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  Rita Lee faz juras de amor ao Rio na estréia da turnê de Balacobaco

Irrequieta no palco, Rita Lee tocou diversos instrumentos, entre eles o pandeiro
Paulistana orgulhosa, Rita Lee nunca escondeu seu amor pelo Rio de Janeiro. Em seu novo disco, Balacobaco (Som Livre), a cantora compôs com o marido Roberto de Carvalho uma música em homenagem à cidade, Copacabana Boy (“O Rio de Janeiro continua lindo de morrer, lindo de viver”). Até mesmo quando lembra a terra natal, na debochada As Mina de Sampa, Rita puxa a brasa para a sardinha do Rio (“As mina de Sampa são modernas, eternas dondocas / Mas pra sambar no pé, tem que nascer carioca”).
E foi a Cidade Maravilhosa que Rita Lee elegeu para estrear a turnê nacional de Balacobaco, seu 31º álbum. O local escolhido foi o Canecão, onde a cantora fez uma minitemporada entre os dias 8 e 11 de janeiro.
Rita foi ao Rio embalada pelo sucesso de Amor E Sexo, primeira faixa de trabalho do disco, que é hit nas rádios e tema da novela “Celebridade”. Aliás, gente famosa foi o que não faltou no show do dia 8. Entre os vips, globais como Fernanda Montenegro, Marília Pêra, Luana Pivanni, Maitê Proença, Cláudia Gimenez e Christiane Torloni, e os cantores Lulu Santos, Gabriel O Pensador, Moraes Moreira e Zélia Duncan. Reconhecendo alguns dos artistas, já que muitos estavam na primeira fila, Rita aproveitou para tirar mais um sarro de São Paulo, associando a presença dos famosos com o nome da novela das oito.
“Onde mais eu poderia ver tanta celebridade junta senão no Rio de Janeiro? Em São Paulo o máximo que acontece é a Hebe Camargo subir no palco”, brincou Rita, que afirmou que tocar no Rio lhe traz sorte. “Sou uma paulista apaixonada pelo Rio. Acho essa cidade um lugar muito louco. Se vocês não se lembram, o Rio de Janeiro é muito bonito”, disse ela, ovacionada.
Ao lado do filho Beto Lee (guitarra), Rita era a única paulista da banda. O restante do time é todo formado por cariocas: o maridão Roberto de Carvalho (guitarrista e diretor geral do show), com quem ela é casada há 27 anos; os ex-A Cor do Som Dadi Carvalho (baixo) e Ari Dias (percussão); Cláudio Infante (bateria); Rafael Castilhol (teclados) e Débora Reis (backing vocal).

Show roqueiro tem até releitura dos Ramones

No repertório, Rita Lee misturou músicas do novo CD (Amor E Sexo, Copacabana Boy, As Mina de Sampa, Balacobaco, A Fulana, A Gripe do Amor, Tudo Vira Bosta e Hino dos Malucos) a antigos sucessos da carreira solo (Coisas da Vida, Esse Tal de Roqu
O maridão, Roberto de Carvalho, deu um show na guitarra, garantindo o espírito roqueiro da noite
enrol
, Doce Vampiro, Perto do Fogo, On The Rocks, Erva Venenosa e Ovelha Negra) e com os Mutantes (Top Top). A releitura de I Wanna Be Sedated, dos Ramones, daria a tônica da noite: um show basicamente roqueiro, pontuado por baladas.
Mas o que chamou mesmo a atenção foi o bom humor e o incrível pique de Rita Lee, que completou 57 anos no último dia 31 de dezembro. Irrequieta, a cantora tocou vários instrumentos (pandeiro e outros instrumentos de percussão, guitarra e flauta), pulou, gritou, dançou, fez gestos sensuais. O lado bem-humorado aparecia entre ou durante as músicas. No meio de Perto do Fogo, Rita parou de cantar para atender a uma suposta chamada de celular. Dizendo ao público ser a Xuxa, a cantora fez o Canecão inteiro rir ao falar sobre o modo como a apresentadora trata a filha e ao criticar a sua briga com Marlene Mattos. “Xuxa, vou te dar um conselho de mãe: vende o que você tem, pega um negão, vai pro Caribe e acende uma erva. Os esotéricos dizem que 2020 vai ser um ano maravilhoso para o Brasil; pense nisso”, disse ela, para gargalhada geral.
Quando a música acabou, o “telefone” tocou de novo, mas Rita “desligou” ao saber quem era. “Era a Marta Suplicy”, disse ela, para novos risos. Dizendo não entender nada de política, a cantora aproveitou para criticar o PT pela expulsão da deputada federal Heloísa Helena e elogiou Gilberto Gil como ministro da Cultura. “É o melhor que já tivemos”, discursou.
Um pouco depois, ela aparece vestida de Chacrinha para cantar a nova e sensacional Hino dos Malucos. “É uma homenagem ao maior maluco de todos os tempos”, explicou Rita Lee, que também usou uma peruca estranha em Esse Tal de Roquenrol.
No bis, o momento “Miss Simpatia”, quando Rita atende aos pedidos do público. A primeira foi a deliciosa Caso Sério. A seguir, a cantora perguntou para Luana Piovanni, que estava na turma do gargarejo, o que ela queria ouvir, e a atriz pediu para que Rita repetisse Amor E Sexo. “Essa juventude só pensa nisso”, brincou a cantora, que logo depois pôs as guitarras de Beto e Roberto para trabalhar numa versão pesada de Ando Jururu.
Curiosamente, numa noite em que declarou seu amor ao Rio, Rita Lee encerrou o show com a música Ôrra Meu, expressão tipicamente paulista. Mais curioso ainda é que realmente a canção foi uma das mais pedidas pelos cariocas que lotaram o Canecão. Moral da história: cariocas e paulistas, esqueçam o bairrismo e vejam o show de Rita Lee, que inicia em grande estilo a temporada de espetáculos musicais de 2004.


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   Disco:  Balacobaco
     Ficha técnica, faixas e compositores

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