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  Uma jóia a ser lapidada

Maria Rita já fez vários shows da turnê de seu primeiro disco no Rio. Desta vez, no entanto, ela veio com duas novidades: a barriga de grávida e 350 mil discos vendidos no currículo
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Maria Rita no Rio não é novidade. Paulistana, a cantora fez um show único de pré-temporada no Canecão, numa segunda-feira, assim que lançou seu primeiro disco, auto-intitulado. Na época, o marketing da gravadora Warner era muito forte, com direito a show na TV Globo após o Fantástico. Resultado: casa lotada e 100 mil cópias vendidas em apenas uma semana. O disco de ouro Maria Rita recebeu, com surpresa, naquele dia, no palco. Depois, ela voltou à casa de shows de Botafogo para mais três espetáculos, concorridíssimos.
A partir daí, começou um caso de amor com o Rio. “Vivo na ponte aérea”, disse Maria Rita, na coletiva de lançamento do disco. A cantora ainda fez um pocket show para jornalistas numa loja de CDs do Rio, cantou com Lenine na Praia de Copacabana e fez seu début no Claro Hall, a maior casa da cidade, em duas disputadas noites.
Nos dias 6 e 7 de fevereiro, Maria Rita voltou ao Claro Hall, após lotar espetáculos em todo o Brasil. Desta vez, além da barriga, fruto da gravidez, ela contava no currículo com 500 mil cópias vendidas de seu disco, que já estourou as faixas A Festa (Milton Nascimento) e Cara Valente (Marcelo Camelo). “É, mais uma vez no Rio de Janeiro. Estou construindo uma historinha aqui – vou e volto, vou e volto. Quem sabe um dia eu não fico de vez?”, disse Maria Rita, no show do dia 6.
Como o UNIVERSO MUSICAL não pôde estar presente nas oportunidades anteriores, fizemos questão de assistir a esse show daquela que já foi considerada, exageradamente, a “salvação do MPB”. Tudo para constatar o que todo mundo já sabe: a incrível semelhança de Maria Rita com a mãe, Elis Regina, tanto na voz (o que já podia ser percebido no CD, e fica mais evidente no show) quanto nos gestos. Mas também deu para perceber as diferenças, que são muitas, até maiores que as semelhanças.
Maria Rita não deve tentar soar parecida com a mãe, principalmente no repertório e nos arranjos das canções, mesmo porque a semelhança física e gestual já é evidente. Mas, filha de quem é, e em vista de tudo o que se espera dela, Maria Rita deixa a desejar. Não só ela, como a banda, de formação jazzística, composta por Thiago Costa (piano e teclado), Silvinho Mazzuca (baixo), Da Lua (percussão) e Marco da Costa (bateria).
A banda é ótima, os arranjos são elaborados, mas tudo soa perfeito demais, quadrado. Falta improviso, ou, para ser mais preciso, ousadia. Nenhum dos músicos faz um solo sequer. O único que se sobressai, que “solta mais a mão”, é o pianista Thiago Costa, mesmo assim discretamente, aquém do que se espera de uma banda de jazz, que tem como uma de suas características principais o improviso.
A falta de ousadia se estende também a Maria Rita. Que ela é uma excelente cantora todo mundo sabe. É simpática, brinca sempre com a platéia, tem carisma, ensaia alguns passos, mas, apesar de tudo isso, parece tímida, principalmente na hora de soltar a voz. Maria Rita poderia – ela tem capacidade – de fazer extensões vocais, relaxar mais. Como a mãe fazia, e outras cantoras realmente boas ainda fazem.

Cantora cresce quando canta samba

Maria Rita optou, em seu primeiro CD, por músicas intimistas, o que se reflete no show – a iluminação é escura o tempo todo e, quando ela canta acompanhada somente do piano, dá para ouvir, do camarote, uma agulha caindo no meio da platéia. Mas é nas poucas vezes em que flerta com o samba que a cantora mais se parece mais com a mãe. Lavadeira do Rio, de Lenine e Braulio Tavares; Conta Outra, de Edu Tedeski, que não entrou no disco, mas, segundo Maria Rita, estará no próximo; e Cara Valente não são exatamente sambas, mas a banda adapta para o gênero alguns trechos das canções.
É quando Maria Rita cresce no palco, sua voz se mostra mais poderosa e quando ela prova que, com um repertório melhor e mais desinibição (o que virá naturalmente com o tempo) ela poderá chegar ao posto de melhor cantora do Brasil, o que ainda é precipitado dizer, apesar de alguns críticos e fãs mais empolgados.
E por falar em repertório, Maria Rita precisa escolher um para os shows. Quando um artista tem apenas um CD e inicia uma turnê, é natural interpretar músicas de seus ídolos. A filha de Elis, no entanto, canta apenas três: além de Conta Outra, Todo Carnaval Tem Seu Fim, do Los Hermanos, e Tristesse, de Milton Nascimento, que ambos já haviam cantado juntos naquela primeira noite no Canecão. No mais, são as 13 músicas do disco mais uma das duas faixas-bônus disponíveis para quem compra o CD original (que podem ser conseguidas pela internet), com duas repetições no bis. Maria Rita poderia se inspirar, por exemplo, em Jorge Vercilo, que, na turnê de Leve – seu 3º CD, mas o primeiro a fazer sucesso – interpretava um sensacional pot-pourri com clássicos da MPB, somente ao violão, de forma divertida e inusitada.
A sensação, no final do show, é de decepção, mas também de esperança de que essa jóia seja lapidada e vire algo muito valioso em um futuro próximo.


Veja mais:


  Emoção e bom humor no show de Maria Rita no Rio






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