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  Disco traz a emoção do filme sobre Paulinho da Viola

Reprodução
O momento mais curioso do disco é o encontro de Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho no famoso sítio de Xerém. Zeca canta Conflito, pérola de Marcos Diniz e Barbeirinho do Jacarezinho
Desde que foi criada, a Biscoito Fino ‘namora’ Paulinho da Viola. Se ainda não conseguiu lançar um disco de inéditas do sambista portelense, a gravadora de Olivia Hime e Kati Almeida Braga agora reúne alguns de seus principais sucessos, mais pérolas esquecidas e algumas releituras na trilha sonora do sensacional documentário de Izabel Jaguaribe “Paulinho da Viola – Meu Tempo É Hoje”, que fez sucesso nos cinemas em 2003.
Para alegria da Biscoito Fino, o filme – e, por conseqüência, o disco – traz uma canção inédita, o choro instrumental Um Sarau para Raphael, feito por Paulinho em homenagem ao violonista Raphael Rabello, morto em 95. As demais faixas, em sua maioria, são bem conhecidas do público. O problema é que o disco traz as músicas exatamente como aparecem no filme. Assim, algumas aparecem na íntegra, com três ou quatro minutos, enquanto outras são apenas trechos, com menos de dois minutos. Um exemplo é a canção que abre o CD, Meu Tempo É Hoje, clássico de Wilson Batista e José Batista imortalizado na voz de Paulinho (e que deu origem ao nome do filme), que no disco aparece em uma versão voz-e-violão com apenas um minuto e 20 segundos. Ou a que encerra o disco, Argumento, com menos de 40 segundos.
Mas, para quem viu o filme, o disco traz boas recordações, de momentos que se tornaram imortais. O mais comentado pelos espectadores foi o histórico dueto de Paulinho da Viola e Marisa Monte em Carinhoso, canção que, inclusive, está tocando em algumas rádios. Mas, musicalmente, o encontro mais interessante, apesar de óbvio, é com Elton Medeiros – parceiro de Paulinho desde seu primeiro disco, Minhas Madrugadas, de 1966 – que acompanha o sambista portelense, ao violão, tocando uma caixinha de fósforo, no pot-pourri Injúria/Recado/O Sol Nascerá/Jurar com Lágrimas. Belíssimo.
Um momento emocionante do filme é o encontro de gerações, entre Paulinho, o pai, César Faria (integrante do lendário grupo Época de Ouro), e o filho, João Rabello, no choro Rosinha, Essa Menina. César participa ainda de Chora, Cavaquinho. Também é comovente ver a reverência que a Velha Guarda da Portela – liderada por Monarco, Casquinha, Jair do Cavaco, Argemiro e as pastoras Doca, Eunice e Surica – presta a Paulinho, que inspirou a criação do grupo no começo dos anos 70. Reverência explícita no samba De Paulo da Portela a Paulinho da Viola, que eles cantam, em uma mesa de bar, em pot-pourri com Foi Um Rio Que Passou na Minha Vida, maior sucesso de Paulinho.
Para quem viu o filme, é impossível não rir ao ouvir Conflito, de Marcos Diniz e Barbeirinho do Jacarezinho, na voz de Zeca Pagodinho. A música, além de ter uma letra engraçada, faz lembrar do descontraído encontro de Paulinho com o amigo sambista em seu sítio, em Xerém. Para quem não foi ao cinema, Zeca dá uma idéia de como foi a cena no encerramento da música, quando, após um palavrão, fala: “Só mesmo no cinema”. As participações especiais encerram-se com Amélia Rabello, irmã de Raphael, que canta em Ruas Que Sonhei.
Além de prestar homenagem a Cartola, em Injúria, Pecado e O Sol Nascerá, e a Pixinguinha, em Carinhoso, Paulinho lembra outra grande influência sua: Noel Rosa, na bela releitura de Filosofia. Pedida, no filme, por um dos filhos, que a considera a melhor música do pai, a inesquecível Sinal Fechado também marca presença.
Mas uma pérola quase esquecida do compositor, que no disco dura menos de dois minutos, é a música mais representativa do CD. Trata-se de 14 Anos, na qual Paulinho conta que, nesta idade, seu pai lhe perguntara se ele não queria estudar Filosofia, Medicina ou Engenharia. Para a sorte da música brasileira, esta foi a resposta dele: “A minha aspiração / Era ter um violão / Para me tornar um sambista”.


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