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  A grande família de Dudu Nobre

Comandada pelo maestro Rildo Hora (à esq.), a banda de Dudu Nobre pôs o Canecão inteiro para sambar ao som dos grandes sucessos do cantor
Dudu Nobre está de bem com a TV. Considerado o maior nome da nova geração do samba, sucessor de Zeca Pagodinho, o cantor e compositor carioca tem duas músicas emplacadas na telinha: A Grande Família, tema do seriado global homônimo, e Tempo de Dom Dom, regravação incluída na trilha da novela das 8, também da Rede Globo.
O sucesso na TV aberta chamou a atenção de uma emissora por assinatura. O canal Multishow (Globosat/Net), em parceria com a gravadora BMG, registrou o show que Dudu fez no Canecão, no Rio, no dia 16 de dezembro, para virar um programa de TV, CD e DVD ao vivo, com previsão para abril de 2004.
Este é o quarto trabalho de Dudu Nobre, que começou a carreira tocando cavaquinho com Zeca Pagodinho (ele pode ser visto no DVD Zeca Pagodinho Ao Vivo, de 99), e já gravou Dudu Nobre, ainda em 99 (dos sucessos No Mexe Mexe, no Bole Bole e Quebro, Não Envergo), Moleque Dudu, em 2001 (de Estava Perdido Num Mar e A Grande Família) e Chegue Mais, em 2002 (cujo maior sucesso foi a faixa homônima). A direção e roteiro do show foram de Túlio Feliciano e a direção musical, do maestro Rildo Hora, que também trabalha há anos com Zeca.

Zeca Pagodinho é o grande coadjuvante da noite

Em um Canecão lotado, Dudu sentiu-se em casa para a gravação de seu primeiro CD ao vivo e DVD. “Essa não é uma vitória só minha. É do samba, de todos nós, do Rio de Janeiro”, disse o cantor, todo vestido de verde. Dudu misturou sucessos na sua voz e na de terceiros a cinco inéditas: Louco para Te Dar Um Beijo, Nossa Oração, Menina Dona do Meu Amor, A Família Aumentou e Favo de Mel, num total de 22 músicas. A festa foi completada com a participação de vários convidados de peso: o grupo Fundo de Quintal, os rappers MV Bill e Gabriel O Pensador, a Velha Guarda do Império Serrano, os pagodeiros Xande, do Revelação, e Péricles, do Exaltasamba, além, é claro, do padrinho e professor Zeca Pagodinho. A ausência foi Martinho da Vila, que não pôde comparecer devido a compromissos em São Paulo.
Sozinho, a estrela da noite fez o povo cantar – e sambar – em sucessos como No Mexe Mexe, no Bole Bole, Estava Perdido Num Mar, Quebro, Não Envergo, Feliz da Vida e em seu mais novo hit, Tempo de D
Dudu apresentou ainda cinco faixas inéditas, entre elas a romântica Favo de Mel
om Dom
. Zeca foi o grande coadjuvante, tendo seu nome pedido desde o início. Ele só apareceu quase no final, dividindo com Dudu os vocais de Vou Botar Teu Nome na Macumba, primeira parceria dos dois e sucesso na voz do partideiro de Xerém. O Canecão veio abaixo. “Foi assim que tudo começou”, lembrou Dudu, emocionado. Outros hits do “afilhado” na voz do “padrinho” cantados na noite foram a bela Água da Minha Sede, que Dudu disse considerar a música de sua vida, e Posso Até Me Apaixonar, esta com a participação do rapper pop Gabriel O Pensador, em um dos encontros mais interessantes do show. Mas o momento mais curioso mesmo foi a participação do rapper mais “radical” MV Bill, que, sem a mesma desenvoltura de palco de Gabriel, cantou com Dudu Singelo Menestrel.
Campeão de participações especiais, Lenine deu um sotaque nordestino a Xodó de Mãe. Os pagodeiros Xande e Péricles fizeram apenas participações corretas, na agitada Levada Desse Tantã e na romântica Favo de Mel, respectivamente. O clima esquentou com o grupo Fundo de Quintal, outra grande influência de Dudu. Com uma bandeira do Cacique de Ramos ao fundo, eles cantaram a bem-humorada Papagaio.
Mas o momento alto da noite ficou para o final, com a participação magistral da Velha Guarda do Império Serrano, no inesquecível samba-enredo Aquarela Brasileira. Dudu aproveitou para fazer um discurso pró-Império, segundo ele uma escola muito importante para ser tão esquecida. “A Velha Guarda da Portela tem Paulinho da Viola e Marisa Monte dando a maior força. A Mangueira tem a Leci (Brandão), a Beth (Carvalho) e o Chico (Buarque). Eu, modestamente, dou essa força ao Império Serrano, embora seja Mocidade”, disse o cantor, arrancando risos gerais.
Ainda com a Velha Guarda do Império no palco, Dudu chamou todos os demais convidados e deu a deixa da última música: “O samba é uma grande família”, disse ele, para logo depois cantar o tema da série “A Grande Família”, que não é sua melhor música, mas a mais conhecida.
Ao final, como é comum em gravações, algumas músicas foram repetidas, o que também aconteceu em diversos momentos do show. “Depois dizem que vida de cantor é fácil”, brincava Dudu, a cada vez que tinha que repetir uma música. Mas ele não tem do que reclamar. Cercado de amigos, mestres e fãs, o cantor fez um grande show e promete um dos melhores discos de samba de 2004.


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