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  Vítimas de uma indústria decadente

A Penélope em um pocket show na loja de CDs Modern Sound, no Rio. O grupo encontra dificuldades para executar suas músicas na cidade
Formada há quase nove anos, mas no mercado fonográfico há apenas cinco, a Penélope já é um dos grandes nomes do pop-rock brasileiro. Muita gente diz isso, mas talvez o principal “termômetro” para esta afirmação seja Lulu Santos, o rei do pop nacional, que cita a banda baiana na música Made in Brazil – uma das inéditas de seu bem-sucedido Acústico MTV, de 2000 – em meio a outros grandes nomes do rock tupiniquim (“Paralamas, O Rappa, Ira e Titãs / Jota Quest, Charlie Brown e Raimundos / Legião, Barão e digo mais Lobão / Los Hermanos, Ultraje, Penélope e Sepultura / Na linha dura”).
Sucesso de crítica com seus dois discos de estúdio, Mi Casa, Su Casa (1999) e Buganvíllia (2001), ambos lançados pela Sony, a Penélope ainda não atingiu a mesma popularidade de contemporâneos como Skank, Jota Quest e Cidade Negra. Enquanto lota casas de shows em alguns lugares do países, em outros a banda ainda busca conquistar seu público. “Estamos em uma situação média”, avalia a vocalista Érika Martins, remanescente da formação original ao lado da tecladista Constança Scofield e o guitarrista Luisão. Completa a banda a baixista Luciana “Fifi”, que substituiu Érika Nande em 2002.
O mais recente disco da Penélope, Rock, Meu Amor (Som Livre), lançado em agosto de 2003, corrobora essa realidade de Érika e cia. A divulgação do disco – que traz regravações de rocks românticos das décadas de 1950 a 2000, próprios e de terceiros – começou em rádios do interior do Brasil com a primeira faixa de trabalho, a versão para Tudo com Você, de Lulu Santos. Em Goiânia, a música chegou a ficar em primeiro lugar em execução. O sucesso no interior de São Paulo fez com que a segunda música de trabalho, Continue Pensando Assim – composta por Érika e Luisão – chegasse agora à capital paulista. “Nossa preocupação é atacar o interior, pois é onde está a maior quantidade de shows”, afirma Patrícia Tendrich, empresária do grupo, reclamando da dificuldade de tocar nas rádios do Rio, cúmplices dos viciados esquemas da indústria fonográfica.

Sem planos para o futuro

A Penélope, aliás, sempre foi vítima da incompetência das multinacionais. O grupo assinou contrato com a Sony em 97, mas só lançou o primeiro disco dois anos depois, por uma “estratégia” da companhia. Mas até que Mi Casa, Su Casa foi bem nas rádios, estourando as faixas Holiday e Namorinho de Portão. Já no segundo, o aclamado Buganvíllia, eles não tiveram a mesma sorte, sendo praticamente ignorados pela gravadora.
Decepcionada, a banda pediu rescisão de contrato e acertou com a Zomba, gravadora independente inglesa que, recém-instalada no Brasil, teria a Penélope como o primeiro nome nacional de seu cast. Mas, por infelicidade do grupo, a Zomba foi comprada pela BMG. O quarteto não quis permanecer na multinacional, para não repetir a experiência frustrante da Sony. “Não queríamos ser apenas mais um na BMG. Mas, ao contrário do que já publicaram, nós nunca dissemos que não queremos mais ser contratados por uma multinacional. Toda banda, por mais underground que seja, sonha com isso. Só não queremos mais entrar no bolo, e sim sermos tratados como prioridade por uma gravadora”, diz Érika.
A tristeza pela venda da Zomba – onde eles seriam prioridade total – foi um dos motivos para a Penélope aceitar o convite da Som Livre, gravadora especializada em projetos, para fazer um disco de regravações. “Já tínhamos uma demo com oito ou nove músicas prontas para um novo CD de inéditas, mas a Som Livre nos convidou para este projeto após participarmos do disco Superfantástico – Quando Eu Era Pequeno... , de canções infantis gravadas por grupos de rock. Gostamos da idéia, propusemos o tema – canções de rock que falam de amor – e escolhemos as músicas”, conta Érika, que não vê problemas em fazer um disco de regravações com tão pouca experiência fonográfica. “É injusto nos julgar pelo número de discos. Temos uma carreira longa, de quase nove anos, e todos da banda compõem. Não tivemos a menor insegurança para fazer este CD.”
Mas ainda não é desta vez que o grupo se firma em uma gravadora, já que a Som Livre não possui cast fixo e, por isso, os contratos que realiza são sempre para um só álbum. “A Som Livre somente distribui os discos. Ela só vira uma gravadora quando se junta ao trabalho de divulgação feito pelo nosso escritório, o Los Tres”, diz Érika, que, mesmo com o futuro incerto, prefere não fazer planos. “Temos muitas músicas prontas e continuamos compondo durante a turnê, mas não pensamos em lançar um novo disco. Vamos continuar divulgando esse CD por um bom tempo.”


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