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  Só faltou Martinho

O Fundo de Quintal recebeu o 1º time do samba na gravação de seu DVD. Entre os convidados, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Sombrinha, que cantaram juntos em Eu Não Quero Mais
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Nos anos 90, os grandes nomes do samba carioca – principalmente os que ganharam fama a partir do Cacique de Ramos, como Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Arlindo Cruz & Sombrinha, Zeca Pagodinho e Almir Guineto, mas também alguns com mais tempo de estrada, como Leci Brandão e Beth Carvalho – encontraram respaldo maior em São Paulo do que em sua terra natal.
Muitos retribuíram essa receptividade. Beth Carvalho e Leci Brandão, por exemplo, que vivem na ponte aérea (Leci, que hoje toca acompanhada do grupo com o sugestivo nome de Sampagode, mora mais em São Paulo do que no Rio), fizeram trabalhos recentes exaltando a Terra da Garoa. Enquanto Beth lançou dois discos apenas com sambas paulistas (gravados inclusive com banda local), Leci gravou seus dois únicos discos ao vivo no Sesc Pompéia.
A história do Fundo de Quintal é semelhante a das sambistas. Nos últimos anos, o grupo, que andou meio sumido no princípio dos anos 90, voltou a fazer sucesso graças principalmente ao público paulista, que lotava seus shows, comprava seus discos e pedia suas músicas nas rádios (os últimos discos do grupo pela BMG tocaram muito mais em São Paulo do que no Rio).
Mas, ao assinar contrato com a Indie Records, o grupo – formado atualmente por Bira (pandeiro), Ubirany (requipe de mão), Sereno (tantã), Cléber Augusto (violão 7 cordas), Ademir (bateria), Mário Serghio (cavaquinho) e Ronaldinho (banjo) – decidiu retomar suas origens e prestigiar o público que, afinal, fez sua fama, freqüentando as rodas de samba do Cacique de Ramos, em meados dos anos 80.

Encontro de bambas

O Fundo de Quintal escolheu o Olimpo, casa de shows da Vila da Penha, subúrbio carioca, para gravar, no dia 16 de fevereiro, seu primeiro DVD, que também virá no formato CD. “O Fundo de Quintal estava com saudade de vocês. Agora estaremos muito mais no Rio, porque estamos numa gravadora que nos respeita. A Indie é responsável por tudo isso”, disse Bira, respondendo à ovação da galera. O público carioca, aliás, correspondeu à iniciativa do grupo, cantando todas as dezenas de músicas e sambando até o fim, sem perder a animação apesar das quatro horas de gravação.
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O maestro Rildo Hora regeu não só a banda, mas também a platéia, garantindo a animação do início ao fim do show
mandado por Rildo Hora – que regeu não só o grupo, como também a platéia – e contando com uma banda de apoio – formada por Carlinhos 7 Cordas, Fernando Merlino, Paulinho Oliveira, Marcos Esguleba, Pirulito, Gordinho, Henrique Cazes, Dirceu Leite e, no coro, Analimar, Cidinha, Patricia Hora e Rixa – o Fundo de Quintal desfilou um rosário de sucessos, dos partidos-altos Só pra Contrariar e O Show Tem Que Continuar até as românticas Amor dos Deuses e Não Tem Menos Semelhante.
O CD, previsto para abril (o DVD ainda não tem prazo de lançamento) se chamará Fundo de Quintal Convida, nos mesmos moldes do disco que Jorge Aragão gravou ano passado pela própria Indie. Só que com uma diferença: enquanto Aragão misturou nomes da MPB como Jorge Vercilo e Emílio Santiago a sambistas tradicionais, como o próprio Fundo de Quintal, o grupo se prendeu à nata do samba. Estavam todos lá: Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Alcione, Beth Carvalho, Leci Brandão, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Dona Ivone Lara e Dudu Nobre. Só faltou Martinho da Vila.
Também como Jorge Aragão, gravar discos ao vivo recentemente não é novidade para o Fundo de Quintal. O grupo fez um CD nesse formato em 2002, gravado no Cacique de Ramos, e outro em 2000, intitulado Simplicidade. Mas, como nenhum dos dois foi registrado em vídeo, o grupo foi convidado pela Indie para gravar um DVD, o que o “obrigou” a reler novamente seus sucessos e repetir muitas das músicas que estavam presentes nos álbuns de 2000 e 2002. Como aconteceu com o Convida de Jorge Aragão – que gravara dois discos ao vivo seguidos, em 1999 e 2000 – é possível que no CD do Fundo entrem as músicas que menos aparecem naqueles discos, enquanto o repertório completo – de 25 faixas, num total de 36 músicas – fique para o DVD. Mesmo assim, segundo a assessoria da Indie, é possível que algumas músicas não entrem nem mesmo no disco audiovisual.


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