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  O álbum de figurinhas de Nando Reis

Nos shows da turnê de seu 4º disco, A Letra A, Nando Reis tem feito um retrospecto de sua carreira, misturando músicas da carreira solo, dos Titãs e aquelas gravadas por Cássia Eller
Muita gente torceu o nariz quando Nando Reis decidiu decretar sua independência e, coincidentemente, no dia 7 de setembro de 2002 anunciar sua saída dos Titãs. Afinal, o cantor e compositor, embora já tivesse lançado três bons discos solo – 12 de Janeiro, Para Quando O Arco-Íris Encontrar O Pote de Ouro e Infernal – e tenha emplacado alguns hits nas rádios, principalmente quando regravados por Cássia Eller, o sucesso mesmo veio com os Titãs. Parecia unha e carne. Nando foi responsável (algumas vezes em parceria) por alguns dos maiores hits do grupo, como Pra Dizer Adeus, Os Cegos do Castelo, Marvin, Bichos Escrotos, Homem Primata, Diversão, Sua Impossível Chance e, mais recentemente, O Mundo É Bão, Sebastião.
Mas basta ouvir o primeiro disco de Nando Reis na era pós-Titãs para ver que o músico paulista está no caminho certo. O ótimo A Letra A – que já estourou nas rádios a deliciosa faixa Dentro do Mesmo Time – é um álbum de sonoridade folk-rock à lá anos 70, calcado a todo momento nos violões. Aliás, está aí um dos principais motivos para a saída de Nando dos Titãs, onde era baixista.
“Eu me achava um baixista singular nos Titãs, mas eu gosto de tocar violão”, diz Nando. “Saí dos Titãs porque queria fazer algo diferente. Na minha carreira solo eu toco violão, e não baixo, como nos Titãs. Sempre fiz música no violão.”
Mas é claro que esse não foi o único motivo para a saída. Outra razão foi a data de gravação do próximo disco do grupo – Paulo Miklos e cia. não queriam esperar Nando dedicar-se a mais um projeto solo. Mas o principal fator mesmo foi a necessidade de independência para tomar as próprias decisões, o que era impossível na banda.
“Sou extremamente crítico. Saí dos Titãs para poder ter poder de decisão, para poder escolher o formato, as músicas que vão entrar no disco”, diz Nando, que acredita que sair dos Titãs foi bom até para liberar a sua criatividade. “Minhas funções lá tinham suas limitações. Eu era só o baixista, tinha que fazer o que todo mundo gosta, e isso era limitador. Os Titãs são um marca que só se move para onde todos quiserem. Eu sempre tive uma postura crítica – gostava de algumas coisas, de outras não. Na verdade o que eu queria era não restringir mais as minhas opiniões. Queria essa autonomia.”
Nando fala de criatividade com a autoridade de quem fez um grande álbum. São 12 faixas – todas compostas pelo ex-titã, sem parcerias – trazendo grandes momentos, que vão além da primeira faixa de trabalho. A música que abre e dá nome ao disco, por exemplo, é belíssima. Como outras músicas do CD, A Letra A começa lenta, só com o violão de Nando, mas aos poucos vai ganhando peso, com a entrada dos demais músicos – Berret Martin (bateria e percussão), Felipe Cambraia (baixo), Carlos Pontual (guitarra) e Alex Veley (teclado). A faixa conta ainda com a participação de Peter Buck, do REM, no violão de 12 cordas, e da filha de Nando, Sophia Reis, nos vocais.
A Letra A surgiu na véspera dos ensaios”, conta Nando, que acredita ter vivido
Nando Reis deixa de fora duas músicas significativas dos Titãs: Marvin e O Mundo É Bão, Sebastião. Apesar dos ressentimentos, o cantor acredita num reencontro. “Houve um distanciamento natural, salutar para que se refaçam as relações”, diz ele
dois anos atribulados, entre 2001 e 2002, o que dificultou de certa forma a escolha do repertório. “Eu não tinha uma safra de composições guardadas. Quando pintou a oportunidade de gravar o disco, vi as músicas que tinha, de 1996 a 2000. O que me interessava era uma determinada sonoridade. O critério foi escolher aquilo que tinha afinidade, como um álbum de figurinhas.”
Outro grande momento de A Letra A é a regravação de Luz dos Olhos, que Cássia Eller registrou em seu Acústico MTV, produzido, aliás, por Nando. O cantor comemora ter gravado a canção com um novo arranjo, que considera melhor que o anterior.
“Cássia gravou Luz dos Olhos com um arranjo poluído. Sempre toquei essa música, gosto muito dela. A trajetória dela foi interrompida com a morte da Cássia, mas passou a ter uma reação surpreendente do público nos shows”, diz Nando, lembrando uma gravação anterior do Cidade Negra – que transformou em sucesso uma canção dele, Onde Você Mora – para Luz dos Olhos, da qual ele não gosta de se lembrar. “Foi uma gravação infeliz. Eles retiraram versos, o que não permito. Eu a renego”, desabafa.
Outras duas regravações de A Letra A são Mesmo Sozinho, gravada pelos Titãs em seu mais recente disco, A Melhor Banda de Todos Os Tempos da Última Semana, e E Tudo Mais, registrada por Ivete Sangalo no CD Festa.

Futuro reencontro?

Nos shows da turnê de A Letra A, Nando Reis tem feito um retrospecto de sua carreira, mostrando algumas música do novo disco, os sucessos solo, algumas músicas suas do repertório dos Titãs e de Cássia Eller. Na primeira categoria estão a faixa-título, Dentro do Mesmo Time, De Lhe pra Te, Mesmo Sozinho, Tão Diferente e Luz dos Olhos.
Da carreira solo, ele resgata ainda músicas como a ótima Me Diga, de 12 de Janeiro, e Quem Vai Dizer Tchau? (regravada agora por Eliana Printes, em Pra Você Me Ouvir), de Para Quando... Mas o ponto alto mesmo são as músicas que Cássia gravou, como a própria Luz dos Olhos, Relicário, E.C.T., No Recreio, All Star e O Segundo Sol, que não costumam vir em seqüência, para não se criar um “bloco Cássia Eller”, como diz Nando.
Dos Titãs, Nando Reis lembra Os Cegos do Castelo e Sua Impossível Chance. Chateado porque o grupo não toca mais suas músicas nos shows, o cantor decidiu também fazer suas exclusões – estão de fora Marvin e O Mundo É Bão, Sebastião, esta última por fazer referência aos Titãs.
Nando reconhece que a separação não foi tão amena, e as conseqüências disso ainda são visíveis. Mas ele não descarta a possibilidade de uma reunião. “Houve um distanciamento natural, salutar para que se refaçam as relações. Acho natural que haja dores, ressentimentos, alegrias, memórias. Há de tudo.”
Será que um dia, quando fizerem um novo disco ao vivo, os Titãs poderão convidar Nando Reis, como fizeram com Arnaldo Antunes no Acústico MTV de 1997? O tempo dirá.


Veja mais:


   Disco:  A Letra A
     Ficha técnica, faixas e compositores

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