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  Martinho da Vila grava seu primeiro DVD em show no Rio

No Canecão, além de cantar os sucessos registrados em Conexões, Martinho da Vila lembrou de clássicos como Apaga O Fogo Mané, de Adoniran Barbosa
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Em recente entrevista, Jorge Aragão confidenciou que, entre as gravadoras, já se fala no fim do CD. Formato da moda no momento, o DVD, então, passa a assumir a “responsabilidade” de ser o futuro da indústria fonográfica. Por isso, o disquinho audiovisual rompeu barreiras e hoje é gravado por grandes vendedores de discos como Zeca Pagodinho ou por novatos como Maria Rita e Kelly Key. Sambista experiente, Martinho da Vila aderiu ao formato no dia 14 de fevereiro, quando gravou seu primeiro DVD em uma apresentação no Canecão. Na verdade, Martinho fazia uma minitemporada de três dias na casa de espetáculos de Botafogo (de 13 a 15), lançando seu mais recente CD, Conexões (MZA), e o único dia registrado foi o segundo.
O UNIVERSO MUSICAL esteve presente no primeiro dia de shows no Canecão, que serviu como um ensaio para a gravação no dia seguinte. As três apresentações, segundo a assessoria de Martinho, foram semelhantes, com a diferença dos convidados especiais. Na sexta, só quem subiu ao palco do Canecão foi Vó Maria, de 92 anos, viúva de Donga – autor do primeiro samba registrado no Brasil, Pelo Telefone – e a cantora mais idosa do país. Vó Maria, ou Maria das Dores da Conceição – que lançou seu primeiro CD apenas em 2003, Maxixe Não É Samba – cantou duas músicas sozinha, as antigas Pergunte ao João, de Helena Silva e Milton Costa, e Mulher de Malandro, de Heitor dos Prazeres. Com Martinho, é claro, dividiu os vocais em Pelo Telefone. No sábado, ela cantou ainda Cabide de Mulambo, de João da Baiana.
No sábado, Simone cantou com Martinho duas músicas que, no dia anterior, ele interpretara sozinho: Danadinho, Danado e Café com Leite. Com o filho, o compositor e percussionista Tunico Ferreira (que já tocou na banda do pai), Martinho cantou Pára de Brincar Comigo, Mulher e Nota de Cem, ambas registradas por Tunico em seu primeiro CD, auto-intitulado, lançado em 2003. Ao cantar Como Você, primeira faixa de trabalho de Conexões, o sambista chamou ao palco um dos autores da música, o comediante Chico Anysio, que contou histórias curiosas sobre a canção. O final foi apoteótico, com a bateria da escola de samba Vila Isabel antecipando em uma semana o Carnaval.

Repertório privilegia músicas de Conexão

No show de sexta, a Vila Isabel foi citada duas vezes por Martinho, principal divulgador da escola mundo afora. Além da música que leva o nome da agremiação (presente em Conexões), ele cantou Feitiço da Vila, clássico de Noel Rosa e Vadico.
No restante do set li
Uma das convidadas do DVD é Vó Maria, viúva de Donga e a mais idosa cantora do Brasil
st, Martinho privilegiou o repertório de Conexões, disco no qual recria seus sucessos vertendo trechos das letras para o francês, de olho no mercado internacional. Assim, Mulheres virou Femmes; Devagar, Devagarinho, Lentement; e os pot-pourris Disritmia/Ex-Amor e O Pequeno Burguês/Canta Canta Minha Gente, Dysrythmie/Ex-Amour e Le Petit Borgoese/Chant Chant Mon Peuple.
Mas Martinho também apresenta novidades, a exemplo da inédita Como Você, sucesso nas rádios; Ó Nega, que ganhou uma roupagem semelhante aos ritmos folclóricos africanos (a música traz a participação da cantora camaronense Sally Nyolo); Boemia, versão em português para a antológica La Boheme, de Jacques Plante e Charles Aznavour; e Chora Carolina (Pleures Carolina), vira português de Roberto Leal e Marcia Lúcia. “Uma conexão não pode ir para a França sem passar por Portugal”, disse Martinho, no show de sexta, cantando ainda Lisboa Menina E Moça, que ele registrara inicialmente no disco Lusofonia, no qual interpretava músicas de países colonizados por Portugal.
Martinho da Vila possui um público fiel na França, mas essa relação está mais para a amizade do que para namoro. Ele comprovou isso ao mostrar, no início do show, uma reportagem do Fantástico (exibida no telão) na época em que ele gravava Conexões em estúdios parisienses. Perguntado pelo repórter se moraria na França, ele não titubeou. “Com certeza”, respondeu. Mas a resposta foi outra quando a pergunta foi: o ano todo? “Ah, aí não. Só de agosto até... (pensou bastante) setembro, meados de outubro. O resto do tempo eu passaria de férias no Brasil”, disse Martinho, para gargalhadas do público.
A relação íntima com a França, que o cantor demonstra no disco, também não aparece no show. Tanto é que a primeira música em que Martinho cita frases na língua de Jacques Chirac é a oitava, Minha Amiga. Mais tarde, ele começa o hit Mulheres lendo a tradução em francês, sobre o sax de Vitor Meireles. Ninguém reconheceu, até que a banda inteira tocasse os famosos primeiros acordes da canção.
No restante do repertório, vale destacar o resgate de Apaga O Fogo Mané, de Adoniran Barbosa, e a ótima Madalena do Jucu, que pôs o Canecão para sambar. É uma pena que, apesar do rápido crescimento em vendas no Brasil, a quantidade de pessoas que possuem aparelhos de DVD ainda não seja comparável ao número de bons lançamentos em música. Se você é um desses privilegiados, terá diversão garantida com o disco de Martinho.


Veja mais:


   Disco:  Conexões
     Ficha técnica, faixas e compositores





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