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  Gal grava clássicos dos anos 20 aos 50 em belíssimo disco

Reynaldo Dias
Com quase 40 anos de carreira, Gal Costa afirma estar vivendo um ótimo momento. “Me acho com 25 anos, e isso é expressado no meu trabalho”, diz a cantora
O processo de gravação de Todas As Coisas E Eu, CD de estréia de Gal Costa na Indie Records, não foi dos mais simples. Inicialmente, a cantora e o produtor Mariozinho Rocha queriam um trabalho de estúdio, mas Líber Gadelha, dono da gravadora, optou por um disco ao vivo, porque queria também lançar um DVD.
No entanto, querendo uma superprodução, Gal Costa não viu todos os seus desejos realizados pela Indie, o que a obrigou a parar no estúdio mesmo. Nada que tirasse a animação da cantora, que, bem-humorada, concedeu uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro, no dia 12 de novembro, momentos depois de chegar de Nova York, onde cantou em um tributo a Tom Jobim e Stan Getz.
“Entrei no estúdio numa boa”, conta Gal. “Na época foi frustrante e desgastante. Já estava tudo encaminhado e de repente o projeto foi rejeitado. Mas isso foi superado. A música para mim é a coisa mais fantástica que existe; ela me faz levitar. Isso me fez superar.”
No disco, belíssimo, Gal revisita um repertório de clássicos da música brasileira entre os anos 20 e 50, de compositores como Dorival Caymmi (Sábado em Copacabana, em pot-pourri com Copacabana), Ary Barroso (Pra Machucar Meu Coração), Humberto Teixeira (Dono dos Teus Olhos e Kalu), Evaldo Gouveia (Brigas), Dolores Duran (Fim de Caso), Lupicínio Rodrigues (Nervos de Aço), Herivelto Martins (Ave-Maria no Morro) e Nelson Cavaquinho (Folhas Secas). Um dos pontos altos do disco é o pot-pourri em homenagem a Noel Rosa, com O Orvalho Vem Caindo/Fita Amarela/Até Amanhã/Palpite Infeliz. Dezenove músicas (em 15 faixas) que Gal diz não ter precisado nem decorar.
“Tenho uma história pessoal com todas as músicas do disco. Elas fizeram parte do meu emocional, cresci ouvindo-as”, afirma a cantora, que contou com um time de músicos de primeira a acompanhando, como o baixista Jorge Helder, o pianista Eduardo Souto Netto, o violonista Marcus Teixeira e o percussionista Marcos Suzano.

De mal com o dial

Gal lança um disco misturando samba, samba-canção, choro e jazz após flertar com o pop em Bossa Tropical, lançado em 2002, no qual gravou compositores como Vander Lee e Arnaldo Antunes (Socorro, do ex-titã, chegou a tocar bem nas rádios). Aquele disco, aliás, marcou a estréia de Gal na finada Abril Music, depois de tantos anos militando no cast das multinacionais Universal e BMG. Ela conta que na Indie, bem como na Abril, optou por um contrato de uma única obra com a gravadora: deu certo, faz o disco seguinte.
“As grandes gravadoras ficaram perdidas com a crise, então se tornou mais interessante trabalhar em gravadoras menores. O tesão é diferente. São gravadoras que podem lhe dar uma atenção diferenciada”, conta Gal, que diz ainda não ter pensando em lançar seu próprio selo, como fizeram recentemente Bethânia e Milton.
“Mas acho legal. Grandes nomes têm saído de gravadoras pequenas, como Norah Jones, que ganhou o Grammy. Essa história de gravadora grande e pequena é muito relativa”, garante a cantora.
Gal Costa também diz estar de mal com as rádios. “Ouvia muito quando era criança e até o início dos anos 90. Antes eles tocavam tudo, de todos os estilos. Quando saía um disco do Chico, não tinha aquela coisa: ‘essa música fará sucesso’. Eles tocavam o disco inteiro, e de repente uma faixa virava sucesso. Antigamente as rádios eram mais democráticas; hoje estão muito segmentadas, e ficou chato.”
Mas, se com o dial as relações estão cortadas, consigo Gal é só amores. “Estou num bom momento. Me sinto mais jovem que a minha idade em tudo. Me acho com 25 anos, e isso é expressado no meu trabalho. Meu canto é jovial, minha voz está cristalina, cada vez melhor. Isso é fruto do prazer que tenho pelo que faço”, diz Gal. Com quase 40 anos de carreira, e ainda lançando discos como Todas As Coisas E Eu, ela não precisa ser humilde.


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