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  Emoção, improviso e bom humor marcam uma noite histórica no Canecão

Bethânia foi a primeira convivada de Erasmo, o anfitrião da primeira noite dos Concertos MPBr 2002
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Quando os alto-falantes do Canecão anunciaram, na noite de 6 de julho, o nome de Erasmo Carlos – o anfitrião do primeiro show dos Concertos MPBr 2002, projeto que reúne artistas no mesmo palco a preços populares –, em vez daquele sujeito simpático e alto, de quase 1,90m, apareceu uma “baianinha abusada”, como ela mesma se define, cantando, curiosamente, um dos maiores sucessos do amigo Tremendão, cujo título dá a tônica do que seria aquele show: Emoções. Pronto, começava uma noite histórica para a Música Popular Brasileira, tão emocionante quanto surpreendente.
“É uma honra para mim ser madrinha deste projeto, que promove a união entre os artistas. É comovente participar desses encontros no palco. Parabéns à BR; isso é que é Música Popular Brasileira”, disse Bethânia, na primeira rasgação-de-seda da noite, antes de chamar o Tremendão para dividir com ela os vocais de As Canções Que Você Fez Pra Mim, outra música de Roberto e Erasmo que, assim como Emoções, foi gravada por ela no álbum que fez dedicado à dupla, em 1993. “Não é mole ter uma rainha com a gente”, retribuiu Erasmo, tascando uma bitoca na cantora baiana.
Sozinho, o Tremendão mostrou basicamente o repertório de seu mais recente trabalho, Erasmo Carlos Ao Vivo (Abril Music), CD duplo e DVD lançados no início de 2002 que dão uma geral em seus mais de 40 anos de carreira. A seqüência de hits começou com as homenagens às mulheres, seja mostrando sua importância na vida dos homens, como em Mesmo Que Seja Eu, ou a força feminina, caso de Mulher (Sexo Frágil) e Minha Superstar. “Os homens aprenderam tudo com as mulheres. Quando morrer, quero ser recebido por uma mulher no céu”, exagerou Erasmo, demonstrando a habitual simpatia que o faz um dos nomes mais queridos do meio artístico.
Depois de arranhar o tamborim, Erasmo pegou o violão e lembrou outro sucesso da parceria com Roberto, Sentado À Beira do Caminho, para delírio dos (e principalmente das) fãs que lotaram o Canecão. “Como público, fico feliz quando o artista canta seus maiores sucesso. Quando vou aos meus shows, também fico feliz em ouvir meus sucessos”, brincou o Tremendão, emendando Gatinha Manhosa. Empolgado com a típica receptividade carioca e com os gritos de “lindo”, “gostoso” e afins, ele aproveitou o clima de descontração para dar uma espetada no frio público paulista que assistiu à gravação do CD/DVD. “Estava sentindo falta dos gritos de lindo e gostoso. Quando revi o DVD, fiquei procurando algum gritinho mas não encontrei. Fiquei frustrado”, contou Erasmo, antes de beber um copo d’água. “É, para vocês verem como os tempos mudaram!”

Encontro de Bethânia e Wanderléa inaugura as surpresas da noite

Erasmo deu seqüência à série de encontros chamando a “irmãzinha” Wanderléa, com quem lembrou dois hits da Jovem Guarda: Prova de Fogo e Devolva-me. Apesar de o anfitrião ter dito que não pretendia, na
Erasmo faz feição séria quando fala dos problemas do país em Quem Vai Ficar no Gol
quela noite, fazer um revival dos anos 60, Wanderléa abriu o baú e, sozinha no palco, desfilou Foi Assim, Pare O Casamento e Ternura, música que lhe rendeu o apelido. Depois, a surpresa: Bethânia entra no palco para um dueto em outro sucesso da Jovem Guarda, a balada Eu Já Nem Sei. “O encontro com Erasmo eu esperava, mas com a Bethânia...”, disse a Ternurinha, mais tarde, no festivo e emocionado camarim.
De novo sozinho, Erasmo encheu de elogios sua nova parceira, Marisa Monte, e, em um dos momentos mais aplaudidos do show, cantou Mais Um Na Multidão (composta ainda com Carlinhos Brown), música do disco Pra Falar de Amor, de 2001, que marcou o retorno do cantor às rádios, depois de um longo jejum. Do mesmo disco, Erasmo lembrou a tragicômica Quem Vai Ficar no Gol?, na qual compara a dificuldade em encontrar goleiros para as peladas à situação socioeconômica do Brasil. “Quem vai ficar no gol nesse país? Esse país precisa de goleiros!”, berrou Erasmo durante a canção, para delírio geral.

Bethânia improvisa de novo ao chamar as backing vocals de Erasmo

Chegando de viagem da Áustria, Zélia Duncan foi a terceira convidada da noite, dividindo com Erasmo Você Me Acende e Eu Sou Terrível, antigos sucessos do Tremendão. Sozinha, Zélia cantou seus hits Sentidos, Enquanto Durmo (que não estava no set list; entrou apenas para homenagear Erasmo, que gosta da canção) e Alma. A seguir, mais rasgação-de-seda: Zélia chama ao palco sua maior referência musical, aquela que a fez ser cantora: Bethânia. “Quando ouvi o disco Chico & Bethânia fiquei com um trauma: queria ter aquele sotaque baiano. Hoje estou realizando um sonho”, disse Zélia, que dividiu com sua musa Baila Comigo, de Rita Lee e Roberto de Carvalho.
Momento de mais um improviso: Bethânia pede a seu pianista, o maestro Jaime Além, para chamar ao palco “as meninas” – as três backing vocals de Erasmo – que, sem ter ensaiado a música, estavam na coxia aguardando o retorno do cantor. “Tecnicamente o show apresentou problemas, mas sobrou emoção. Foi uma grande festa no palco”, afirmou uma das cantoras, Simeana Resende, que machucou a perna antes do show, ao cair em um buraco do palco, mas segurou a peteca nas mais de duas horas de espetáculo.
Erasmo volta sozinho, e encerra o show com Filho Único e Lobo Mau. Sem sair do palco, ele começa o bis, esquecendo mais uma vez o que prometera: em ritmo de Jovem Guarda, veio o medley com Pega na Mentira/Minha Fama de Mau/Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo/Splish Splash/É Proibido Fumar e, é claro, Festa de Arromba. Uma festa que terminou com os quatro no palco, cantando juntos É Preciso Saber Viver. Era preciso ver aquele show, que infelizmente não foi reeditado, pelo menos com a presença dos quatro, nas outras capitais por onde o projeto passou. Resta esperar que a sorte promova mais uma festa de arromba como essa.




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