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  Uma peregrina sem sotaque

Weber Pádua/Divulgação
Embora pose de roqueira, Liah adota, em seu 1º CD, o mesmo pop-romântico que a tornou conhecida como compositora de nomes como Sandy & Junior e Wanessa Camargo
Você certamente não conhece uma artista chamada Eliane Soares da Silva. Mas o Brasil está começando a conhecer Liah, uma paraense de apenas 24 anos, cantora, compositora e violonista, que é a principal aposta da EMI para 2004 no segmento teen. O primeiro disco da cantora, auto-intitulado, ainda não chegou às lojas (pelo menos até meados de março), mas a primeira faixa de trabalho, Garotas Choram Demais, começa a pipocar nas rádios país afora.
Uma prova de que a gravadora está apostando pesado na talentosa jovem é que sua estréia oficial na TV foi no dia 5 de março, logo no programa “Domingão do Faustão”, líder de audiência aos domingos. Na ocasião, a atriz Deborah Secco ficou encarregada de apresentar Liah, que é sua amiga, ao público. A rasgação de sede deixou muitas pessoas curiosas. “A repercussão foi enorme. Aumentou muito o número de e-mail vindos do meu site (www.liah.com.br). É ótimo ver pessoas que você nem conhece, do Brasil inteiro, torcendo por seu trabalho”, conta Liah, não escondendo que sentiu um friozinho na barriga antes de pisar do palco. “Eu já estava emocionalmente abalada, ainda tive uma apresentação daquelas da Deborah... Mas até que, por ser a primeira vez, eu fui bem”, avalia.
Antes de chegar à EMI, Liah passou por uma verdadeira via-crúcis até conquistar um nome no mercado. Ela começou a cantar ainda criança, com 3 anos, em uma igreja evangélica. Aos 12, começou a compor, enquanto aprendia a tocar violão de forma autodidata. Alguns anos depois, mudou-se para a casa dos tios no interior de Santa Catarina, onde estudou violão clássico, participou de alguns festivais e teve a chance de experimentar a verdadeira escola de um músico, a noite, tocando em barzinhos no formato voz-e-violão.
Após quatro anos no Sul, Liah voltou para o Pará, onde, por influência dos pais, pensou em fazer faculdade. Mas o chamado para a música foi mais forte. Ela, então, decidiu se mudar para São Paulo para tentar a sorte. “Foi a primeira vez em que me senti realmente sozinha”, lembra Liah. “Pensei que seria mais fácil. Como a cidade é cheia de placas, achei que haveria uma que me levasse até uma gravadora. Mas não foi bem assim. Andei muito sozinha pelo Centro de São Paulo, sem dinheiro e morando em uma pensão, até as coisas acontecerem.”
E as coisas aconteceram quando, em uma apresentação na capital paulista, o compositor Tivas se interessou pelo trabalho de Liah e, sabendo que ela compositora, decidiu convidá-la a fazer parcerias. De cara, a primeira delas, Fotos no Espelho, foi gravada por Angélica. A partir daí, Liah viu que poderia se sustentar compondo. “Pelo menos eu estava vivendo de música. Através disso cheguei a uma editora, conheci produtores e tive contato com gravadoras”, diz a cantora, afirmando que, antes da EMI, recebeu propostas da Warner e da Universal. “Ouvi muita besteira antes de assinar com a EMI. Na Universal disseram que não era o momento, que eles tinham outras prioridades. Já na Warner queriam que eu fizesse um disco brega. Eu não aceitei; queria gravar aquilo que era a minha verdade.”

Contradições de início de carreira

A verdade a que Liah se refere é o pop-romântico, que ela demonstrou em músicas como Nada É Por Acaso, Decidi, De Onde Você Vai Surgir e Um Dia Acontece, sucessos com Sandy & Junior, Pedro & Thiago, KLB e Wanessa Camargo, respectivamente. Em seu disco, o estilo aparece na maioria das 14 faixas, a exemplo de Garotas Choram Demais, Eu Acredito, Não Vou Duvidar, Vai Virar Amor e Desertos (versão de Landslide, gravada pelas Dixie Chicks). Há ainda algumas canções mais dançantes, como O Amor É Demais e Mais Um Dia, mas sempre com o amor como mote.
Garotas Choram Demais acaba sendo uma contradição na vida de Liah. Consagrada como compositora, assinando a grande maioria das músicas do disco, ela acabou tendo que aceitar a escolha da música de César Lemos e Jodi Horovitz como primeira faixa de trabalho. Apesar de um pouco decepcionada com o fato, a cantora vê pontos positivos na escolha. “Foi bom, porque eu tenho que aprender a separar a compositora da intérprete. Mas com certeza a segunda música de trabalho vai ser minha. Vou exigir isso!”, disse ela, em tom de brincadeira, mas louca para não separar as suas duas facetas.
Depois de tanto peregrinar, Liah parece ter se estabelecido em Belo Horizonte, para onde se mudou há um ano. Mesmo assim, as viagens pelo Brasil em busca da fama deixaram marcas que nunca mais sairão. “A cada vez que volto para o Pará meus pais estranham minha voz. Hoje meu sotaque é nacional”, diz Liah, que, agora, também quer ver sua carreira ser projetada nacionalmente. Ela merece.


Veja mais:


   Disco:  Liah
     Ficha técnica, faixas e compositores

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