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  Dixie Chicks de volta ao topo do mundo

Reprodução
O CD ao vivo Top of The World Tour traz os sucessos dos três discos de estúdio das Dixie Chicks e uma versão para Mississippi, de Bob Dylan
Com apenas três discos de estúdio no currículo, o grupo country americano Dixie Chicks, formado pelas lindas Natalie Maines (voz), Martie Seidel (violino) e sua irmã, Emily Robison, (banjo), se tornou um fenômeno de público e crítica nos Estados Unidos. Os dois primeiros CDs das garotas texanas, Wide Open Spaces (98) e Fly (99), venderam juntos mais de 19 milhões de cópias e renderam quatro Grammys ao trio: dois de melhor álbum country e dois de melhor performance vocal por duo ou grupo country (um por There’s Your Trouble, de Wide Open Spaces, e outro por Ready to Run, de Fly, incluída na trilha do filme “Noiva em Fuga”).
Em 2002 veio Home, disco aclamadíssimo pela crítica e que rendeu ao grupo mais quatro Grammys: novamente melhor disco country e melhor performance vocal por duo ou grupo country (por Long Time Gone), além de melhor performance instrumental country (por Lil’ Jack Slade) e melhor gravação. Isso sem contar, nos três álbuns, os inúmeros prêmios recebidos pela Billboard – cujas paradas de execução e vendas elas chegaram a liderar – pela Academia de Música Country e outras inúmeras entidades.
Uma bagagem suficiente para Natalie, Martie e Emily lançarem, pela Sony, seu primeiro disco ao vivo, cujo título, retirado de uma canção de Home, já diz tudo: Top of The World Tour (turnê do topo do mundo). O CD, duplo, foi gravado em 2003, durante a turnê de Home, em 66 shows, sendo que 51 deles tiveram lotação esgotada. A turnê estabeleceu um novo recorde nos Estados Unidos, com mais de 867 mil ingressos vendidos nos primeiros dias, batendo nomes Madonna, Rolling Stones e *NSYNC, entre outros.

Grupo ainda sente retaliações do passado

Top of World Tour marca a reconciliação das Dixie Chicks – inicialmente chamadas de Dixie Chiken, quando o grupo ainda era composto apenas por Martie e Emily – com seu público, que quase as abandonara em março de 2003, após Natalie dizer, durante um show em Londres, que sentia vergonha de o presidente George W. Bush, na época ainda ameaçando entrar em guerra com o Iraque, ter nascido no mesmo estado que ela. A declaração gerou um mal-estar instantâneo nos Estados Unidos: elas foram vaiadas no Academy of Country Music Awards, fãs pediram para tirar as músicas do grupo das rádios e alguns, mais exaltados, chegaram a quebrar CDs do trio publicamente. As três acabaram até posando seminuas para uma revista semanal de entretenimento americana, como forma de protesto, pintando em seus corpos rótulos que receberam, como “opinativas”, “traidoras” e “anjos de Saddam”.
“Senti uma falta de compaixão pelas pessoas que estão questionando a guerra, pelos que morrem dos dois lados”, disse, na época, a cantora Natalie, que viu naquele momento a queda das vendas dos discos do grupo e até recebeu ameaças de morte, ao lado das outras integrantes da banda.
O episódio é sentido em dois momentos do disco ao vivo. Primeiro, na música Truth No. 2 (gravada originalmente em Home), na qual Natalie faz um prelúdio falando da importância do voto (que nos Estados Unidos não é obrigatório), deixando implícita a sua insatisfação com Bush. “Nós são sabíamos sobre o que essa música falava, mas descobrimos há pouco tempo exatamente o que ela quer dizer. Quero incentivar as pessoas a votar, porque descobrimos que o voto é a melhor maneira de expressar sua opinião. Essa canção é sobre liberdade de expressão e a importância de possuir uma voz”, afirma a cantora, que diz na música “Você não gosta do som da verdade / Vindo da minha boca / Você diz que eu não tenho provas / Bem, baby, isso pode ser verdade / Eu posso chegar ao fim da minha vida / Descobrir que todo mundo estava mentindo / Não acho que eu tenha mais medo / De dizer que eu prefiro morrer tentando”.
Mais tarde, depois de cantar o sucesso Wide Open Spaces – acompanhado em coro pela multidão – Natalie fala, ironicamente, que disseram a ela que o público não iria. “Mas nós sabíamos que vocês viriam. Vocês são os melhores fãs do mundo”, diz a cantora, dando a entender que as pendengas com os fãs terminaram de vez.
No entanto, apesar do sucesso que foi a turnê de Home, o disco ao vivo ainda não emplacou. No final de fevereiro, o CD aparecia apenas no 12º lugar do Top 20 Country da Billboard, e não figurava no Top 100. Também não havia músicas do grupo nas 20 primeiras posições do Hot Country Singles and Tracks. Talvez ainda sejam os efeitos do  passado, mas, com a nova turnê e o marketing em torno do CD ao vivo, o trio tem tudo para apagar de vez a má imagem, já que faz um som ótimo, misturando o country tradicional a rock, pop e muita atitude. Vale a pena conferir músicas como as agitadas Some Days You Gotta Dance, Long Time Gone e Sin Wagon, lembrando nomes como Willie Nelson e Alan Jackson; a excelente instrumental Lil’ Jack Slade; as baladas Travelin’ Soldier, Cowboy Take Me Away, Godspeed (Sweet Dreams), Landslide e Top of The World, com um belíssimo solo de violino, e a releitura de Mississippi, de Bob Dylan. O trio merece o topo do mundo.


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