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  Robbie Williams e Bon Jovi vão do entusiasmo à decepção

Fotos reprodução
Enquanto Robbie Williams arrebata a platéia no empolgante Live Summer 2003...
Dois ídolos jovens estão lançando seus novos CDs sem muitas novidades para os fãs. Depois do inédito Escapology, lançado em 2002, o inglês Robbie Williams reaparece com Live Summer 2003 (EMI), gravado durante a turnê daquele álbum. Já o grupo americano Bon Jovi, também depois de um disco de inéditas, Bounce, de 2002, relê seus principais sucessos de forma acústica, em estúdio, em This Left Fells Right (Universal). Ambos também estão vindo no formato DVD – o de Robbie Williams é vendido separadamente, trazendo a íntegra do show, e o de Bon Jovi vem junto ao CD, em uma edição limitada, com seis faixas exclusivas, entre elas Someday I’ll Be Saturday Night e a ótima Misunderstood.
Live Summer 2003 foi gravado no lendário Knebworth Park, na Inglaterra, nos dias 1, 2 e 3 de agosto, e mostra a força de Robbie Williams junto aos seus: nada menos que 375 mil pessoas assistiram ao show no parque e outros 3,5 milhões viram ao vivo pela televisão. É incrível o carisma que o cantor e compositor, ex-integrante do Take That, demonstra nas 14 faixas, comandando a multidão hipnotizada pela sua música, que mistura pop, rock e baladas.
Carisma que justifica plenamente a primeira faixa do disco, Let Me Entertain You (Deixe-me Entretê-lo). O que ele reforça mais à frente, soltando a seguinte frase: “Quero que vocês lembrem uma coisa para mim – sou Robbie Williams, sou cantor, compositor e nasci para entreter”.
O repertório de Live Summer 2003 é calcado no último álbum do cantor, Escapology. Decisão correta, já que ele já havia relido seus sucessos no DVD Live at The Royal Albert Hall, de 2001, maior recordista de vendas no Reino Unido, com mais de 250 mil cópias comercializadas. Mas foi exatamente um dos antigos hits do álbum que foi escolhido pela EMI como primeira faixa de trabalho, Angels, que encerra o disco em grande estilo, com a multidão cantando junto. Outro destaque do CD é a releitura de We Will Rock You, do Queen, também cantada em coro.
O DVD chega às lojas no fim de novembro, trazendo, além de quatro faixas a mais (Strong, Suprime, No Regrets e Rock DJ), diversos extras. Entre eles, um documentário de 15 minutos, intitulado “Moments of Mass Destruction”, cenas de bastidores, galeria de fotos e, para computador, papéis de parede, protetores de tela e um jogo no qual, “atirando-se” em Robbie Williams, tem-se acesso a cenas escondidas. Duas seções devem chamar a atenção dos fãs: “Diário dos Fãs”, um curta-metragem mostrando experiências de quem viajou para Knebworth, e “Lapso de Tempo”, um filme curto com velocidade alterada mostrando a estrutura do espetáculo.
A expectativa é de que o DVD de Live Summer 2003 supere o anterior, já que o CD vendeu 118 mil cópias em sua primeira semana no Reino Unido. Mais um recorde para o ent
... o Bon Jovi desperdiça a energia de suas canções no acústico This Left Feels Right
ertainer
Robbie Williams.

Disco de Bon Jovi não empolga

O que sobra de animação no disco ao vivo de Robbie Williams falta ao de estúdio de Bon Jovi. O grupo, que contou com a produção de Pat Leonard (Madonna, Rod Stewart, Elton John) confundiu acústico com lentidão e morosidade. Deveria ter ouvido unpluggeds brasileiros como os do Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Charlie Brown Jr., que conseguiram fazer discos vigorosos a despeito da troca das guitarras pelos violões.
Aliás, talvez Bon Jovi tivesse feito um disco mais interessante se o álbum fizesse parte da série Unplugged MTV, que mundo afora não é tão explorada (e, porque não dizer, banalizada) quanto no Brasil, mas produziu grandes trabalhos como os de Eric Clapton, Nirvana e Alanis Morissette. Curioso é que Jon Bon Jovi e Ritchie Sambora foram os inspiradores da série, ao tocarem Livin’ on A Prayer e Wanted Dead Or Alive apenas ao violão no MTV Music Awards, nos Estados Unidos, em 1989.
A intenção do Bon Jovi foi desconstruir as canções, buscando suas essências. Mas as músicas ficaram lentas demais, dando saudade das versões originais e das releituras ao vivo de One Wild Night (2001). Os melhores momentos são mesmo as baladas, que ficaram ainda mais belas: Bed of Roses, Always e All About Lovin’ You, faixa-bônus exclusiva do CD brasileiro. Mas as versões de Wanted Dead Or Alive, Livin’ on A Prayer (com a participação de Olivia d’Abo), It’s My Life, You Give Love A Bad Name, Everyday, Born to Be My Baby e Keep The Faith devem agradar só aos fãs mais ardorosos.

Acústico não é novidade

Tocar seus sucessos de forma acústica não é novidade para o Bon Jovi. Depois da apresentação na festa da MTV, o grupo sempre deu canjas ao violão mundo afora nos intervalos das turnês, como os Paralamas costumam fazer no Brasil. Em 2001, Jon e Ritchie tocaram Livin’ on A Prayer também de forma acústica no programa “America: A Tribute to Heroes”, em homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro. No mesmo ano, os dois fizeram uma versão desplugada de Here Comes The Sun em um tributo a George Harrison.
Mas o processo de gravação de This Left Fells Right começou mesmo em janeiro de 2003, quando o grupo fez um show inteiro no formato acústico em Yokohama, no Japão. Durante a turnê de Bounce, eles foram além, escolhendo algumas cidades para dividirem seus shows nos formatos acústico e elétrico.
Mesmo com um recente disco ao vivo, talvez tivesse sido mais interessante que o grupo tivesse transposto para o disco alguma dessas apresentações. Estariam relendo seus sucessos de qualquer forma (para desespero dos críticos, que sempre esperam um álbum de músicas inéditas) e empolgariam mais. Inclusive aos fãs mais ardorosos.


Veja mais:


   Disco:  Live Summer 2003 e This Left Fells Right
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