Busca

O UNIVERSO MUSICAL
Quem Somos
Expediente
Cadastro
Publicidade
Fale Conosco
LINKS EXTERNOS
Blog
Universo Produções
Site Marcos Bin
Orkut
MySpace
Enquete
Você é a favor do ensino obrigatório de música nas escolas, como defendem alguns artistas? Acesse nosso blog e dê sua opinião!
  Marcos Sacramento regrava sambas dos anos 30 aos 50

Sem ter o apoio de grandes rádios, o cantor Marcos Sacramento tem feito shows de lançamento de seu novo CD, Memorável Samba, em casas noturnas da Lapa, no Rio
Galeria de fotos
Que o samba tem várias vertentes, todo mundo sabe. Três delas, apenas, têm espaço garantido nas rádios: o partido-alto, estilo Zeca Pagodinho e Dudu Nobre; o samba dolente, como o de Jorge Aragão e Alcione; e o pagode romântico, de grupos como Exaltasamba e Sorriso Maroto. As outras faces do gênero sobrevivem no circuito off-radio graças, principalmente, a uma juventude interessada em revirar o riquíssimo baú da música brasileira, em grandes centros como Rio, São Paulo e Brasília.
No Rio, o samba “não-comercial” encontra guarida nas ruas da boêmia Lapa, onde artistas conhecidos e desconhecidos lotam casas de shows ou antiquários adaptados mantendo viva a tradição do samba e do choro, especialmente aqueles dos grandes mestres, como Assis Valente, Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso, Mário Reis, Ataulfo Alves e muitos outros.
E foi exatamente a Lapa (onde mais?) que o carioca Marcos Sacramento escolheu para lançar seu novo CD, Memorável Samba (Biscoito Fino). Primeiro foi no tradicional Rio Scenarium, no dia 7 de fevereiro, onde mais de 600 pessoas superlotaram a casa. Na semana seguinte, Marcos andou apenas alguns metros para tocar no vizinho Armazém 161, um antiquário bem menor que o Rio Scenaruim, mas muito simpático: no ambiente, lustres antigos de todos os modelos e cores, instrumentos musicais e reportagens de jornais brasileiros e franceses nas paredes exaltando o novo disco do cantor (Marcos passou uma temporada no final de 2003 na França, fazendo um pré-lançamento do CD). “Ele é maravilhoso. Tem um repertório de muito bom gosto”, disse o jornalista Luis Monteiro, que sambou a noite toda acompanhado da designer Gisela Pinheiro.
O tal repertório a que Luis se refere é de sambas, sambas-choros, sambas-canções e sambas-de-breque dos anos 30 a 50, de nomes como Noel Rosa, Herivelto Martins, Wilson Batista, Assis Valente, Nelson Cavaquinho e Ataulfo Alves. Com 13 faixas, Memorável Samba faz jus ao nome: o disco é simplesmente fenomenal, trazendo participações de feras como Marcos Nimrichter (acordeom), Grupo Água de Moringa, Jessé Sadoc (trompete) e a dupla Zé da Velha e Silvério Pontes (trompete e trombone, respectivamente), entre outros, além, é claro, da ótima interpretação de Marcos Sacramento.
No palco, o repertório cresce ainda mais, com Marcos interpretando com a alma as canções e acrescentando outras pérolas da época, como Meu Lamento (Ataulfo Alves e Jacob do Bandolim), Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves e Paulo Gesta), Duas Horas da Manhã (Nelson Cavaquinho), Mensagem (Cicero Nunes e Aldo Cabral) e Cai Dentro (Baden Powell e Paulo César Pinheiro). Assim como Luis e Gisela, dezenas de casais sambaram madrugada adentro. “O rádio faz falta, mas nem só de rádio vive o artista”, disse Marcos Sacramento, ao final do show, como se desconstruísse o conceito de sucesso.

Pobreza ou resgate?

Parece uma tendência entre os nomes da MPB regravar, em seus discos, músicas antigas. Como Sacramento, Gal Costa fez um disco inteiro com canções do início do século passado. Em Todas As Coisas E Eu, a cantora baiana recria clássicos dos anos 20 aos 50, repetindo, inclusive, alguns compositores gravados por Marcos, como Herivelto Martins, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa.
Em seu novíssimo CD, Da Noite pro Dia, Jorge Aragão mistura a inéditas regravações como Chupando Gelo (Edésio Deda), sucesso forrozeiro dos anos 50, e a indefectível Volta por Cima, de Paulo Vanzolini, sucesso com o sambista Noite Ilustrada nos anos 60 (a música é da década de 50). Seria isso uma indicação de que a música brasileira feita hoje é pobre?
“Não há pobreza no presente”, acredita Marcos. “Há muito lixo, muito mais do que antes. Mas o interesse pelo passado sempre existiu. O Brasil é riquíssimo, e o que foi feito na Época de Ouro da música brasileira é uma fonte inesgotável de pedras preciosas.” Memorável Samba é um dos melhores exemplos de que Marcos está certo.


Veja mais:


  Interesse por sambas antigos vem desde a infância
   Disco:  Memorável Samba
     Ficha técnica, faixas e compositores



 
Graça Music anuncia novidades à imprensa

Grupo Toque no Altar nos Estados Unidos

Metade do Pink Floyd em disco ao vivo de David Gilmour

Oasis mantém o (bom) padrão com Dig Out Your Soul
 
Confira outras matérias
desta seção
 

 

       

 
 
Copyright 2002-2008 | Universo Musical.
É proibida a reprodução deste conteúdo sem autorização escrita ou citação da fonte.
 
Efrata Music Editora Marcos Goes Marcelo Nascimento Dupla Os Levitas Universo Produções