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  Reginaldo Rossi grava novo disco ao vivo mantendo a coerência

Divulgação/Gal Oppido
Reginaldo Rossi considera seu novo disco uma boa oportunidade para firmar um repertório fora do Nordeste. “Lá eu tenho 300 sucessos, mas não é assim no restante do país”, afirma ele
Reginaldo Rossi se diz de bem com a vida. Não é para menos. Em meio a um mercado fonográfico em ampla decadência, ele é um dos artistas que mais aparecem na televisão – a cada semana é destaque em um programa dominical, fora os Ratinhos e Gilberto Barros da vida – e vende discos como ninguém. Mesmo com um CD bem-sucedido pela Sony – Reginaldo Rossi Ao Vivo, de 2001, que vendeu mais de 250 mil cópias – o cantor decidiu trocar a multinacional – onde estava há oito anos, já não com a mesma satisfação de antes – pela independente Indie Records. E o melhor de tudo: mantendo o sucesso. Seu primeiro CD pela nova casa, O Melhor do Brega, já sai com 100 mil cópias vendidas.
“Estava há oito anos na Sony, onde acabei me tornando móveis e utensílios. Aqui, na Indie, eu posso falar com o dono”, disse Reginaldo, em uma bem-humorada coletiva em um hotel da Zona Sul do Rio de Janeiro.
O Melhor do Brega traz versões ao vivo para músicas gravadas por artistas tidos como... bregas. A lista inclui pérolas dos sertanejos (Entre Tapas E Beijos e Dormi na Praça), da Jovem Guarda (Diana/Oh Carol e Esqueça), de ícones do brega como Odair José (Vou Tirar Você Desse Lugar), Waldick Soriano (Eu Não Sou Cachorro Não), Lindomar Castilho (Você É Doida Demais), Evaldo Braga (Sorria, Sorria) e Wando (Fogo E Paixão) e até do Rei Roberto Carlos (Pra Ser Só A Minha Mulher).
É claro que os hits próprios não ficaram de fora. Entre eles, sucessos como O Dia do Corno, Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme e a onipresente Garçom. É a quarta vez que Reginaldo grava a música depois que ela, registrada originalmente em 86, estourou em uma coletânea lançada pela EMI em meados da década de 90. O fato não preocupa Rossi.
“Desde o estouro de Garçom eu já a regravei outras três vezes, mas Mon Amour... eu já gravei oito, e foram 52 gravações no total. Uma das maiores emoções da minha vida foi quando, há dois anos, eu encontrei a Cássia Eller e ela me disse que gravaria a música. Não deu tempo de ela gravar, mas a Gil, que foi da Banda Beijo, gravou. Então é possível que Mon Amour... seja ainda mais forte que Garçom”, diz o cantor.
Garçom não é a única repetição em O Melhor do Brega. O próprio formato do CD – gravado numa noite fria de segunda-feira em São Paulo – não é nenhuma novidade para Reginaldo Rossi, que, além do disco da Sony, há dois anos, gravou outro ao vivo em 1998, com seus maiores sucessos. O cantor se diz mais à vontade em gravar longe dos estúdios.
“Ao vivo sou dez vezes melhor que no estúdio”, diz ele, sem modéstia. “Gravei 20 músicas, não desafinei nem tive que repetir nenhuma. Acho o estúdio frio. Gosto de ouvir o baixo junto comigo. O disco tem até microfonia, porque disco ao vivo sem microfonia não é disco ao vivo”, complementa Rossi, que garante não ter refeito nada refeito em estúdio.

Construindo um repertório

Reginaldo Rossi conta ter escolhido o repertório do disco em seus shows, vendo as músicas que faziam sucesso junto ao público. E ele fala de público com a autoridade de quem tem fãs em todo o Brasil, principalmente entre as classes sociais mais baixas.
“Em Mon Amour... o povo troca ‘meigo’ por ‘negro’, porque não assimila. Então não adianta gravar nada rebuscado. Miltinho é ótimo, mas canta muito cadenciado, e o povo não consegue acompanhar. Por isso mudei o andamento de muitas músicas”, conta Reginaldo, que acredita que o CD o ajudará a construir um repertório fora do Nordeste.
“As pessoas que contratam os meus shows sabem que eu vou cantar Garçom, Mon Amour... e o que mais? No Nordeste eu tenho 300 sucessos, mas não é assim no restante do país”, diz ele.
A primeira faixa de trabalho de O Melhor do Brega é Volta Amor, do forrozeiro Robero. Reginaldo não gostou da decisão, não por causa da música, mas por existir uma faixa de trabalho.
Volta Amor é a música de trabalho para a gravadora, mas eu nunca quis uma. Para mim é como os americanos dizem: ‘the singer, not the song’. As pessoas conhecem o Reginaldo Rossi, mais do que Garçom. Eu estou trabalhando o disco todo”, garante.
O Melhor do Brega vem com um segundo disco de karaokês. O povão poderá contar Você É Doida Demais (que voltou a fazer sucesso por ser tema de abertura do programa “Os Normais”), Entre Tapas E Beijos, Garçom, Eu Não Sou Cachorro Não, Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme e ainda ouvir uma faixa bônus, Coração de Luto. A idéia partiu da direção da Indie Records, para combater a pirataria.
“O pirata que quiser copiar o disco completo no mínimo terá que gastar mais. Foi uma idéia genial”, comemora Reginaldo.

Apologia ao brega

Ex-estudante de Engenharia Civil e ex-professor de Matemática e violão, Reginaldo Rossi pode ter a carreira dividida em três fases: o estouro no final da Jovem Guarda, quando trocou Recife por São Paulo; a volta para o Nordeste, onde se tornou um ídolo à altura de Roberto Carlos; e a redescoberta, nos anos 90, com o estouro tardio de Garçom.
Recentemente, o jornal “O Estado de São Paulo” publicou uma matéria elogiando Reginaldo por manter a coerência em um mercado que se deixa levar por modismos. E, se nunca teve medo de se assumir como cantor popular, o artista faz uma verdadeira apologia ao seu estilo brega com seu novo disco. E dispara contra quem não o entende.
“O Caetano ficou p... porque vocês (a imprensa) disseram que ele é MPB. Agora ele tenta acabar com isso, gravando Fernando Mendes (Você Não Me Ensinou A Te Esquecer). Só que as rádios tocam Caetano, mas não Fernando Mendes, e talvez a gravação dele seja melhor que a do Caetano. A segunda parte de Garçom é ótima: ‘Eu tô enchendo o saco / Mas todo bebum fica chato’. Dr. Fernando Henrique entendeu, assim como o gari. Mas os jornalistas queriam que eu falasse do estado etílico do cara”, discursa Reginaldo Rossi, homologando suas idéias com o exemplo de Marisa Monte.
“Quem não bregar no Brasil está morto. Quer um exemplo melhor que Marisa Monte? Ela só estourou quando cantou Amor I Love You”, diz ele.
Certo, RR. Está feito o convite: breguemos todos.


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