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  Coletânea de Carlinhos Brown traz música inédita

Divulgação/Mario Cravo Neto
A novidade da coletânea de Carlinhos Brown é a inédita Pop Raladrão, que mistura guitarras roqueiras, metais em brasa e percussão baiana
Como compositor, Carlinhos Brown já emplacou inúmeros sucessos nas vozes de terceiros, como Faraó (Margareth Menezes), Meia Lua Inteira (Caetano Veloso), Rapunzel (Daniela Mercury), Uma Brasileira (Paralamas do Sucesso), Amor I Love You (Marisa Monte), entre muitos outros. No projeto Tribalistas – que ele montou com Marisa Monte e Arnaldo Antunes em 2002, e que gerou CD, DVD e VHS homônimos – o também cantor e multiinstrumentista baiano atingiu o auge dessa sua faceta, assinando ao lado dos outros dois tribalistas (e de alguns outros parceiros) todas as 13 faixas, entre elas os sucessos Já Sei Namorar, Passe em Casa e É Você.
Como cantor solo, no entanto, o criador da Timbalada não tem uma carreira muito extensa. Até 2003 foram apenas três discos, todos lançados pela EMI: Alfagamabetizado (1996), Omelete Man (1998) e Bahia do Mundo – Mito E Verdade (2001). Entre eles, algumas características em comum: ótimas produções, uma intensa mistura sonora, que envolvia diversos ritmos (brasileiros e latinos, principalmente), a forte presença da percussão e a polivalência de Brown, que sempre tocava vários instrumentos, dos mais comuns (violão, guitarra, triângulo) aos mais inusitados (ganzá d’água, porc bell e prato de castanha).
Os melhores momentos desses três CDs foram reunidos em uma coletânea recém-lançada pela EMI, intitulada Mil Verões – O Melhor de Carlinhos Brown. Em 2001, o músico baiano já ganhara uma compilação da companhia, Pra Sempre (aquelas séries que reúnem sucessos de diversos artistas de uma gravadora, tipo Millennium), que traz várias músicas repetidas em relação à nova coletânea. A surpresa desta última, no entanto, é a inédita Pop Raladrão, uma mistura de guitarras roqueiras, metais em brasa e percussão baiana que entrou como faixa-bônus. É a 15ª música do disco; as demais estão distribuídas da seguinte maneira: Alfagamabetizado é representado por quatro faixas; Omelete Man, por cinco; e Bahia do Mundo, também por cinco.

Maior sucesso é do primeiro disco

A música que abre a coletânea, embora tenha sido retirada do primeiro CD de Carlinhos Brown, é o maior sucesso dele até hoje. A Namorada tornou-se um mega-hit não só nas rádios brasileiras, como conquistou também o mercado internacional, principalmente graças à aparição na trilha sonora do filme “Velocidade Máxima 2”. Brown, inclusive, participa do filme, cantando A Namorada no barco onde se aventurava Sandra Bulock. Ainda de Alfagamabetizado são Pandeiro-deiro, um rap percussivo; O Bode, cujos tambores lembram os tempos de Timbalada; e Covered Saints, uma balada meio em português, meio em inglês. Foi a primeira incursão de Carlinhos pela língua de seu ídolo, James Brown.
Omelete Man, o segundo CD solo de Brown, é considerado por muitos seu melhor trabalho. Produzido por Marisa Monte, o disco é repleto de experimentalismo e não obteve a mesma repercussão do primeiro. O CD não teve um hit único, uma unanimidade, como fora A Namorada – em cada lugar, um sucesso diferente. Uma música que teve boa repercussão em alguns estados brasileiros foi Hawaii E You, cujos arranjos de cordas e metais foram feitos por Jaques Morelenbaum. Mas, curiosamente, a música não entrou na coletânea. Em seu lugar, estão Vitamina Ser, sucesso em alguns cantos do Brasil; a versão do próprio Brown para Faraó, com a qual Margareth Menezes estourou no final dos anos 80; Irara, cuja sonoridade está nas palavras; Soul by Soul, uma balada que lembra Gilberto Gil; e a faixa-título, que também chegou a tocar em alguns lugares.
Três anos depois de Omelete Man, Brown voltou ao estúdio, desta vez com produção e arranjos dele mesmo, para gravar Bahia do Mundo. A esta altura já com grande reputação internacional (foram várias as turnês pela Europa, Estados Unidos e outros locais) – mas com o “trauma” do Rock in Rio 3 no currículo, quando foi vaiado e levou uma chuva de garrafas do público, formado principalmente por roqueiros que estavam ali para ver o Guns ‘n’ Roses – Brown volta ao mundo do disco muito mais pop, menos percussivo e flertando ora com a MPB ora com a eletrônica. E retoma a unanimidade no dial com Crendice, música que tocou até a exaustão em todo o Brasil. O espírito pop está presente nas outras faixas escolhidas do disco para a recente coletânea: Mil Verões (totalmente radiofônica), Pegadas na Areia, Lagoinha e Vai Rolar.

World music de verdade

Contrato de três discos encerrado e não renovado com a EMI, no final de 2003 Carlinhos Brown retomou suas origens ao lançar, pela BMG espanhola, o CD Carlito Marrón. Voltado para o mercado externo, o disco traz a forte marca dos ritmos latinos, misturados à percussão baiana, como em Cumbiamoura, Aganju e Baby Groove. A faixa Juras de Amor traz a participação da cantora espanhola Rosario Flores, que, não por coincidência, também participara do Ao Vivo MTV de Daniela Mercury, outro álbum com os dois olhos voltados para o mercado exterior.
Agora, com a “internacionalização” dos Tribalistas, Carlinhos Brown faz sucesso lá fora tanto com o grupo quanto em carreira solo. Em terras tupiniquins, especialmente na Bahia, o músico também vai bem. No último Festival de Verão de Salvador, Brown apresentou-se como Carlito Marrón e foi ovacionado pela multidão. Isso que é world music.


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