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  Conflitos de interesses separam mais uma vez o RPM

Fotos arquivo U.M.
O guitarrista Fernando Deluqui enviou uma carta à imprensa acusando Paulo Ricardo de ter o expulsado da banda por não concordar com suas decisões
O sonho voltou a ser realidade, mas não durou muito. A geração que nos anos 80 cantou e dançou ao som do RMP – grupo mais popular da década, com hits como Revoluções por Minuto, Louras Geladas, Rádio Pirata, Olhar 43 e muitas outras, que renderam a marca de 2 milhões de álbuns vendidos – vibrou com a notícia, em dezembro de 2001, de que depois de 12 anos separados Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarra), Luiz Schiavon (teclados) e Paulo “P.A.” Pagni (bateria) voltariam à ativa.
Esse mesmo público, mais os jovens curiosos com as histórias que ouviam de quem hoje está na faixa dos 30 anos, lotou os shows que o quarteto fez Brasil afora – com direito a efeitos de luz, raio laser, projeções em 3D etc., para relembrar o impacto que a banda causava nos anos 80 (no retorno do grupo, inclusive, o marketing usado pela gravadora Universal era o de tratava-se da “volta do rock espetáculo”). Os fãs também compraram em boa quantidade o disco lançado pelo quarteto, RMP MTV Ao Vivo 2002, no qual dava uma recauchutada nos antigos sucessos e apresentava algumas músicas inéditas. Foram 270 mil cópias vendidas do CD e 50 mil do DVD.
Velhos e novos fãs que agora voltam a ficar órfãos, com a carta distribuída à imprensa por Deluqui e Schiavon no dia 17 de dezembro, na qual anunciam seu desligamento da banda e fazem várias acusações contra Paulo Ricardo. Através de sua assessoria, o cantor se defende e garante a continuidade do grupo, com P.A. e novos músicos contratados. Mas certamente o brilho não será o mesmo sem o guitarrista e o tecladista originais. Parece que a briga de egos que separou o RPM no final dos anos 80 voltou a atacar em princípios de 2000. Uma pena, já que RMP MTV Ao Vivo indicava uma volta triunfal do maior ícone do pop-rock brasileiro.

Mesmo tocando pouco no rádio, grupo conquista novos fãs

Apesar do sucesso nos shows de 2002 e 2003, o RPM não chegou a emplacar um grande hit nas rádios. Vida Real, tema do reality show global “Big Brother Brasil” que foi lançado inicialmente como single, marcou oficialmente a volta do RPM, mas a execução na TV não se repetiu no dial. Quando o CD foi lançado, em 2002, o quarteto e a Universal resolveram apostar inicialmente nas novas leituras dos antigos sucessos, como Alvorada Voraz e Juvenília. Também foram para as rádios as inéditas Onde Está O Meu Amor (gravada em estúdio), que foi tema de uma novela global, e a boa Rainha, que poderia até ter sido melhor trabalhada. Nenhuma delas obteve grande êxito, mas foram o suficiente para matar as saudades dos antigos admiradores e criar novos fãs (vários fãs-clubes foram formados em todo o país).
Na época, o grupo afirmou que era importante voltar relendo os sucessos para reafirmar seu espaço no cenário do pop-rock nacional. Mas em todas as entrevistas eles deixavam claro que desde o início estavam pensando em um novo disco só de músicas inéditas. Em entrevista coletiva no Espaço Criança Esperança, no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 2002, Paulo Ricardo disse que, inclusive, já havia várias músicas prontas para este novo trabalho. “Acho que a tendência é melhorar. O nosso trabalho é consistente, as pessoas estão esperando o novo e se acertarmos nas canções temos condições de superar este disco”, disse o cantor, na coletiva.
Já Fernando Deluqui disse que o entrosamento continuava o mesmo, nem parecendo que haviam se passado 12 anos. Mas, um ano e cinco meses depois, a verdade veio à tona. Como aconteceu no passado, o relacionamento entre os q
O tecladista Luiz Schiavon, que também assina a carta, foi outro integrante retirado do RPM por discordar dos rumos da banda
uatro azedou durante a turnê e uma série de conflitos de interesses acabaria os separando novamente.
Deluqui e Schiavon começam a carta distribuída à imprensa – intitulada “A verdade sobre o RPM 2004”, enviada inicialmente por um e-mail do próprio domínio do grupo na internet (averdade@rpm.art.br) e depois da produtora do guitarrista – acusando Paulo Ricardo de ter registrado as marcas RPM, Revoluções por Minuto e Rádio Pirata em seu nome, sem avisar aos demais integrantes da banda. Além disso, ele teria criado, também em segredo, uma empresa chamada RPM Entretenimento, que funcionaria como uma gravadora.
A Universal confirma que o RPM não faz mais parte de seu cast, tendo se negado a renovar o contrato após o disco ao vivo. No entanto, em nota à imprensa, Paulo Ricardo e P.A. negam que o restante do grupo desconhecesse as transações. “O registro das marcas foi feito com o conhecimento de todos os integrantes da banda”, diz a nota.
Deluqui e Schiavon seguem sua carta inconformados com o fato de que, a pedido de Paulo Ricardo, o repertório construído para o próximo disco teria que ser descartado. “Era exigido que tanto o guitarrista Deluqui quanto o tecladista Schiavon ‘encaixassem’ seus trabalhos nos arranjos de um novo repertório, apenas executando ou complementando partes previamente criadas por terceiros e pelo próprio Paulo”, diz o texto. Na nota de Paulo Ricardo, por sua vez, o cantor afirma que há tempos discutia com o grupo a renovação do trabalho e do repertório, mas que não se chegava a um consenso. Por isso, ele “optou por abrir novas frentes para a sua carreira e para a trajetória do RPM.”
Em entrevista ao U.M., o assessor de imprensa Fábio Pimentel explicou melhor a questão. Ele disse que no dia 5 de janeiro Paulo Ricardo e P.A. entrarão em estúdio para começar a gravar o novo disco do RPM, com dois guitarristas, um tecladista e percussionistas contratados. Segundo ele, a saída de Schiavon do grupo se deu por incompatibilidade artística. “O Schiavon vinha com aqueles tecladões dos anos 80, e se ofendeu quando o Paulo Ricardo disse que queria uma sonoridade nova. Ele queria algo mais moderno, com samplers, seqüenciadores. A música pedia uma coisa nova, e o Schiavon não acompanhou. O Paulo Ricardo quis trazer o RPM para 2004”, disse Fábio.
Quanto à saída de Deluqui, mais uma polêmica. Na carta da “verdade”, o guitarrista diz que Paulo Ricardo teria exigido que ele reincidisse seu contrato individual com a Universal para ser contratado como artista exclusivo da RPM Entretenimento. Fábio dá outra versão. “É estranho, porque com o Deluqui foi uma separação amigável. Ele, quando soube dos projetos do Paulo, recusou-se a continuar, dando preferência à sua carreira solo”, explicou o assessor.
O repertório da banda volta a ser motivo de polêmica mais à frente. Segundo Deluqui e Schiavon, as novas músicas seriam assinadas somente por Paulo Ricardo, “contrariamente às obras anteriores”, que são em parceria. Fábio, mais uma vez, nega. “O Paulo Ricardo sempre compôs as músicas sozinho. Ele foi ingênuo no início, deixando que os outros assinassem músicas feitas por ele.”
Chamando de “despóticas” as decisões de Paulo Ricardo, Deluqui e Schiavon afirmam que este “novo RMP” é um engodo para disfarçar um projeto individual do cantor, e terminam a carta dizendo que, esgotadas as possibilidades amigáveis, eles estão entrando na justiça “para proteger o patrimônio maior de um artista, que é seu nome e sua credibilidade”. Parece que a novela está só começando, mas o final todos conhecem, e é triste.


Veja mais:


  O que eles diziam antes...
  O que eles dizem hoje...


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