Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Um verdadeiro showman

No Claro Hall, Jon Anderson misturou músicas do Yes, de sua carreira solo e de sua parceria com Vangelis
Galeria de fotos
Na mais recente passagem do Iron Maiden pelo Brasil, em janeiro, para shows no Rio e em São Paulo, o vocalista Bruce Dickinson disse, em entrevista coletiva, que gostava do país por diversos motivos, mas um era especial para ele. Segundo o cantor – que já gravou dois discos ao vivo por aqui, um em carreira solo e outro com o Iron – o público brasileiro sabe fazer bagunça nos momentos mais agitados do show e sabe prestar atenção nas canções mais introspectivas.
Um outro roqueiro, mas de estilo completamente diferente, afirmou quase a mesma coisa em sua recente visita ao Brasil. No dia 12 de março, o vocalista do Yes, Jon Anderson, agradeceu aos cariocas que compareceram ao Claro Hall por prestar atenção na mística e profunda The Revealing Science of God, gravada originalmente no 7º álbum do Yes, Tales From Topigraphic Oceans, de 73. Era como se as pessoas estivessem hipnotizadas pela música, cuja versão original, que tem mais de 20 minutos, exemplifica bem o som que o grupo fazia nos anos 70: um rock progressivo de canções longas, com instrumental apurado – prevalecendo, como não poderia deixar de ser, os teclados – e letras quase sempre reflexivas. “O conhecimento de Deus é uma procura, constante e clara”, diz Anderson, em seu site oficial (www.jonanderson.com), sobre a música.
Só que no show do Claro Hall, Anderson – que ainda se apresentou no Credicard Hall, em São Paulo, no dia seguinte – trocou os teclados do Yes (tocados por inicialmente por Tony Kaye) pelo violão. Sozinho no palco, o cantor fez basicamente um show acústico – ao seu lado, apenas três violões (com muitos pedais) e um teclado (que ele mal usou). Mesmo assim, Anderson foi um verdadeiro showman, comandando o público com simpatia e muita habilidade com as cordas. Ele só “mandou mal” ao não conseguir decorar a frase “te amo, Rio”, tendo que escrevê-la num pedaço de papel. E o pior, de forma errada: tentando acertar no sotaque, Anderson escreveu “tee ammoo”, que virou “tí amú”.
Engana-se quem pensa que o show teve cara de Acústico MTV. Embora tenha ficado quase o tempo todo sentado, Anderson contou com outros instrumentos – guitarra, bateria, baixo e até orquestra – que estavam gravados e eram comandados por ele de acordo com a música. Além disso, um ator coadjuvante roubou a cena diversas vezes: um telão que transmitia o tempo todo imagens psicodélicas, lembrando aos mais saudosistas os tempos “viajantes” do rock progressivo.

Um músico irrequieto

Cantor, compositor e multiinstrumentista, Jon
Ele só “mandou mal” ao não conseguir gravar a frase “eu te amo, Rio”. Para tentar pronunciá-la em português, o cantor escreveu a frase da forma acima. O resultado foi “tí amú, Rio!”
Anderson sempre foi um músico irrequieto. Em 62, aos 18 anos, ele trocou o trabalho no campo por sua primeira banda, The Warriors. Em 68, juntou-se a Peter Banks (guitarra), Chris Squire (baixo), Bill Bruford (bateria) e Tony Kaye (teclado) para formar o Yes, um dos principais nomes do rock progressivo dos anos 70 e do pop-rock da década de 80.
Oito anos mais tarde, Anderson já lançava seu primeiro CD solo, Olias of Sunhillow (no qual toca todos os instrumentos), enquanto continuava compondo sucessos de sua banda, como Sweet Dreams, I’ve Seen All Good People (que tem duas partes, Your Move e All Good People) e Long Distance Runaround.
Em 80, Anderson dá novos rumos a sua carreira firmando uma parceria sólida com Vangelis, com quem lançou, até 94, seis álbuns. Com o Yes, até hoje, foram 24 discos, o mais recente deles Magnification, de 2001 (em abril, após os shows solo, o cantor volta a se juntar ao grupo para uma nova turnê nos Estados Unidos). Na carreira solo foram 13; o último, The More You Know, foi gravado em 98.
No show do Claro Hall, Anderson misturou um pouco de todas as suas fases. Os momentos mais aplaudidos, é claro, foram quando ele lembrou clássicos do Yes, como Long Distance Runaround, Yours Is No Disgrace, Sweet Dreams, And You And I e Somehow, Someday. Em Soon, o cantor mostrou toda a sua simpatia, atendendo na mesma hora aos pedidos de bis do público. Já em I’ve Seen All Good People, Anderson fez uma citação a Give Peace A Chance, de John Lennon, mostrando uma das facetas do show: a todo momento ele falou de paz e direitos humanos (o show aconteceu um dia após os atos terroristas na Espanha; nos atentados de 11 de setembro, em Nova York, o artista participou de um projeto para angariar fundos para as vítimas).
A apresentação acabou com o clássico dos clássicos Owner of The Lonely Heart. “Vocês não pediram? Agora fiquem de pé”, conclamou Anderson, que, apesar de empolgado, não empolgou. Ele apresentou uma versão remix da música, cujas batidas eletrônicas acabaram abafando os imortais riffs de guitarra.
Da carreira solo, destaque para Concerto Due, que, apesar de ter sido gravada apenas em 97, no CD EarthMotherEarth, foi a primeira canção composta por Anderson. Entre as que fez com Vangelis, estavam State of Independence, Page of Life e I’ll Find My Way Home, já no bis. Em meio a letras profundas e místicas e melodias elaboradas, ainda teve espaço para a simplicidade do reggae, no cover Don’t Think Twice, It’s Allright, de Bob Dylan. Jon Anderson sabe entreter como poucos.


Veja mais:






 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções