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  Curta-metragem de Zeca Pagodinho celebra a amizade

Depois de assistir ao filme, Zeca Pagodinho recebeu das mãos da diretora Denise Moraes uma homenagem: uma garrafa de cachaça com a “marca” O Jaqueirão do Zeca
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Zeca Pagodinho tem muitas histórias para contar. Algumas engraçadas, outras emocionantes; umas alegres, outras tristes. Mas nenhuma história, nem mesmo o fato de ser talvez o artista mais popular do Brasil hoje, é tão marcante na vida de Zeca quanto a amizade que ele nutre pelos colegas de profissão, seus velhos parceiros de churrascos e rodas de samba, sejam eles consagrados como Arlindo Cruz ou desconhecidos como Eferson.
E é justamente a amizade o grande protagonista de “O Jaqueirão do Zeca”, curta-metragem idealizado pela jornalista Christina Martins, que trabalhou com o sambista na gravadora Universal. O filme, dirigido por Denise Moraes, será exibido no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro no dia 14 de fevereiro, às 18h, dentro da mostra “Documentando A Música Brasileira”, em cartaz desde o dia 13.
Foi vendo pessoalmente a amizade entre Zeca e os parceiros que Christina inspirou-se para criar o argumento do filme. Ela trabalhou na produção do CD O Quintal do Pagodinho (2000), no qual o cantor dá uma de cicerone, dando espaço para alguns de seus parceiros desconhecidos do grande público mostrarem suas composições. A festa de lançamento do disco aconteceu exatamente em um grande churrasco no sítio de Zeca em Xerém, o Jaqueirão.
“Encontrei-me com a Denise ano passado e tivemos a idéia de fazer um curta juntas. Pensei no tema, e aí me lembrei daquele churrasco no sítio do Zeca. Achamos que daria um bom filme”, diz Christina, que trabalhou também ao lado de Jane Barboza, há anos assessora de imprensa de Zeca e assistente de direção do curta.
Este é o primeiro curta de Denise, que também é jornalista e roteirista. Ela diz que não conhecia Zeca Pagodinho antes das gravações, mas que não demorou muito a se apaixonar por seu jeito bonachão. “As pessoas têm a idéia de que o Zeca é uma pessoa bacana, mas ele é muito mais que isso. Ele abriu as portas do sítio para a gente, mesmo sem saber direito do que se tratava. O Zeca é muito solícito”, derrete-se Denise, que levou oito meses produzindo o filme. A cineasta apenas lamenta que no Brasil não haja um circuito de curtas-metragens. “Mesmo assim, vamos tentar levar o filme para todo o país”, afirma.

Filme foi selecionado em concurso

Filmado em 35mm e com 20 minutos de duração, “O Jaqueirão do Zeca” foi selecionado em um concurso de curtas-metragens realizado pela RioFilme em outubro de 2002. O curta teve uma pré-estréia para convidados no dia 12, com três sessões. Todos os astros da película estavam lá: Zeca Pagodinho e parceiros como Arlindo Cruz, Zé Roberto, Eferson, Serginho Meriti, Trio Calafrio (Marcos Diniz, Barbeirinho e Luiz Grande), entre outros.
Um dos mais empolgados era Zé Roberto, autor do hit Vacilão e de O Penetra, atual faixa de trabalho do último CD de Zeca, Acústico MTV. “Eu nunca apareci nem na televisão, e fui direto para o cinema. É que nem jogador de futebol que vai do juvenil para o profissional, sem passar pelos juniores”, brinca Zé Roberto, há 20 anos amigo de Zeca. “Sempre fui amigo dele, mas só participei de seus quatro últimos discos. Para mim é satisfatório fazer sozinho música e letra e ver minha obra virar sucesso na voz de Zeca. Tenho dado sorte com ele.”
Arlindo Cruz, que nem sabia se aparecia no curta, saiu da sessão emocionado. “O filme fala da fidelidade que o Zeca tem conosco, autores”, diz o sambista. Zeca, por sua vez, não foi de muitas palavras. Quase fechado dentro de uma jaqueta – “ele disse que era para se disfarçar”, confidenciou uma amiga – o cantor disse apenas que já tinha assistido ao filme, mas que naquele dia pretendia fazê-lo com mais calma, ou, segundo as próprias palavras dele, “mais devagar”.
O curta começa com Zeca preparando a carne para um churrasco em seu sítio. Aos poucos vão chegando amigos, como Rildo Hora (produtor dos discos do sambista), Dominguinhos do Estácio e Paulão Sete Cordas, e os compositores que Zeca costuma gravar. Durante a comilança, os compositores vão mostrando sua obra. Zé Roberto, por exemplo, canta e toca ao cavaquinho músicas como A Sogra – a primeira gravada por Zeca – Vacilão e Pai Coruja, que provavelmente estará no próximo disco de inéditas do anfitrião.
Os momentos mais engraçados ficam por conta de Eferson, que é um figuraço. Descontraído, ele canta, samba, conta histórias curiosas mas também fala sério ao lembrar que Zeca o socorreu quando ele estava doente e passando necessidade. “Zeca Pagodinho é o irmão que eu não tive”, diz o compositor, que teve a música Hoje é Dia de Festa gravada por Zeca em 97.
Rildo Hora, precavido, revela que sempre leva aos churrascos um gravador. “Pode aparecer aqui um grande compositor que dará a Zeca um sucesso no futuro”, confessa. Já Serginho Meriti, um dos autores do mega-hit Deixa A Vida Me Levar, aparece mostrando a Zeca, em primeira mão, o samba Lá Vai Marola, que mais tarde seria registrado em Acústico MTV. “O Jaqueirão tem axé”, resumiu Serginho.
A parte mais emocionante do filme é a participação de Jamelão, cantando Piano da Mangueira, de Tom Jobim e Chico Buarque. A cena foi aplaudida não só na gravação, como também pelos que assistiam ao curta na cinemateca do MAM.
Após assistir à segunda sessão, Zeca recebeu das mãos de Denise um prêmio: uma garrafa de cachaça “personificada” com a marca Jaqueirão do Zeca, que também foi entregue aos compositores presentes. Zeca ainda prestou uma homenagem ao pai, entregando-lhe uma garrafa e dando-lhe um longo abraço.
Uma festa merecida para um artista que mantém a humildade apesar de tanta popularidade. Fato que podia ser comprovado a alguns metros do MAM, em um daqueles churrasquinhos de rua pós-expediente, onde uma van tocava a altos brados um disco de Zeca Pagodinho. Coincidência? Não, é sucesso mesmo.


Veja mais:


  Confira o dia, horário e a ficha técnica de “O Jaqueirão do Zeca”






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