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  Palavrões acústicos

Em seu Acústico MTV, lançado em setembro do ano passado, o Charlie Brown Jr. fugiu do esquema “banquinho-e-violão”. Tanto no CD/DVD quanto nos shows a banda é bastante elétrica
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O Charlie Brown Jr. não pode ser considerado um grupo de new metal. Mas é evidente que a cada disco a banda santista aproxima mais seu punk-rock  do rap. Em seu recente Acústico MTV, gravado em agosto de 2003 em São Paulo e lançado em setembro pela EMI em CD e DVD, essa aproximação atinge o auge. Basta ver alguns dos convidados escolhidos para a gravação do disco, que já vendeu 400 mil cópias.
Em Não É Sério, sucesso do disco Nadando com Os Tubarões (2000), Chorão divide os vocais com a rapper Negra Li, da família RZO (tradicional grupo de rap paulistano), co-autora da música. Do mesmo álbum, o grupo resgata o rap A Banca, que traz a participação de outros integrantes da família RZO: DJ Cia, Helião, Sandrão e Negrútil, todos autores da música ao lado dos integrantes do Charlie Brown e de Sabotage, rapper morto no início do ano passado.
Partindo para uma linha mais pop do rap, Chorão e cia. convidaram Marcelo D2 para a releitura de Samba Makossa, do repertório do Nação Zumbi. Também participam da faixa Daniel Ganja Man (do coletivo de produtores Instituto) e Uruca de Santos. Além disso, o grupo usa e abusa do beat box, mais conhecido como bateria de boca, feito pelo baixista Champignon. Antes do hit Papo Reto, do disco Bocas Ordinárias (2002), eles cantam o rap O Que É da Casa É da Casa (do CD Preço Curto... Prazo Longo, de 1999), repleto dos efeitos vocais. Antes de Como Tudo Deve Ser, de 100% Charlie Brown Jr. (2001), Champignon faz a festa na Vinheta Beat Box II.
Mas o Acústico MTV Charlie Brown Jr. não é só rap. É rock, também, e do pesado, apesar da ausência das guitarras. Ainda falando em convidados, Marcelo Nova recria com Chorão um antigo sucesso de seu grupo, o Camisa de Vênus: Hoje, em uma versão punk. A pegada roqueira rola solta também nos sucessos O Coro Vai Comê!, Charlie Brown Jr. e Proibida pra Mim (todas de Transpiração Contínua Prolongada, de 1997), Tudo pro Alto (de 100% Charlie Brown Jr.) e Tudo Mudar (de Nadando com Os Tubarões).
O disco ainda tem surf music (Quebra-Mar, de 100% Charlie Brown Jr.), baladas (O Preço, de Preço Curto... Prazo Longo, e Só por Uma Noite, de Bocas Oridinárias), reggae e ska (Zoio de Lula, de Preço Curto... Prazo Longo; Tudo O Que Ela Gosta de Escutar e Quinta-Feira, de Transpiração Contínua Prolongada) e samba-rock, na releitura de Oba, Lá Vem Ela, de Jorge Ben Jor.
Tudo isso regado a muitos palavrões, como no final de Hoje, quando Chorão manda um sonoro p.q.p., e na inédita Eu Não Uso Sapato (
“Eu não sei fazer poesia, mas que se f... / Eu odeio gente chique, eu não uso sapato, mas que se f...”). E por falar em inédita, a nova Vícios E Virtudes foi escolhida como primeira faixa de trabalho e desde setembro é uma das mais pedidas das rádios roqueiras de todo o país.

Pegada roqueira faz o disco não parecer da série ‘Acústico MTV’

O Charlie Brown Jr. tem vários méritos e alguns deméritos em seu Acústico MTV. De positivo, o grupo conseguiu, de forma surpreendente, suprir a ausência das guitarras e fazer um disco roqueiro só com violões de Marcão e Tadeu Patola (produtor da banda) – para o que contribuiu, é claro, a performance do baixista Champignon e do baterista Pelado. Nenhum sucesso ficou inferior à versão original, o que geralmente acontece quando as bandas fazem releituras acústicas. Além disso, desde a gravação, o Charlie Brown manteve-se fora do padrão “banquinho-e-violão” – tanto no CD/DVD quanto nos shows a banda, principalmente Chorão, fica de pé o tempo todo, pulando e gritando pelo palco. Nem parece um Acústico MTV.
As participações especiais também foram bem coerentes com o histórico da banda e acrescentaram muito às canções. E, se o Art Popular, em 2000, foi o primeiro artista a fazer um acústico de pagode, e em 2003 Zeca Pagodinho foi o primeiro a fazer um unplugged de samba de raiz, o Charlie Brown foi o pioneiro em incluir o rap na bem-sucedida série da MTV.
O repertório, se fugiu do óbvio de juntar somente os grandes sucessos (há duas inéditas, três releituras e algumas músicas “lado-B”), deixou de lado hits que certamente fazem falta ao fã da banda, como Rubão, Confisco e principalmente Te Levar, que talvez ficasse interessante em leitura desplugada. Após cinco CDs inéditos em cinco anos, era grande a pressão para o Charlie Brown gravar um acústico. O grupo o fez na hora certa e se deu bem. Apesar de que, se um desavisado ouvir o disco sem saber que faz parte da série, pode não reconhecê-lo como um Acústico MTV.


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   Disco:  Acústico MTV Charlie Brown Jr.
     Ficha técnica, faixas e compositores





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