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  Marcelo D2 não é reconhecido entre os seus

Filhos e mulher de Sabotage recebem prêmio em homenagem ao rapper, morto em janeiro deste ano
São Paulo pode ser o berço do hip hop brasileiro, mas entre os dias 31 de outubro e 9 de novembro o Rio de Janeiro foi a capital nacional deste gênero que, de discriminado, virou moda. Foi a Semana Hutús de Hip Hop, que consistiu na exibição de filmes, exposições, festas e teve seu ponto alto no dia 5, com o 4º Prêmio Hutús, realizado no Teatro Carlos Gomes, no Centro da cidade, e promovido pela Central Única das Favelas (Cufa) e pela prefeitura.
Mas o fato de o evento ter acontecido no Rio não significa que o pessoal da Terra da Garoa tenha ficado de fora. Muito pelo contrário. A maior parte do público que lotou o teatro era de paulistas, que impuseram aos cariocas exxxpertos seus gestos e seu modo de falar, tá ligado?
A grande maioria dos artistas premiados também foi de São Paulo. O carioca Marcelo D2, por exemplo, que ganhou quase tudo que disputou no VMB da MTV, que premiou a produção pop nacional, não teve a mesma sorte entre seus pares rappers, não levando nenhum dos cinco prêmios a que concorreu (melhor álbum, por À Procura da Batida Perfeita; melhor música e clipe, por Qual É; melhor grupo ou artista solo e melhor DJ de grupo, com DJ Primo).
Os grandes vencedores da noite foram os paulistas do RZO e do Facção Central, cada um com dois prêmios: o primeiro, de melhor DJ de grupo (DJ Cia) e grupo ou artista solo; o segundo, com melhor álbum (Direto do Campo de Extermínio) e música (Menino do Morro). Para quebrar um pouco o sotaque, os maranhenses do Clã Nordestino levaram o troféu de grupo revelação (embora repetissem a toda hora as gírias dos paulistas) e as belas gaúchas do grupo Anastácias foram escolhidas como a melhor demo feminina.
Duas categorias estrearam este ano: melhor crew de break, vencido por Back Spin Crew, e melhor trabalho de graffiti, prêmio dado ao grupo Ment.


Emoção e diversão

O 4º Prêmio Hutús começou mal, com várias gafes. Primeiro foi a apresentadora Camila Pitanga, que falou os nomes dos pseudovencedores de crew de break, o grupo Black Spin Crew, antes dos indicados, no que foi vaiada pelo público que lotou o teatro.
A seguir, mais uma bola fora: as Anastácias não estavam no teatro para receber o prêmio de melhor demo feminina, nem mandaram representantes. Elas só chegaram na metade da premiação porque tiveram dificuldades em sair do Rio Grande do Sul e chegar ao Rio de Janeiro.
Mas o pior mesmo estava por vir. Antes de anunciarem os concorrentes a melhor produtor, os apresentadores anunciaram que o prêmio
A premiação terminou com um show dos americanos do Public Enemy
de melhor crew de break não era para o Black Spin Crew, mas para o Back Spin Crew. Camila tentou explicar que o erro foi provocado pela semelhança dos nomes, mas não conseguiu evitar a retumbante vaia. O outro apresentador, Paulo Brown (locutor da rádio 105 FM, de São Paulo), também tentando se explicar, partiu para o lado do deboche. “Um é Black, o outro é Back. É pra vocês verem a criatividade dos grupos”, disse ele.
Mas a partir daí a cerimônia retomou a normalidade e mesclou momentos divertidos e emocionantes. Na primeira categoria, disparado, foi a participação de Bezerra da Silva como entregador do prêmio de melhor clipe. Ovacionado desde que chegou (Bezerra é ídolo dos rappers, inclusive é muito amigo de Marcelo D2), o sambista cantou seu maior sucesso, Malandragem Dá Um Tempo, e fez propaganda do novo disco, Meu Bom Juiz. “Tentei trabalhar uma música nas rádios mas os caras não deixaram, só porque tinha duplo sentido”, disse ele, referindo-se a Produto Importado. Conclamado, ele teve que cantar a música a capela, repetindo os infames versos “Toda hora eu vendo, essa mercadoria não é de encalhar / É produto estrangeiro, que veio importado lá de Bogotá”, para delírio geral. Em sua inocência, Bezerra acabou cometendo uma gafe, chamando de “esquisito” o nome de Sabotage, vencedor da categoria.
E a emoção ficou exatamente por conta das homenagens a Sabotage, rapper paulistano assassinado no início deste ano e que já havia sido homenageado no VMB. Primeiro, a oficial. Um telão mostrou depoimentos emocionados de parceiros, amigos e da família. A mulher de Sabotage, Dalva, e os filhos Vanderson e Tamires foram receber um troféu da organização do evento. Mais tarde, o grupo Trilha Sonora do Gueto pediu licença e entregou uma espécie de troféu ao trio, falando da dificuldade financeira que a família vem enfrentando desde o assassinato do rapper.
Outro momento de destaque foi o desabafo do DJ Alpiste, vencedor da categoria melhor grupo ou artista solo gospel. Consagrado no mercado evangélico, Alpiste afirmou ainda sofrer preconceito na mídia secular. “Dedico esse prêmio a todas as rádios e revistas de hip hop que até hoje me ignoram”, disse ele.
A premiação acabou com um show do grupo americano Public Enemy, considerado o maior nome do hip hop mundial. Delírio para os paulistas que não os puderam assistir no TIM Festival, que este ano aconteceu apenas no Rio de Janeiro. É nóis!



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