 77, acabou servindo de trilha sonora perfeita para música e a indústria fonográfica brasileiras em 2003.
Há alguns anos a indústria do disco brasileira “vai levando”, apesar de toda a crise por que vem vivendo, em conseqüência, principalmente, da pirataria. Segundo o último boletim da anual da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), referente ao ano de 2002, a venda ilegal de CDs já atinge quase 60% do mercado. De 1997 a 2002, a queda na venda de discos chegou a 56%; se consideramos só os lançamentos, os números vão a 68%. Ainda nesse período, de acordo com a ABPD, houve redução de 30% no número de postos de trabalho diretos (o que significa 56.000 empregos a menos) e uma baixa de 30% na contratação de artistas.
Os efeitos de 2002, é claro, foram sentidos no ano seguinte. Embora a ABPD ainda não tenha divulgado os números oficiais de 2003, no ano passado a pirataria – tanto a de rua, a dos camelôs, quanto a caseira e a digital – continuou derrubando a vendas de CDs e gerando demissões a rodo, principalmente nas gravadoras multinacionais. Uma delas terminou com a assessoria de imprensa em São Paulo. Em outra, funcionários têm que se dividir entre departamentos diferentes. Outra, de menor porte, terceirizou o contato com a imprensa. No início de 2004, uma multinacional chegou a terminar com seu departamento de imprensa, deixando-o a cargo de labels.
Além disso, é cada vez menor, entre as multinacionais, o número de lançamentos de discos brasileiros, apesar de a música nacional corresponder a 86,86% do que se toca no rádio (números de 2002). A tarefa de promover a MPB está cada vez mais a cargo dos selos de médio porte, como a Indie Records. Em 2003, a companhia dirigida por Líber Gadelha fez contratações de peso, como Erasmo Carlos, Gal Costa, a dupla Raimundo Fagner & Zeca Baleiro e o grupo Fundo de Quintal.
Mas a maior prova da crise foi dada pela própria ABPD. Em 2003, a associação reduziu pela metade a quantidade necessárias de CDs vendidos para se obter discos de ouro, platina e diamante. A partir de 2004, um CD precisa vender 50 mil unidades para obter disco de ouro; 125 mil para platina; e 500 para diamante. Alguns artistas chiaram. “A música brasileira não merecia isso”, resumiu Alcione.

O ano de Maria Rita

A música brasileira, em 2003, também “foi levando”, embora num ritmo bem diferente ao da indústria. Enquanto esta última parece fadada ao fracasso – não só por causa da pirataria, mas também pelos sucessivos erros que vem cometendo nas últimas décadas – a música vai muito bem, obrigado. Os shows estão cada vez mais cheios; artistas outrora independentes são revelados a todo instante, conquistando um grande público em todo o país. A própria venda expressiva de CDs piratas – que, em 2002, chegou à marca de 115 milhões – é uma prova de que o público continua ávido por música.
Um exemplo disso é Maria Rita, o grande nome de 2003. Com um mês de lançamento de seu primeiro disco, a filha de Elis Regina já chegava à casa das 300 mil cópias vendidas. Hoje, são mais 500 mil unidades comercializadas, e dois sucessos nas rádios: Festa, de Milton Nascimento, e Cara Valente, do hermano Marcelo Camelo. É claro que esse fenômeno deve-se muito ao marketing da gravadora de Maria Rita, a Warner Music, e à curiosidade do público quanto à estréia da filha da maior cantora que o país já teve. Mas talento não falta a ela, como ficou provado no CD. O que falta a Maria Rita ainda é presença de palco e um repertório melhor para os shows, já que suas apresentações deixam a desejar.
Ainda na dita “MPB”, ótimos discos foram lançados. Dois mereceram destaque especial: o de Francis Hime, Brasil Lua Cheia – onde o cantor e compositor flerta muito bem com o samba e o choro – e o de Rita Lee, Balacobaco, o melhor dela em anos. Outro grande lançamento, ignorado pelas rádios, foi Contemporâneos, no qual Dori Caymmi relê obras de artistas de sua geração, como Ivan Lins, Paulinho da Vila e Gilberto Gil. Dori também foi responsável, ao lado dos irmãos Danilo e Nana, pelo melhor show do ano passado, quando eles homenagearam o pai, Dorival Caymmi, e apresentaram sucessos próprios.




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