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  Pouca música e muito marketing

Em um dos auditórios da Line Records, no Rio, o grupo Kades Singers passou quase uma hora só ouvindo o novo plano de marketing da gravadora, que, para quebrar um suposto monopólio, fez parcerias com rádios comunitárias

Por Marcos Paulo Bin

O lançamento do primeiro CD do grupo Kades Singers pela Line Records – divulgado como motivo de uma coletiva no dia 9 de março, na sede da gravadora – acabou apenas sendo pano de fundo para o braço fonográfico da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) anunciar sua nova estratégia de marketing. Na ocasião, o diretor comercial da gravadora, Maurício Soares, anunciou a parceria da empresa com as rádios comunitárias da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O objetivo é acabar com o monopólio “forte e radical” que, segundo Maurício, é praticado por duas rádios cariocas, que, por possuírem suas próprias gravadoras, tocam apenas seus produtos.
“Já procuramos essas rádios diversas vezes para estabelecer parcerias, mas elas têm seus próprios interesses políticos e comerciais. O nosso objetivo não é comercial, e sim ganhar almas para Jesus”, disse Maurício, afirmando que a Line sofre por causa desse suposto monopólio - que na verdade seria um oligopólio - há um ano, desde que sua sede foi transferida de São Paulo para o Rio. “Uma pessoa pode estar acostumada a comer bem, mas existem outras comidas boas que, se ela não experimentar, nunca conhecerá. Com o apoio de vocês, mostraremos que não é só uma ou outra gravadora que tem produtos bons. Artistas da Line como Bruna Mello e Edilson Maia tocam em todo o Brasil e até no exterior, menos aqui. Todos conhecem nossa qualidade. Por que, então, essa ditadura no Rio de só se ouvir um produto?”
Outra reclamação de Maurício é quanto às notas fiscais. Segundo ele, a Line Records é umas das poucas gravadoras evangélicas a tirar a nota de todos os seus CDs e DVDs. “Enquanto investimos pesado, 70% do mercado trabalha sem nota fiscal”, afirmou.
As rádios comunitárias, que compareceram em massa à coletiva – mais de 60 radialistas superlotaram um dos auditórios da gravadora – entraram no coro. Boa parte se manifestou reclamando da dificuldade de obter material de divulgação nas duas tais gravadoras. Um radialista chegou a dizer que é desprezado quando as procura. Outro lembrou que, até aquele dia, também enfrentava o problema na própria Line. Um terceiro, mais exaltado, chegou a conclamar os colegas para não tocarem os artistas das gravadoras que não estabeleçam parcerias com as rádios. Segundo ele, muitas emissoras são obrigadas a comprar CDs piratas de artistas renomados, já que o público pede mas as gravadoras não fornecem os discos originais, cujo preço é caro para a realidade das rádios comunitárias.
Maurício condenou a pirataria, mas afirmou que nenhuma rádio terá que comprar CDs da Line. “Aqui não se compra CD para tocar em rádio. Nós queremos propagar a Palavra de Deus através da música, e oferecer novas opções aos ouvintes do Rio de Janeiro”, disse o diretor da gravadora, tentando ainda quebrar os preconceitos que surgem pelo fato de a Line pertencer à IURD. “Nós somos, sim, uma gravadora da Igreja Universal, mas temos total liberdade. Nem 15% de nossos artistas freqüentam a Universal. Eu, mesmo, sou da Presbiteriana. A Line é uma gravadora voltada para o mercado, com uma linha de produtos aberta a todos os gostos.”

Gravadoras negam acusações

Em momento algum Maurício Soares ou qualquer radialista citaram nomes, mas quem conhece o mercado evangélico, especialmente no Rio de Janeiro, sabe muito bem que eles estavam falando das rádios 93 FM e Melodia FM e de suas respectivas gravadoras, MK Publicitá e Top Gospel. Procurada pelo UNIVERSO MUSICAL, a diretoria da MK não quis se pronunciar. Limitou-se a mandar uma nota, através de sua assessoria de imprensa, negando as acusações, que considera inverdades.
Já o diretor artístico da Top Gospel, Magno Lopes, respondeu a cada uma das questões levantadas. Quanto ao monopólio dito por Maurício, ele afirma que isso não se refere à Melodia, pois, segundo ele, a rádio tem um playlist com mais de 40 cantores executados em sua programação, enquanto a Top Gospel possui atualmente apenas sete artistas em seu cast. “A Rádio Melodia, pioneira entre as FMs evangélicas de todo o Brasil, é primeiro lugar no segmento gospel e segundo entre as FMs do Rio de Janeiro. A emissora executa e sempre executou vários cantores de várias gravadoras. Sintonize em 97,3 para ouvir melhor”, desafia Magno.
Ainda falando sobre rádios, o diretor afirma que a Top Gospel envia material promocional para diversas emissoras comerciais e comunitárias de todo o Brasil. “Não desprezamos nenhum meio de comunicação. Informamos que estamos à disposição e pedimos aos proprietários e locutores de rádios do segmento gospel que nos procurem pelo telefone (21) 2493-7474 para atualização dos cadastros. Teremos o maior prazer em enviar nossos produtos”, diz ele.
Por fim, Magno Lopes afirma que todos os produtos da Top Gospel são vendidos com nota fiscal e diz lamentar que existam gravadoras que não trabalhem dessa forma.


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