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  Show com Tira Poeira marca a volta do Farofa Carioca

Divulgação
O grupo Farofa Carioca, que estava parado há dois anos, voltou à ativa no show com o Tira Poeira e promete um novo CD para o final do ano

Por Leisa Ribeiro

Conhecido como os chorões da nova geração, o Tira Poeira faz temporada
no Ballroom, Rio de Janeiro, até 18 de fevereiro, e recebe nomes de várias linhas musicais, como Beth Carvalho, Zélia Duncan, Lenine e Farofa Carioca. O Universo Musical marcou presença no show em que o Farofa Carioca – que está de vocalista novo, Mario Broder (ex-Funk ‘n’ Lata) – participou. As noites ainda contam com a participação de um DJ por semana, como Marcelinho da Lua e Bruno LT, colocando toda a galera pra dançar.
O Tira Poeira é formado Caio Márcio (violão), Henry Lentino (bandolim), Samuel Deoliveira (saxofones), Fábio Nin (violão 7) e Sérgio Krakowski (pandeiro), que, tendo como base o choro, fazem uma incrível mistura de ritmos. A banda nasceu na Lapa, famosa por sua boemia, mais precisamente no bar Semente.
Nos shows no Ballroom, o Tira Poeira – que tem a mesma formação há dois anos – mostra suas inovações musicais. O primeiro CD leva o mesmo nome do grupo e foi lançado pela gravadora Biscoito Fino no início de 2003. São clássicos do choro revitalizados do ponto de vista desses jovens músicos, que ainda contam com a participação de Tereza Cristina e Mariana Bernardes. “O nosso CD é um saldo natural do trabalho que fizemos nas rodas de choro, onde os arranjos, sempre coletivos, foram ganhando forma”, conta Samuel.
No show, além do repertório do disco, tem os solos e tabelinhas instrumentais nas músicas Santa Morena (Jacob do Bandolim), Vê Se Gostas (Waldir Azevedo), Caminhando (Nelson Cavaquinho), Delicado (Pixinguinha e Nourival Bahia) e também em Atrás da Porta (Chico Buarque).
Os novos chorões, apesar de pouco tempo de estrada, já têm uma história de sucesso que envolve uma apresentação no Tim Festival, onde dividiram a noite com Henry Butler e o grupo Gotan Project, e casas lotadas, como o Teatro Leblon e o Paço Imperial. Com sua diferente releitura do tradicional choro – que envolve a incorporação de instrumentos eletrificados, efeitos e improvisos de inspiração jazzística, misturados com o jongo, o choro, o xote, o hip hop, o reggae e o samba – o grupo sempre deixa um gostinho de quero por onde quer que passe.
Para quem se pergunta de onde vem esse nome tão original, Fábio faz questão de esclarecer a escolha. “Tira Poeira é um antigo choro de Sátiro Bilhar. As pessoas pensam que o nome tem a ver com a imagem de tirar poeira de coisas antigas, mas não é isso. Pensamos no nome de um choro e escolhemos este, do repertório de Jacob do Bandolim”, conta.
A banda vem colhendo bons frutos desta parceria inovadora. O quinteto está terminando de gravar um clipe que deve ser lançado depois do carnaval, e em breve fará uma participação na gravação do DVD de Maria Bethânia. Mesmo com tudo isso, ainda sobra tempo para pensar no próximo trabalho, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano. “Estamos pensando em outras ondas”, faz mistério Samuel. “Nós estávamos muito apreensivos no início, mas a velha guarda do choro adorou o nosso trabalho. Acho que é porque as músicas que tocamos têm cem anos, e nós as ligamos ao que vivemos no Brasil atualmente”, afirma Fábio.
Considerado genuinamente carioca, o choro ainda não é apoiado por todos segmentos de rádio, mas existe um público crescente, inclusive entre os jovens, que comparece em massa às apresentações do gênero. O Tira Poeira faz parte dessa nova geração de fãs do choro. Samuel conta que os integrantes da banda se conheceram exatamente quando buscavam conhecer mais a fundo esse tipo de música. “Foi muita sorte nossa ter encontrado o choro. Acho que nos escolhemos”, afirma ele, que estudou piano quando criança, em sua Florianópolis natal, e tinha a pretensão de se tornar concertista quando entrou para a banda do colégio como trompetista e depois saxofonista.
Já Sérgio iniciou sua carreira na flauta transversa e dedicou-se à música barroca por um bom tempo. Caio é o único que nasceu e cresceu no meio de músicos, filho de Paulo Sérgio e da pianista Fernanda Chaves Canaud. Fábio é carioca como Caio e Sérgio. Ele é sobrinho do sete cordas Paulo Nin, e por isso teve oportunidade de freqüentar rodas de samba e choro. Henry é de Porto Alegre e tocou surdo com um grupo em festas até chegar à Lapa.

Novo CD do Farofa sairá até o fim do ano

O Farofa Carioca está de volta após quase dois anos parado. O grupo, que agitou vários verões e carnavais do Rio de Janeiro, está de vocalista novo, Mário Broder, que foi apresentado ao público no show com o Tira Poeira. “Eu já conhecia o Farofa, mas estava pensando em seguir carreira solo. Daí pintou o convite, e como temos muita coisa em comum, resolvi topar”, conta Mário, minutos antes do show.
Além de Mário Broder, ex-vocalista do Funk ‘n’ Lata, a nova formação do Farofa Carioca conta com Cassius (bateria), Sergio Granha (baixo), Caesar Barbosa (guitarra), Walmir Ribeiro (cavaquinho), Wellington Coelho (percussão), Sandro Márcio (tantã e voz), Carlos Moura (trombone), Levi Chaves (sax) e Bubu (trompete).
Dentro do repertório que cantaram no show estavam A Lei da Bala (Gabriel Moura, Seu Jorge, Jovi e Sandrinho) e Timbó (Ramon Russo), além de Doidinha (Fernando Moura, Carlos Negreiros, Gabriel Moura e Jovi Joviniano) e Jacaré (Seu Jorge e Sérgio Granha), que fazem parte da trilha sonora do filme “Sexo, Amor e Traição”, de Jorge Fernando.

Para Sérgio, a banda amadureceu muito neste tempo em que esteve parada e aprendeu com os erros cometidos no passado. “Estamos em negociação com algumas gravadoras. O nosso CD deve sair até o fim do ano, mas ainda não quero dizer nomes.”
Animados com a participação no show, eles resumem essa oportunidade como um encontro bacana. “Misturar elementos populares é enriquecedor para a música brasileira, e a ousadia do Tira Poeira merece aplausos”, diz o novo vocalista.

 
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