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  Sandra de Sá grava primeiro disco ao vivo em quase 24 anos de carreira

Divulgação
Para Sandra de Sá, o clima da gravação do CD e DVD ao vivo foi como o de um show qualquer de uma turnê. “O que gravamos na Universal foi o mesmo que fazemos na estrada”, disse a cantora
Sandra de Sá é um exemplo raro na música brasileira. Em 2002, quando lançou o CD Pare, Olhe, Escute, em que relia os sucessos da Motown, a cantora completou 22 anos de carreira e 14 discos lançados sem nunca ter feito um registro ao vivo. O que só aconteceu em outubro de 2003, quando Sandra gravou, na sede da Universal, no Rio, o CD e DVD Música Preta Brasileira, numa parceria com o canal a cabo Multishow.
Não que a cantora não tivesse tentado antes. Em coletiva no Rio, Sandra contou que há pelo menos 15 anos batalha junto às gravadoras para fazer um disco nesse formato. “Já tive muito arranca-rabo com gravadora, já rescindi muito contrato por causa disso. Foi bom gravar agora porque a tecnologia de hoje é muito melhor. Mas muita gente veio depois de mim e já gravou discos ao vivo. Eu achava isso uma sacanagem”, brincou a sempre bem-humorada cantora, garantindo que o clima da gravação, que não foi aberta à imprensa, foi como o de um show qualquer de uma turnê. “Não chamei a imprensa porque queria um clima de show. E isso acabou acontecendo. O que gravamos na Universal foi o mesmo que fazemos na estrada. São músicas que canto desde que foram gravadas, que não podem faltar. E os músicos são os mesmos que me acompanham há anos.”
Ao contrário de muitos artistas que gravam discos ao vivo, Sandra de Sá conseguiu fazer uma boa compilação de seus sucessos, sem deixar de fora “aquela” música que o público tanto gosta. Estão todas lá: Joga Fora (que abre o CD de forma frenética, com os metais ditando o ritmo), Bye-Bye Tristeza, Retratos E Canções, Olhos Coloridos, Soul de Verão (Fame), Solidão e outras, num total de 18 músicas. O DVD, que será lançado em abril, junto com o início da turnê, trará duas faixas a mais: o pot-pourri Chove Chuva/Filho Maravilha e Guarda Minha Voz. “Creio que conseguimos deixar a essência da minha carreira nesse disco”, define Sandra, afirmando que não teve que refazer um “a” da voz em estúdio.
Um dos sucessos relembrados pela cantora, Sozinha (versão feminina de Sozinho, de Peninha), guarda uma história divertida. Perguntada como foi regravar a música agora, depois de tanta gente – Caetano Veloso, cuja versão estourou nacionalmente, Tim Maia, José Augusto e outros – ela riu, dizendo que o fato é curioso, já que hoje a canção não é mais considerada brega, como na época de sua gravação original. Sandra contou que Tim Maia só registrou a música depois de ouvir sua versão. “Ele me ligou dizendo: ‘oh, Sandra, essa p... é sucesso. Vou gravar também!’”, disse ela, imitando a voz grave do síndico.

Projeto renderá terceira temporada

Sandra de Sá gravou também duas músicas de seu último CD de estúdio, Pare, Olhe, Escute: Qual É (What’s Going On) e Nada Mais (Lately). O disco, que marcou sua estréia na Universal, é ótimo, trazendo belas versões para clássicos da black music americana (e contando inclusive com a participação do ícone Smokey Robinson), mas não obteve grande repercussão. A cantora preferiu não culpar sua gravadora por causa disso. “Hoje em dia não dá para ficar esperando demais. Temos que nos conscientizar de que, com essa crise, ou todo mundo se junta em prol do bem comum ou vai cada um para um lado. Não dá para ficar procurando porquês. Sei que fiz o melhor que pude, e tenho certeza de que aquele disco foi o pontapé inicial para o Música Preta Brasileira”, disse Sandra, referindo-se ao projeto que mantém há quase dois anos com Zé Ricardo e Tony Garrido.
Com eles, Sandra já fez duas temporadas de shows Brasil afora: uma relendo as músicas do disco Imunização Racional, de Tim Maia, e a outra interpretando as canções de Tábua de Esmeraldas, de Jorge Benjor, ainda em turnê. A cantora adianta que uma terceira temporada está por vir. “Pensamos em cantar as músicas do disco Alegria, Alegria 1, do Wilson Simonal. Quem sabe depois disso não fazemos uma compilação das três temporadas e não gravamos um CD?”
A primeira música de trabalho do novo disco é exatamente uma parceria de Sandra com Zé Ricardo, a inédita Com Você Tudo Fica Melhor. “Estou feliz de ter uma música com o Zé neste disco, depois de tantos anos de parceria”, afirmou Sandra. Outras duas faixas de destaque do CD são as releituras de Enredo do Meu Samba, de Jorge Aragão e Dona Yvone Lara, que ela já havia gravado, mas desta vez em uma versão mais pop do que samba; e As Dores do Mundo, em leitura parecida com a original de Hyldon.
Flamenguista roxa – no making of do DVD, exibido antes da entrevista, Sandra conta que suas guitarras têm nomes de ex-craques rubro-negros como Júnior, Zico e Athirson – a cantora só não se mostra feliz quando pensa na possibilidade de seu filho, ator e jogador de basquete, jogar no arqui-rival Vasco. “Não sei o que ia ser de mim. Não me imagino torcendo pelo Vasco. Seria uma decepção. Mas eu ofereceria o dobro do salário que o Vasco iria pagar para ele ir jogar no Olaria!”, brincou Sandra, com um olhar semelhante ao daqueles adolescentes apaixonados pelo clube de coração. No palco, ela também parece uma adolescente.


Veja mais:


  Amigos e parceiros participam do disco
   Disco:  Música Preta Brasileira – Sandra de Sá Ao Vivo
     Ficha técnica, faixas e compositores

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