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  Show histórico marca o reencontro da dupla Ivan Lins e Vitor Martins

Ivan Lins emocionou-se muito no show em que comemorou os 30 anos de parceria com Vitor Martins. A dupla anunciou que voltou a compor junto, e o cantor apresentou uma canção desta nova safra, a bela Voar
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João Bosco e Aldir Blanc, Tom e Vinícius, Ivan Lins e Vitor Martins. Três das muitas duplas de compositores que ajudaram a construir a história da música brasileira. Cada uma a seu modo, com suas particularidades.
Ivan e Vitor, por exemplo, guardam muitas histórias. Histórias que vinham à mente de Ivan Lins a todo momento no show “Abre Alas”, que ele fez no dia 14 de janeiro no Teatro Rival BR, no Rio (em temporada que vai até 31 do mesmo mês), para comemorar 30 anos de parceria. “Essa parceria é uma coisa muito importante em minha vida, e há algum tempo não compomos juntos. Comecei a recordar os bons tempos que vivemos”, disse Ivan, no camarim, após o show, explicando a forte emoção que sentiu no palco.
A dupla, responsável por sucessos como o samba Desesperar Jamais, a sertaneja Bandeira do Divino e a romântica Iluminados, se separou há quase nove anos. Nos anos 90, Ivan e Vitor se tornaram sócios da gravadora Velas. Com a saída do cantor, em 95, a amizade continuou, mas Vitor não encontrava mais tempo para compor.

Noite de emoção

A emoção deu o tom da noite. Ivan, a cada música, respirava fundo e fazia gestos como se tentasse relaxar. “Estou muito emocionado. Esse show é muito especial para mim, pois marca a volta da minha parceria com o poeta paulista Vitor Martins. Estamos começando a escrever novas canções depois de nove anos. Dedico esse disco a ele, que sempre foi um grande amigo e, espero, continue sendo, pois é muito importante em minha vida”, disse Ivan Lins, chorando, depois de cantar as duas primeiras músicas do show, Somos Todos Iguais Esta Noite e Abre Alas, que inaugurou a parceria entre os dois.
O restante do repertório passeou, quase sempre, por grandes sucessos da dupla, cantados em coro pelo público que lotou o Rival na chuvosa noite de quarta-feira. O cantor dividiu algumas partes do show em blocos. No primeiro, ele escolheu três músicas suas e de Vitor gravadas por Elis Regina – Qualquer Dia, Aos Nossos Filhos e Cartomante – representando as várias cantoras que já registraram músicas dos dois. “Ela (Elis) sempre foi muito especial”, disse Ivan, que voltou a chorar no final das três músicas.
Após os sucessos Depois dos Temporais e Meu País, Ivan apresentou a primeira música dessa nova fase da parceria, a bela Voar. Em seguida, o cantor lembrou de uma canção sua com Vitor do início dos anos 80, que não chegou a fazer sucesso no Brasil: Arlequim Desconhecido, que foi inspirada no então sindicalista Lula. “Essa música era uma alegoria sobre a procura por alguém que viesse trazer alegria para o nosso povo novamente. E não é que o cara virou presidente e nos encheu de esperança?”, disse o politizado Ivan, emendando Daquilo Que Eu Sei.
Hora de mais um bloco, dessa vez das canções da dupla escritas no sexo feminino. As escolhidas foram Mudança dos Ventos e Doce Presença. Ivan lembrou ainda as canções de conotação ética e política, cantando Formigueiro, que ele gravou com Tim Maia. Após Lua Soberana, mais uma vez o cantor demonstrou sua emoção. “Estou tenso. É até difícil de cantar”, afirmou.
Outro bloco foi o das canções sertanejas. Segundo Ivan, a maior contribuição de Vitor Martins para a sua carreira foi lhe apresentar para o restante do Brasil. “Na época a minha música era muito urbana. Isso enriqueceu as minha canções, e eu passei a amar ainda mais o meu país”, afirmou o cantor, que começou a seqüência de três músicas com Ituverava, música em homenagem à terra natal de Vitor. “Através dessa música me tornei cidadão ituveravense. Ganhamos até busto na cidade”, comentou o cantor, que seguiu com Guarde nos Olhos, Sertaneja e Bandeira do Divino.
Pausa para alguns sucessos: Ah, Dinorah, Ai Ai Ai Ai Ai Ai, Saindo de Mim, Começar de Novo, Lembra de Mim, A Noite e Novo Tempo. O público, claro, foi ao delírio. Mas o momento mais aplaudido mesmo foi o último bloco, o das canções românticas, com Vieste, Iluminados e Vitoriosa. O show terminou em alto-astral, com o samba Desesperar Jamais.
No intervalo, a platéia cantou Madalena, mas Ivan Lins voltou para o bis com mais romantismo, relembrando o clássico Bilhete. A última música também foi para cima: Antes Que Seja Tarde, encerrando o show com clima de festa. No fim, Ivan não cantou Madalena. Muita gente saiu decepcionada, sem saber que a música é uma parceria de Ivan Lins com Ronaldo Monteiro de Souza. Natural, então, não cantá-la, já que aquela festa era de apenas dois convidados, dois antigos amigos que celebravam a música, o sucesso e a amizade.


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