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  Ara Ketu dá início à série de ensaios de pré-carnaval no Rio

No Claro Hall, Tatau e Luka cantaram Mal Acostumado, bela canção do Ara Ketu, e Tô Nem Aí, maior sucesso da cantora
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Em um gênero em plena decadência e muito repetitivo – são sempre discos ao vivo, trazendo letras de rimas pobres, repletas de ‘mainhas’, painhos’ e outros ‘inhos’ e ‘inhas’ – o Ara Ketu é, ao lado de Ivete Sangalo, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Timbalada, Olodum e poucos outros, uma exceção e um exemplo de qualidade artística dentro da chamada axé music. O grupo é perfeito nas conversões de percussão, possui um naipe de metais de tirar o fôlego, uma guitarra com doses roqueiras, melodias elaboradas e letras inteligentes, sejam nas canções de clima festivo (como Pipoca) ou nas românticas (o que dizer da linda Mal Acostumado, gravada até por Simone?).
Portanto, show do Ara Ketu – seja em casa de espetáculos, em micaretas ou trios elétricos – é garantia de uma boa festa e um ótimo programa. Embora alguns blocos cariocas já mostrem suas caras, pode-se dizer que o grupo comandado por Tatau inaugurou oficialmente o carnaval do Rio de Janeiro com o show que fez no dia 28 de janeiro, no Claro Hall. Na verdade, tratou-se do tradicional Ensaio do Ara Ketu, que a banda faz há quatro anos um pouco antes da festa de Rei Momo. No Rio, os ensaios acontecerão ainda em todas as quartas-feiras de fevereiro (4, 11 e 18).
No show, o Ara Ketu misturou velhos sucessos a releituras do samba, da MPB e do axé, além de mostrar algumas inéditas de seu mais recente álbum, Obrigado A Você (que não é ao vivo!!!). Embora o público não tenha lotado a casa, a empolgação foi total nas quase duas horas de show.
O momento mais interessante foi quando Tatau chamou ao palco a cantora Luka, grande revelação de 2003. Eles cantaram duas músicas especiais: Mal Acostumado, talvez a melhor canção do Ara Ketu, e Tô Nem Aí, maior (e único) sucesso de Luka, numa versão axé que não deixou nada a desejar à gravação dançante original.
“Eles já me chamaram duas vezes para participar dos ensaios. Na primeira, eu estava doente. Na segunda, tive que fazer uma gravação no mesmo dia. Parecia vodu. Nem acredito que estou participando de um ensaio do Ara Ketu. Finalmente!”, vibrou a simpática Luka, desejando um feliz carnaval para o público. Natural, já que, embora ainda fosse 28 de janeiro, o clima era de 24 de fevereiro.

Grupo toca duas músicas do novo disco

O Ara Ketu começou o show com Carta Branca, primeira faixa de trabalho de seu mais recente CD, Obrigado A Você, o 11º de sua carreira, lançado em setembro de 2003 pela Sony. A música, romântica, não está na lista das melhores do grupo – a letra é muito melosa, lembrando aqueles dramalhões sertanejos. Beira o brega, mas está na boca do povo: a galera cantou junto o tempo inteiro, e a música foi escolhida para também encerrar o show.
Do novo disco, o Ara Ketu cantou apenas mais uma música: Vou Jogar, bem melhor que Carta Branca. Poderia ter mostrado outras, como a interessante releitura em axé do forró Eu Só Quero Um Xodó, clássico de Dominguinhos.
Mas os baianos preferiram jogar pra galera, cantando seus principais sucessos: Avisa A Vizinha (Vixe Maria), Ara Ketu Bom Demais, Amantes, Cobertor, Fanfarra e Pipoca. Festa total.
No restante do repertório, o grupo fez releituras. Algumas já previsíveis, de sucessos do axé, outras inusitadas. No primeiro time, Ivete Sangalo foi a mais lembrada. De seu ex-grupo, a Banda Eva, o Ara Ketu interpretou Arerê e Eva; de sua carreira solo, o atual sucesso, Sorte Grande, que literalmente levantou poeira. Do Chiclete com Banana e do Ásia de Águia foi uma de cada: Diga Que Valeu e Dança do Vampiro, respectivamente. Tatau e cia. também lembraram de uma das primeiras-damas do axé, Margareth Menezes, em Dandalunda, bem como de Netinho, na manjada Prefixo de Verão. Mas a releitura mais óbvia foi Amor Perfeito, famosa com Roberto Carlos, que parece uma obsessão para as bandas de axé. No mínimo, três já gravaram a música: Batom na Cueca, Babado Novo e Chiclete com Banana.
Na hora de homenagear Carlinhos Brown, o grupo proporcionou um dos momentos mais empolgantes do show. Depois de A Latinha, o trompetista Ramilson Reis tocou o hino do Flamengo, que levou o Claro Hall ao delírio.
O clima continuou quente quando o Ara Ketu resolveu fugir um pouco de sua praia. O grupo verteu para o axé um hit do samba e outro da MPB: Deixa A Vida Me Levar, do repertório de Zeca Pagodinho, e Você Não Me Ensinou A Te Esquecer, que Fernando Mendes compôs nos anos 80 e voltou a fazer sucesso recentemente com Caetano Veloso. Todo mundo pulou que nem pipoca.
Tatau e cia. não são nada humildes. Mas eles têm razão: o Ara Ketu é bom demais.



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