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  Miúcha apresenta o Vinicius melodista

Reprodução
Em encontro entre Miúcha e Vinicius. Em seu novo disco, a cantora quis mostrar que, além de poeta e letrista, ele também era um excelente melodista
Miúcha é a simpatia em pessoa; quem a conhece sabe disso. A cantora recebeu a equipe do UNIVERSO MUSICAL para uma entrevista em um apart-hotel no Leblon, Zona Sul do Rio, já que seu apartamento, que fica pertinho dali, no mesmo bairro, pegou fogo. “A gente o chama carinhosamente de queimadinho”, brinca Miúcha, esbanjando bom humor durante toda a entrevista.
O tema da conversa – mais um bate-papo que uma entrevista – foi o novo disco da cantora, Miúcha Canta Vinicius & Vinicius. O nome do CD, o segundo dela pela Biscoito Fino, remete a duas das muitas facetas de Vinicius de Moraes, o Poetinha, que em 2004 completaria 90 anos. “Quis mostrar o Vinicius letrista e melodista. Mas eu queria mesmo era enfatizar o Vinicius melodista, que é um dos lados menos explorados dele. Talvez se ele não tivesse tido parceiros tão fantásticos isso não tivesse acontecido”, explica Miúcha.
Vinicius sempre esteve presente na música de Miúcha, a quem ela conhecia desde criança. Com ele, Tom e Toquinho, a cantora gravou um disco ao vivo antológico, no Canecão, nos anos 70. Em seu último CD, Miúcha.compositores, no qual ela homenageava seus compositores preferidos, Vinicius foi o mais lembrando. Desta vez, a cantora escolheu apenas músicas que o Poetinha compôs sem parceiros. Mas é claro que o lado pessoal prevaleceu. “Aprendi metade dessas músicas com o próprio Vinicius, na minha casa”, conta Miúcha.
O repertório traz 14 faixas. Misturadas a sucessos como Valsa de Eurídice, Serenata do Adeus e Pela Luz dos Olhos Teus estão duas inéditas: Georgiana, que estava guardada com a própria Gerogiana, filha de Vinicius (ele compôs a música em inglês quando ela nasceu), e Quem for Mulher Que Me Siga, que estava com Cyva, do Quarteto em Cy, grupo lançado pelo Poetinha. Entre os ritmos, bossas, serenatas, valsas e sambas, entre outros. “Quis pegar toda a variedade de temas e ritmos de Vinicius”, diz Miúcha.
Uma característica marcante do disco, além da beleza da interpretação de Miúcha e dos arranjos – divididos entre Leandro Braga, Eduardo Souto Neto, Cristóvão Bastos e Helvius Vilela – é o ecletismo dos convidados. Um músico “refinado” como Leandro Braga (que, além de fazer os arranjos, toca piano em diversas faixas) convive harmoniosamente com o pop de Milton Guedes (gaita em Georgiana). Com o mesmo espírito democrático, Miúcha acolhe o irmão, Chico Buarque, com quem divide os vocais em Medo de Amar, e Zeca Pagodinho, com quem canta Teleco-Teco.
“No início eu nem pensei em chamar ninguém. Mas aí foram chegando os amigos e deu nessa mistura. Foi o poder agregador de Vinicius”, diz Miúcha. Os outros convidados foram a filha dela, Bebel Gilberto (Tomara), Yamandu Costa (Valsa de Eurídice), Daniel Jobim (Pela Luz dos Olhos Teus) e Toquinho (Canção de Nós Dois).

Sem saudosismo

O tal “poder agregador” de Vinicius também esteve no estúdio, durante as gravações. Miúcha escolheu o mesmo local onde gravou seu disco com Tom Jobim, em 77. Por isso, as recordações foram inúmeras. “O clima no estúdio foi de muita alegria, mas de nenhum saudosismo. Não queríamos fazer uma homenagem póstuma. Acabamos fazendo uma grande comemoração. Este é um disco solar, aberto, moderno, carioca; tem a cara do Vinicius”, conta Miúcha, que inclusive montou um “altar” no estúdio com fotos de Vinicius que já estavam no local. “Botamos até um copo de whisky com bastante gelo, como o Vinicius gostava, para ver se ele ‘baixava’ ali”, brinca a cantora.
Neste disco que Miúcha gravou com Tom, um dos destaques era Pela Luz dos Olhos Teus, grande sucesso na época. A música voltou à tona em 2003, como tema de abertura da novela “Mulheres Apaixonadas”, chegando, inclusive, a retornar para as programações das rádios. Miúcha conta que escolheu Daniel Jobim, neto de Tom, porque, além de ele ter um timbre de voz parecido com o do avô, os dois fizeram, ano passado, uma apresentação muito bem-sucedida no programa “Domingão do Faustão”. “Foi muito curioso gravar essa música no mesmo estúdio, com o mesmo piano e o mesmo técnico de som, primeiro com o avô, depois com o neto”, diz Miúcha, visivelmente emocionada.
Uma emoção que Miúcha transmite em todas as 14 faixas do CD, como se estivesse cantando para Vinicius, na frente dele. Belíssima homenagem ao seu grande amigo e padrinho musical.


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