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  Celso Viáfora lança 6º disco reafirmando parceria com Ivan Lins

www.celsoviafora.com.br
Celso Viáfora com as crianças carentes do Barracão dos Sonhos de Paraisópolis. Elas fazem parte de um projeto social do percussionista Dinho Rodrigues que é apoiado pelo cantor
Em janeiro, Ivan Lins fez uma temporada no Teatro Rival, no Rio, comemorando os 30 anos de amizade com Vitor Martins e anunciando o retorno da parceria com o letrista, com quem compôs seus maiores sucessos, principalmente nos anos 70 e 80, como Abre Alas, Vitoriosa, Lembra de Mim e Meu País, entre outras. Entre 1995 e 2003, tempo em que a dupla praticamente não compôs junta, Ivan Lins encontrou no paulistano Celso Viáfora um de seus principais parceiros. Viáfora participou ativamente dos três mais recentes CDs de Ivan, A Quem Me Faz Feliz (2002), Jobiniando (2001) e A Cor do Pôr-do-Sol (2000), principalmente deste último, com três composições em parceria. Entre elas, Emoldurada, que chegou a fazer certo sucesso nas rádios.
Curiosamente, no momento em que Ivan Lins anuncia o retorno de sua principal parceria, Celso Viáfora lança um disco no qual a presença de Ivan é marcante. O cantor participa de quatro das 14 faixas de Palavra! (Jam Music), sexto álbum de Viáfora: os dois assinam juntos Rio de Maio, Nada sem Você, Veneziana e Atlântida. Em Rio de Maio, que já havia sido gravada em Jobiniando, Ivan divide os vocais com Celso, em faixa que ainda conta com o violão de Roberto Menescal. Ivan também canta na bela Atlântida, além de tocar teclado e ser responsável pelos arranjos de base da canção.

Sambas são destaque

Considerado um dos grandes nomes da nova safra da MPB, Celso Viáfora – que, na verdade, estreou em disco em 86, com Trocando Figurinha, mas só ganhou reconhecimento da crítica ao lançar seu terceiro trabalho, Paixão Candeeira, em 96 – mistura, em Palavra!, samba, romantismo e alguns toques de eletrônica.
Os sambas são os melhores momentos. Dois deles, em especial, são fantásticos, com participações brilhantes: Santo Expedito, com os Demônios da Garoa, e Passarinha, na qual ele divide os vocais com Seu Jorge. Duas músicas que tinham tudo para fazer sucesso nas principais rádios do país, não fossem os velhos e viciados esquemas da indústria fonográfica.
É exatamente um samba que abre o disco. Água do Mar – que ganhou toques eletrônicos de Jay Vaquer, produtor de Palavra! – conta com Jane Duboc nos vocais e coro das crianças do Barracão dos Sonhos de Paraisópolis (SP), que participam de um projeto social do percussionista Dinho Rodrigues, apoiado por Viáfora. A meninada volta em Sangue Bom, desta vez também tocando percussão. A faixa conta ainda com a presença das crianças do Boi-Bumbá Mirim Malhadinhos do Guamá, de Belém, também na batucada. A lista dos sambas termina com Crença, que tem os dois pés na África. Além de contar com instrumentos como surdo, atabaque, agogô e tantã, a música traz nos vocais o cantor e dançarino afro-brasileiro Bukassa.
Crença mostra outra característica de
Palavra!: a religiosidade. A letra traz um trecho no dialeto Tibuba, que, traduzido, significa “a casa de Deus é de todos”. Um sincretismo que fica evidente no restante da letra: “A casa do Deus em que acredito / É onde mora Nossa Senhora / Maomé ora com Jesus Cristo / (...) Moisés e Buda colhem flores / Tupã dança para o infinito”.
Já em Deus de Deus, Viáfora mostra seus questionamentos quanto à existência de um Ser Supremo. “Será que Deus também crê / Nas coisas que ele não vê / Será que constrói igrejas no céu? / E sente, assim como eu / Ao contemplar o prazer / A inexplicável presença de Deus?”, dizem os primeiros versos. Além de uma bela letra, a música conta com um arranjo de cordas de arrepiar, feito por Wagner Tiso.

Em Beira do Infinito, que traz a participação do violonista Yamandu Costa, Celso Viáfora faz uma mistura de ritmos que lembra demais Lenine. Eu Amo Sua Filha, que também conta com programações eletrônicas de Jay Vaquer, tem versos curiosos: na música, é como se Celso, constrangido, contasse a um amigo, ou talvez a uma mulher com a qual se relacionasse, que ama a filha dessa pessoa. “Não tome isso como uma coisa pessoal / Nem me ignore como se eu fosse a mobília / Um dia, eu sei, você vai ver que eu sou um cara legal”, diz a letra.
E por falar em amor, o lado romântico de Celso aparece em Nada sem Você e nas belíssimas Veneziana e Atlântida. Três das quatro parcerias dele com Ivan Lins. Ao planejar gravar de novo com Vitor Martins, é bom Ivan não se esquecer de que Celso Viáfora também sabe falar de amor. E muito bem.



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