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  Jovens demais para morrer

Steve Harris, Nicko McBrian, Bruce Dickinson, Dave Murray, Adrian Smith e Jenick Gers. Em coletiva no Rio, o Iron Maiden disse que o Brasil é um país especial para a banda. “O público brasileiro é incrível”, afirmou Bruce
Em tempos de new metal, de bandas como Korn, Limp Bizkit e Creed, que misturam rock e rap, um grupo se mantém no topo do bom e velho heavy metal. Completando 25 anos de carreira, os quase cinqüentões do Iron Maiden estão de volta ao Brasil três anos depois da memorável apresentação no Rock in Rio 3 (que gerou CD e DVD ao vivo), para dois shows: um no Rio, no dia 16 de janeiro, no Claro Hall, e outro em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, no dia 17.
“Nos sentimos como crianças de 45 anos”, disse um animado Bruce Dickinson em entrevista coletiva no Rio, no dia 15. “Gostamos de tocar para os brasileiros. Eles são malucos pela nossa música. Parece que cantamos e eles entendem tudo.”
A primeira vinda da “Donzela de Ferro” ao Brasil foi em 1985, no Rock in Rio 1. Foi quando começou uma paixão recíproca. De lá para cá, a banda britânica aportou em terras tupiniquins outras cinco vezes, sempre lotando estádios – no Rock in Rio 3, eles tocaram para 150 mil pessoas – e vendo seu público ser renovado, a despeito dos que dizem que o heavy metal morreu. Em sua careira solo, que durou de 93 a 99, Bruce apareceu por aqui três vezes. Em uma delas, gravou o disco ao vivo Scream for Me Brazil.
E por falar em morte, desta vez o sexteto – formado ainda por Steve Harris (baixo), Dave Murray (guitarra), Janick Gers (guitarra), Adrian Smith (guitarra) e Nicko McBrain (bateria) – veio promover seu 19º álbum, Dance of Death, lançado em setembro pela EMI e aclamado pela crítica como um dos melhores trabalhos do Iron. A turnê começou em outubro, na Europa, e foi vista por mais de 700 mil pessoas. Na coletiva, o grupo garantiu ter trazido ao Brasil toda a parafernália tecnológica que encantou os europeus.
No Rio, a banda Heavenfalls fará o show de abertura, e em São Paulo será a vez do Shaman. Depois do Brasil, o Iron Maiden, que acabou de chegar do Chile e da Argentina, segue com a turnê para o Canadá, os Estados Unidos e o Japão.
Confira abaixo os melhores momentos da bem-humorada coletiva, realizada em um hotel da Zona Sul do Rio. A pergunta em azul foi feita pelo UNIVERSO MUSICAL.


Qual o conceito visual da capa de Dance of Death, já que vocês mudaram o estilo? Vocês não sentem faltam de trabalhar com Derek Riggs, que fazia os desenhos das antigas capas?

Steve: Não temos planos de trabalhar com Derek Riggs. Já não trabalhamos com ele há algum tempo. A capa é diferente porque o álbum também é, seu conceito é diferente.

Janick: O disco tem uma atmosfera diferente, é um novo vibe, e isso caminhou junto com o conceito da banda. É bom mudar as coisas.

Essa é realmente a última turnê brasileira de vocês? Se for, o que a banda está reservando de surpresa para os fãs, já que vocês disseram que o show no Rock in Rio 3 foi um dos melhores que já fizeram?

Bruce: Em primeiro lugar, deixe-me dizer: esta não é a nossa última turnê brasileira. Nós dissemos ano passado que nós diminuiríamos as turnês, mas isso não significa parar. E nós nos referíamos a toda a América do Sul, não somente ao Brasil, pois este é um país muito especial. É um grande lugar, o público é fantástico. Nós adoramos o país. Só gostaria de ficar mais uma semana sem fazer nada. (risos) Quanto ao show, nós temos consciência de o quanto é importante tocar aqui. Nós trouxemos toda a produção européia de Dance of Death. Sei que é comum algumas bandas virem à América do Sul e não trazerem todos os equipamentos, porque fica muito caro. Mas nós trouxemos tudo. Estamos orgulhosos dos nossos shows, eles estão muito bons. Vamos tocar material novo, mas também algumas canções antigas.

Vocês podem adiantar algumas dessas músicas antigas?

Bruce: Não, é surpresa... (risos)

Qual a recordação que vocês têm do show de 85, no primeiro Rock in Rio?

Bruce: Foi a primeira vez que viemos a este país. Pessoalmente, nunca tinha visto uma platéia ficar rodeando o hotel, uma loucura. Nunca tinha visto nada parecido. Foi a primeira vez na minha vida que me senti um rock star.

Nessas duas décadas, vocês já estiveram aqui seis vezes. O Bruce, em carreira solo, já veio três vezes. Como vocês vêem o desenvolvimento do público brasileiro nesses quase 20 anos? Obviamente, amanhã (dia do show no Rio) haverá garotos que nem eram nascidos no Rock in Rio 1...

Steve: Para a gente o público nunca envelhece. Estamos sempre vendo uma garotada nos shows, uma platéia que se renova. Mas é fantástico, como disse o Bruce, ver o público apaixonado por heavy metal. Gosto muito de fazer turnês, e quando estou no palco tenho essa sensação de que o público não envelhece.

Vocês pretendem fazer outros álbuns de estúdio gravando todos os mesmo tempo, como foi em Dance of Death?

Dave: Com certeza. No futuro terão outros álbuns assim. Temos muito material que foi deixado de fora desse disco. Temos uma química muito boa quando estamos juntos, temos facilidade em tocar e coletivamente a coisa funciona muito bem.

No novo disco, em faixas como Paschelade e Montsegur, existe uma pesquisa histórica sobre guerras, fatos reais. O Iron Maiden nunca teve a idéia de fazer um álbum conceitual com relação a guerras, batalhas medievais? Já passou pela cabeça da banda fazer uma ópera-rock, como outros grupos já fizeram?

Steve: Não temos a idéia de fazer um álbum conceitual. Eu e Bruce gostamos muito de História (Bruce é historiador), nós lemos muito sobre o assunto, e às vezes usamos alguns elementos nas composições. Não especificamente guerra, mas qualquer fato histórico que nos seja relevante. Também não temos a intenção de fazer uma ópera-rock.

Vocês foram convidados para tocar no Rock in Rio de Lisboa?

Bruce: Não. Não planejamos tocar em nenhum Rock in Rio que não seja no Rio... (risos)

Vocês já gravaram dois discos ao vivo no Brasil: o do Rock in Rio 3 e um solo do Bruce. Que atmosfera é essa que vocês encontram nos shows no Brasil que favorece a gravação de discos ao vivo? A turnê de Dance of Death pode gerar outro disco ao vivo ou, depois do Rock in Rio, vocês planejam ficar em estúdio durante um bom tempo?

Bruce: Estamos filmando todos os concertos da turnê de Dance of Death. Às vezes temos muito material, às vezes não, mas gravamos cada um dos shows. Pode ser que façamos um DVD, mas aí seria de toda a turnê, não como no Rock in Rio, que foi gravado em apenas um show. Seria um tipo diferente de DVD. Quanto à gravação de discos ao vivo, sim, o Rock in Rio foi extraordinário porque havia muita gente. Foi um de nossos melhores shows, e não podíamos deixar a oportunidade passar. Quanto ao meu álbum solo, eu o gravei aqui simplesmente pelo fato de o público brasileiro ser incrível. Uma das coisas que eu mais gosto no público brasileiro é que as pessoas são bastante entusiásticas, elas ficam loucas quanto tocamos coisas pesadas. Quando se toca aqui, você sente que a platéia está ouvindo e entendendo tudo o que está acontecendo. Para um músico, isso é ótimo.

Como o público de vocês está se renovando, vocês acreditam que essa nova geração é mais violenta que a de antigamente? Vocês assistiram a “Tiros em Columbine”? O que acham desse cenário de violência? O que a música de vocês pode fazer para atrair a atenção dos jovens para outras coisas?

Bruce: Um dos problemas do mundo hoje é que as pessoas têm que amadurecer muito rápido. Há muita pressão sobre os jovens para deixarem a escola, arrumarem um emprego. Quando eu era garoto, eu pude curtir a vida por mais tempo até fazer minhas decisões. Mas eu não acho que as pessoas estão mais violentas por si mesmas. Não acho que as pessoas estão necessariamente mais violentas, continua a mesma coisa. Particularmente na América do Norte, há uma cultura de armas, o que torna possível pessoas que têm problemas pessoais cometerem um ato violento, já que elas têm acesso a armas automáticas. Não tenho idéia do que o Iron Maiden possa fazer para mudar isso.

Janick: Não acho que a música possa mudar coisa alguma. Somos apenas músicos, fazemos as pessoas felizes por algumas horas. Nós podemos apontar o que achamos que está errado na sociedade, mas não acho que a música, nem nenhum músico, possa mudar algo. O que nós podemos fazer às vezes é conscientizar as pessoas sobre as coisas que estão acontecendo, mas não podemos mudar nada. Político mudam as coisas. Somos músicos, não políticos.

Vocês disseram que vêem o público se renovando, sempre jovem. E vocês, depois de 25 anos de carreira, também se sentem rejuvenescidos?

Nicko: Bem que gostaríamos...

Bruce: Nos sentimos como crianças de 45 anos.


Veja mais:


  Iron Maiden: uma breve biografia


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