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  Adryana & A Rapaziada gravam seu disco mais eclético

Reprodução
Adryana Ribeiro confessa que sentiu medo quando soube da falência da Abril Music, onde era uma das principais atrações. Mas ela está feliz na nova casa. “A BMG é o meu novo amor”, derrete-se
Adryana Ribeiro e seu grupo A Rapaziada (Dárcio, Alisson e Erik) são uns dos principais órfãos da Abril Music, que faliu em 2002. Um dos primeiros nomes a integrar o cast da gravadora de Marcos Maynard, por onde lançou dois discos (Adryana & A Rapaziada, de 99, e Love Lindo, de 2001, ambos com mais de 100 mil cópias vendidas), o grupo teve que esperar dois anos para gravar seu terceiro trabalho, enquanto se confirmava o fim das atividades da Abril.
Fato consumado, Adryana & A Rapaziada começaram as negociações com as gravadoras e acabaram sendo contratados pela BMG – para onde, aliás, migrou a maior parte dos artistas da finada Abril – e agora estão lançando Stop Baby.
“A BMG é o grande amor da minha vida”, derrete-se Adryana. “Num primeiro momento eu senti medo, afinal era filha da casa. Fomos uns dos que começaram com a Abril. O grupo foi um projeto do Marcos Maynard. Fiquei muito triste quando soube da notícia.”
Nessa nova fase, Adryana e seu grupo vêm mais ecléticos do que nunca. Os nomes por trás do disco já indicam a mudança: o produtor Guto Graça Mello, acostumado a trabalhar com MPB, e o diretor artístico Sérgio Bittencourt.
“O Sérgio Bittencourt veio com essa proposta de fazer um disco mais eclético, e chamou o Guto Graça Mello. Neste CD estou mais intérprete, mais aberta, mas sem decepcionar os fãs. É um disco bem eclético. Eu estava precisando”, revela Adryana.
Três músicas representam bem o lado MPB de Stop Baby: Lógica, de Eugênio Dale, Seu Tempo de Amar, do ex-“Fama” Adelmo Casé, e Quando A Gente Briga, de Jorge Vercilo. Esta última, a primeira faixa de trabalho, é originalmente um samba, mas acabou ganhando uma levada típica do pagode romântico, gênero com o qual Adryana & A Rapaziada sempre flertaram.
“Sempre quis gravar uma música do Jorge Vercilo. Pedi uma música e ele a fez para mim”, comemora Adryana. “Ele consegue juntar melodia com poesia. Existe um grande problema de letras para as mulheres cantarem no Brasil”, reclama.
Adryana também critica o preconceito contra as louras no mundo do samba. Ela, que começou a carreira solo gravando dois discos dedicados ao gênero, e sendo apadrinhada por Martinho da Vila, diz que hoje não é possível viver de samba.
“Estamos no Brasil, temos que ser populares. Há o preconceito de uma loura cantando samba. Gostaria de ser respeitada no mundo do samba, mas é difícil”, resigna-se Adryana.

De olho nos rodeios

Se não grava mais sambas tradicionais (em seus dois primeiros discos, ainda em carreira solo, a cantora gravou músicas de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Nelson Rufino, Arlindo Cruz & Marquinhos PQD e outros bambas), Adryana registrou uma de suas vertentes mais populares: o samba-rock. Beijando Me Devora, a melhor faixa do disco, é mais um samba-rock delicioso da safra de Bebeto, que, como Vercilo, fez a música para ela. O cantor, inclusive, participa da faixa. A idéia de chamá-lo surgiu como retribuição a um convite que Bebeto fizera a Adryana, para cantar com ele em um de seus discos.
“Essa foi a última faixa a entrar para o disco”, conta Adryana. “Ficou com bastante suingue, com a presença de um DJ. Queria trazer Bebeto para a música popular, embora ainda tenha um projeto de fazer um disco de samba-rock.”
Apesar de tanto suingue, é o romantismo quem dá as cartas em Stop Baby, em faixas como Não É Sempre Assim, Só Pensar em Você, Perca O Juízo e Anjo do Amor (do redescoberto Fernando Mendes).
Adryana também abre espaço para o pop. Perfeito pra Mim lembra muito o estilo de Wanessa Camargo. As dançantes Fases do Amor e Melô do Dinheiro (com forte presença da eletrônica), por sua vez, prometem não deixar ninguém parado. Já Pense Bem é um pop romântico, de autoria de Herbert Vianna. A música foi composta pelo vocalista dos Paralamas antes do acidente que sofreu em janeiro de 2001, e já havia sido gravada pelo Negril.
“A música original era mais rock, reggae, e fizemos uma versão mais cool, mais de acordo com o Herbert de agora”, conta Adryana.
Aos 29 anos – e confessadamente triste por estar chegando aos 30 – a paulistana de Jaçanã agora volta suas atenções para os shows em feiras agropecuárias, que ela considera o melhor mercado para o músico brasileiro atualmente. Se até mesmo os roqueiros dos Titãs, na época de seu Acústico MTV, rodaram o interior do país fazendo a festa dos peões, não seria diferente com Adryana. Afinal, ela também canta rock. E samba, pagode, pop, eletrônica...


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